domingo, 23 de fevereiro de 2014

O sermão profético de Jesus Cristo

Teologia
Dr. Russel Shedd


"E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos" (Cf Mt. 24.12 - Bíblia Shedd, Revista e Atualizada no Brasil - 2ª Edição). 

Em Fevereiro de 2006, participei da Semana Teológica do IBADES -  Instituto Bíblico das Assembleias de Deus, aqui em Vitória, ES. Eu estava muito ansioso e empolgado pois na semana seguinte daria início à minha Faculdade de Teologia. O Palestrante principal era ninguém menos que o Dr. Russel Shedd, do qual sempre fui e sou um grande admirador, e o tema era "Escatologia". O texto proferido pelo Dr. Shedd foi justamente o capítulo 24 do Evangelho de Mateus (inteirinho), e foi até o capítulo 25.12. Lembro-me que foram sorteados alguns prêmios (bíblias e livros) entre o participantes, e eu não ganhei nada (como sempre). Além de ter trazido as bíblias e os livros para serem sorteados, o Dr. Shedd trouxe vários livros de sua autoria para vender e também a sua famosa e tão cobiçada (por mim principalmente) Bíblia Shedd. Lembro-me que eram dias muitos difíceis para mim, eu estava há muito tempo desempregado, pois estivera "servindo" (de escravo) em uma certa denominação que possui horário nobre na televisão, de segunda à sábado, por cujos serviços, nada recebia, e a imitação de pastor que dirigia a congregação, me enchia de promessas e me sugava até a alma e me oprimia dizendo que eu tinha que servir à Deus, que Deus cuidaria de mim e da minha família... Muito interessante, isso! Enquanto eu servia à Deus o dia inteiro na igreja, as minhas dividas aumentavam, e eu empobrecia, ao ponto de não ter nem um sapato para calçar. Mais interessante ainda, é que essa igreja prega a famigerada teoria da prosperidade (ou ideologia, como diz o meu querido Mestre Luiz Caetano Grecco Teixeira). 
A prosperidade é só para os predadores do Evangelho, que ali estão, sugando, explorando, enganado, matando..., o povo de Deus.

Em todo lugar que vou, com o objetivo de aprender, sempre me sento na primeira fila. No primeiro momento não entendi porque, mas o Doutor Shedd, assim que pousou sobre mim, os seus olhos, não me perdeu mais de vista, durante os dias em que estive ali, aprendendo sobre as coisa de Deus. Lembro-me que ao término da palestra, no primeiro dia, aproximei-me dele para cumprimentá-lo e perguntei os valores dos livros, e o valor da bíblia, ele me disse quais eram os valores, e quase caí de costas, pois estava muitíssimo descapitalizado, e os valores me pareceram exorbitantes. Após me dizer os preços, o Doutor Shedd me disse: 
- Escolhe: A bíblia ou o livro.
Ao que, lhe respondi: 
- Mas eu não tenho dinheiro agora.
Ele então disse: 
- Eu não perguntei se você tem dinheiro. Dinheiro não é tudo! Eu disse para você escolher. Qual dos dois você vai querer? Escolhe um agora, e escreve aqui o seu endereço que eu vou lhe enviar em sua casa.
Meus olhos encheram-se de água, um nó apertou-me a garganta, o meu coração disparou e eu quase caí de joelhos. Naquele instante ele abraçou-me apertado, orou por mim (enquanto uma fila enorme esperava para falar com ele, pedir dedicatórias nos livros que compraram e pegar um autógrafo), e sorriu ternamente. Emocionado, agradei-o sem parar. 
Ele disse: 
- Não precisar agradecer para mim. Agradeça à Deus. Essas doações fazem parte do nosso compromisso com o Senhor.
Por "nosso", ele quis dizer, dele e da esposa, a Senhora Shedd. Escolhi a bíblia, e, vinte e um dias depois a Bíblia Shedd chegou em minha casa, e guardo-a com muito carinho até hoje. Tenho história para contar...

A Bíblia Shedd
Se os leitores observaram atentamente, perceberam que eu dei testemunho de dois momentos em minha vida: O primeiro, negativo, e o segundo extremamente positivo. O exemplo negativo foi grande e forte, e o exemplo positivo foi pequeno, entretanto, muito maior e muito mais forte que o primeiro. Cristianismo é isso: Atitude! As nossas atitudes é que farão a grande diferença e falarão mais alto em nós e  à cerca do Reino de Deus. Muitas vezes são as nossas atitudes não cristãs que jogam um balde de água gelada nas pessoas, ajudando a esfriar o amor de muitos.


Para ser sincero, a escatologia não é o meu assunto bíblico preferido. Mas há algo de interessante nesse texto: Essa passagem é a única vez na bíblia onde Jesus se aprofunda   nesse assunto, e o esmiúça com profundidade. Ele fala da destruição do templo, do princípio das dores, da grande tribulação, da parusia, da parábola da figueira, da parábola do bom servo e do servo mal, da parábola das dez virgens... O sermão profético continua.... Aproveitem para ler os capítulos 24 e 25 do Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, hoje.

Bem, muitos quando pregam essa passagem, aproveitam para aterrorizar o povo (eis aqui um dos motivos pelo qual não gosto desse assunto). Ouvir o Dr. Russel Shedd pregar sobre esse assunto por três horas, com uma voz mansa, e com o seu espírito cheio de amor, com a sua mente cheia de conhecimento, foi uma grande e maravilhosa experiência, e não cansou nenhum de nós, pelo contrário, queríamos mais. Muitos pregadores ao se referirem à esse texto, possuem uma visão muito limitada do assunto, e se referem à duas questões não muito condizentes com essa passagem. São elas: "As pessoas deixarão de amar à Deus e à Jesus e esfriarão, por isso virão as iniquidades e a famosa e perturbadora grande tribulação", e, as pessoas se esfriarão deixando de ir às igrejas, e, não frequentando mais as igrejas, consequentemente, o amor dessas pessoas pelo Evangelho de Cristo se esfriará." 

Mas uma boa hermenêutica pode nos mostrar muito mais coisas nesse texto. Mas para ser claro e objetivo, basta prestar um pouquinho de atenção no texto para descobrir  que o fim só chegará depois que todos em todo o mundo tiverem conhecido, a palavra de Deus e tiverem ouvido falar de Jesus. Isso vai demorar, por mais que "o fim esteja próximo", visto que há nações e tribos inteiras que nunca tiveram essa oportunidade ou experiência. Por isso Jesus enviou os seus discípulos, e continua  enviando até hoje: "Ide, portanto, fazei discípulos por todas as nações..." (Cf Mt. 28.19a - A Grande Comissão). Percebem como uma coisa está ligada à outra? Não se pode analisar um texto isoladamente. Entretanto uma coisa é unânime para todos: Os sinais estão aqui há muito tempo. Muito antes de Jesus nascer. São os rumores de guerras entre outros.


"E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos" (Mt 24.12).
O que é iniquidade? A iniquidade é o contrário de equidade. Vamos ver cada uma dessas palavras separadamente, segundo o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa/Francisco Silveira Bueno, 11ª edição:
Equidade significa, igualdade, retidão. 
Portanto, segundo o mesmo dicionário, uma pessoa iníqua, é uma pessoa perversa, injusta, cruel, ruim, péssima... Muitos pregadores pregam essa passagem distorcendo totalmente o sentido da palavra, e dão um sentido totalmente contrário. Muitos até fazem entender que a iniquidade está ligada à prostituição. Outra palavra que por falta de educação acadêmica, conhecimento da língua e por preguiça de pesquisar é confundida com prostituição, é a palavra promiscuidade. Promiscuidade significa mistura desordenada, confusão. Porque estou citando essas palavras? Porque já cansei de ouvir pregadores usarem essas mesmas palavras quando pregam sobre esse tema e sobre o texto supra citado. Portanto por se multiplicar a iniquidade - perversidade, crueldade - e não a prostituição, é que o amor de quase todos se esfriará. Mas "o amor de quase todos" não se esfriará somente em relação à Deus, à Jesus Cristo, ao Evangelho, à igreja, mas, principalmente o amor de  uns pelos outros, bem como amor de toda a humanidade pela humanidade e pelas coisas corretas também se esfriará. Esse texto não está ligado somente à igreja ou ao Evangelho. Não se consegue uma hermenêutica no mínimo razoável, sem o conhecimento teológico e sem um bom dicionário, entre outras ferramentas. 

"O meu mandamento é este;  que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" (Cf. Jo15.12), e também, conforme a Primeira Epístola do Apóstolo Paulo aos Corintios, no capítulo 13, versículo 13. Portanto, amadas e amados do Senhor, a economia da Salvação e expansão do Reino de Deus começa, passa e culmina no amor de uns pelos outros. Um certo pastorzinho, não me amou, mas o Dr. Shedd que nunca me vira, dedicou-me grande e profundo amor. Não deixe o seu amor pelas pessoas esfriar, e muito menos o seu amor pelas coisas de Deus.

O mundo está cruel, perverso, ruim..., iníquo. Cabe à nós, os cristãos tentar restaurar tudo isso e praticar profundamente o amor de Deus. É num simples, ato, gesto e atitude que isso se dará... Amar não machuca e não dói. Experimente!



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Triste Brasil!

Por Austri Junior
Sociedade

"Triste Brasil!", foi o melhor título que encontrei para essa postagem. Estou usando esse título inspirado nas postagens do meu amigo Leonardo Stuepp, professor, escritor, palestrante..., no seu perfil no facebook, que tem se mostrado indignado, assim como todos nós, que vivemos dias de angustias, decepções, frustrações..., com o nosso querido pais, esse lugar lindo chamado Brasil. 

Esse texto, portanto, é muito mais que uma crítica, que um comentário e  que uma reflexão. É uma homenagem aos professores Stuepps em toda a nação brasileira, encarnados nas peles de pedreiros, carpinteiros, empresários, lavadeiras, arrumadeiras, vendedores e vendedoras, professoras, médicos, advogados, donas-de-casa, pais de famílias...

Enquanto o Brasil ardia e pegava fogo (literalmente), enquanto os vândalos e assassinos do grupo de baderneiros, desordeiros e assassinos denominado black bloks destruíam tudo e matavam o cinegrafista da Rede Bandeirantes de Televisão, Santiago Andrade, eu estava aqui sem internet, porque a companhia telefônica OI, junto à qual assumi um compromisso de fidelidade, isolou-me e deixou-me no ostracismo: Sem telefone e sem internet por 15 dias. O mais interessante é que as minhas contas estavam em dia... Tudo isso se deveu à demora em vir instalar o meu telefone por motivo de troca de endereço. 

Mas quão bobo e infantil é esse meu comentário (alguém pode estar pensando), diante de acontecimentos graves e importantes, como a vida (ou morte) do Santiago Andrade. Verdade! Mas o fato é que, enquanto blogueiro, a minha mente fervilhava de idéias e textos, mas isso não é tudo, pago as minhas contas e tenho direito ao respeito! O contrato de fidelidade assinado deve ser respeitado por ambos os lados. Tenho certeza que a conta chegará integralmente. Já telefonei para a OI, contestando os quinze dias que fiquei sem telefone e sem internet, e me disseram que preciso esperar a conta chegar primeiro. A OI TV, só será instalada em meu endereço novo  no dia 19 de Março, eu me mudei no dia 1º de Fevereiro, e pedi transferência bem antes... O que pensam vocês? A conta virá integralmente ou não? Já liguei ontem e pedi providências urgente até amanhã, segunda feira, caso contrário cancelarei o serviço. Já cancelei o telefone e a internet da OI. 

Porque aparentemente um assunto pessoal e tão irrelevante está sendo refletido aqui? Para isso mesmo. Para que todos possam refletir: "Que pais é esse...?" Renato Russo morreu sem obter a resposta, embora ele já sabia. Ele sabia que esse é um pais de políticos e governantes que maltratam o seu povo, um pais tão rico e tão miserável ao mesmo tempo. Um pais onde as mazelas sociais imperam, reinam e governam "descaradamente"..., e ninguém faz nada para mudar isso. Um pais de descamisados, de descalçados, sem teto, sem dentes, sem trabalho, sem educação, sem saúde, sem lei... Terra de ninguém, onde bandidos matam as pessoas todos os dias, assim como mataram Santiago Andrade. Quantos Santiagos vão precisar morrer para que as coisas e as leis mudem nesse pais? Os bandidos de colarinho branco estão enriquecendo às custas do sofrimento do povo! Empresas como a OI, por exemplo, e não somente ela, mas as empresas de telefonia e de internet, mandam e desmandam nesse pais. Contratam um serviço por 25 megas e só entregam 5 megas, os telefones celulares não completam as ligações ou não sustentam as mesmas, que caem no meio da conversa, a Vivo é um grande exemplo disso. Aliás, a Vivo está morta! Onde estão os políticos, os legisladores, os homens que elegemos para governar e mudar essas coisas? Sabemos que alguns estão na cadeia, mas por quanto tempo?

O pais está como um trem desgovernado, sem maquinista, descendo a montanha à toda velocidade, e logo adiante, no cume da pirambeira, há uma curva acentuada. Parece filme de desastre! Nós temos uma "cambada" de políticos FROUXOS e medrosos, corruptos e interesseiros..., que só legislam em causas próprias. Poucos escapam! Há momentos (e não são poucos) que sinto vergonha de ser brasileiro. O nosso pais é lindo e maravilhoso, possui um povo trabalhador que carrega esse pais e essa corja de ladões e bandidos nas costas, um pais com uma diversidade étnica pluralmente linda, uma cultura riquíssima, um povo alegre, uma geografia e natureza maravilhosa e privilegiada, mas é uma nação sofrida, abandonada, esquecida, ostracizada pelas autoridades e dominada pela violência, que todos os dias ceifa vidas inocentes, destrói famílias, mata crianças, assassina os pais de famílias enviúva as donas-de-casa, torna órfãos filhos e filhas... 

Há momentos que sinto muita raiva, quando vejo pessoas sofrendo e chorando por causa dessas coisas. Assistir o telejornalismo está se tornando uma tortura, mental, espiritual, emocional, social.... Os legisladores não fazem nada para mudar isso. E o PT, que erva daninha é esse partido horroroso para a sociedade brasileira. De olho nos votos e nas eleições que se avizinham, e de olho no poder, querendo perpetuar para si, o poder para sempre, estão contra o projeto de lei que responsabiliza e criminaliza os grupos que cometem crimes, como os assassinos do black blocks. O PT terminou de afundar o Brasil, esse pais maravilhoso que está deixando para os seus filhos e filhas um legado maldito, recheado de mazelas sociais, de violência incontida, de corrupção... Corações eternamente em estado de luto. Triste Brasil!

Não sou filiado a nenhum partido político e falo e escrevo como e enquanto cidadão brasileiro que não aguenta mais ver e ouvir as coisas más, ruins e péssimas que assolam o nosso pais. Aqui se tornou um lugar difícil de se viver, morar, criar filhos... Ser feliz!

Passei a minha vida inteira votando no PT, desde os meus 18 anos, foi quando o PT surgiu como lobo disfarçado em pele de cordeiro e eu acreditei. Foi o meu primeiro voto, e o primeiro voto é como "o primeiro sutiã, você nunca esquece": Eles vieram com um belo discurso de perseguidos e de presos políticos. É impressionante, como eles passaram de PRESOS POLÍTICOS, À POLÍTICOS PRESOS. Meu Deus, me perdoe por ter errado tanto, só tu, Senhor, sabes o quanto me arrependo! Mas Graças à Deus, que enxerguei o meu erro, antes do término do primeiro mandato do Lula.

Se o Brasil está triste, todo o povo também acabará ficando muito triste, e não há Carnaval, Copa do Mundo ou Olimpíadas que mudará isso. Pelo contrário... "A gente não quer só comida, diversão e arte! A gente quer saída para toda parte..." 
Basta de pão e circo!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

"Se queres a paz, prepara-te para a guerra".

por Austri Junior


O assunto do dia, e dessa semana, é a compra dos caças suecos, feitos pela presidente Dilma Rouself. Essa notícia está dominando os meios de comunicações e toda a mídia televisiva, radiofônica e eletrônica. Pelo novo contrato, a tecnologia dos caças suecos será transferida para o Brasil. Será?

Muitos são contra essa compra. Eu não! O grande general Duque de Caxias disse: "Se queres a Paz, prepara-te para a guerra". A presidente Dilma Rousself contextualizou (pós-modernamente) muito bem essa máxima do Duque de Caxias. Disse ela: "O Brasil é um país pacífico, mas isso não significa que deve ficar indefeso". Nunca pensei que um dia concordaria com a Dilma em alguma coisa, mas tenho que admitir: Concordo plenamente!

Muito se questiona sobre a compra desses aviões e sobre a necessidade da compra desses aviões. Eu penso que nunca saberemos quando um louco vai nos atacar. Há pouco, faleceu o louco ditador da Bolívia, Hugo Chaves, que eu considerava um grande perigo para a humanidade e principalmente para o Brasil, mas ainda temos o Evo Morales, aquele que "confiscou" as propriedades da Petrobras em território boliviano. O Chaves se foi mas deixou um louco pior que ele no poder: O louco "espiritualista", Nicolás Maduro (digo "espiritualista" porque segundo o próprio Maduro, ele vê o Chaves, e conversa com o Chaves). 

A Inglaterra, por exemplo, nunca imaginou que seria desafiada à guerra, pela pobre e decadente Argentina, que entrou na guerra das Malvinas com a cara e a coragem, e saiu derrotada. É claro que se sofrermos um ataque externo vindo  do mar, pouco ou quase nada poderemos fazer. Numa guerra contra os gigantes, EUA e Reino Unido por exemplo, estaremos fritos no sal. Mas precisamos nos precaver. Os caças que compramos da Suécia são fracos, pois são caças monomotores, desenvolvidos especialmente para defender o território sueco, que é muito pequeno (e diga-se de passagem, a Rainha sueca é brasileira, a Rainha Silvia). O Brasil, por ter um território muito maior, precisa de aviões bimotores, mas segundo os especialistas, adquirir aviões monomotores não nos trará muitas dificuldades, pois a nossa força Aérea tem a tradição de operar aeronaves monomotores. O que precisaremos é ampliar os nossos números de bases aéreas dentro do nosso território.

Porque compramos os caças da Suécia? Porque a rainha sueca é brasileira? Não! Compramos os caças da Suécia porque a Dilma (e aqui eu tiro o meu chapéu para ela) deu o troco político nos EUA, por causa da espionagem comercial contra nós, disfarçada de espionagem contra o terrorismo, e porque os caças suecos são muito mais baratos que os caças norte americanos. Porque não compramos os caças da França? Porque o Lula teve uma rusga com a França, quando apoiou o louco do Ahmadnejad (do Irã), e a França ficou do lado dos EUA. Aliás, que isso sirva de lição e visão para os governantes latinos americanos: Quando o assunto é a guerra física ou diplomática contra os EUA, os seus amiguinhos, a Inglaterra, a França, e a Alemanha, entre muitos outros  países europeus, sempre se colocarão contra os desafiantes e "inimigos" dos EUA. A America Latina que se una, pois caso contrário...

Para finalizar, quanto ao Brasil, preparemo-nos para a guerra (o Duque de Caxias estava coberto de razão), pois nós possuímos 20% de toda a água do planeta, e detemos a maior parte da floresta amazônica que é milionária em riquezas minerais e botânicas. Além disso temos o petróleo e o pré-sal. Tudo isso é motivo suficiente para os dominadores e poderosos declararem a  guerra e para invadirem os ostros países. 

Todos os dias, à caminho do trabalho (ao contrário da Angélica, que vai de táxi, eu vou de ônibus), eu leio uma pichação em um muro no bairro Carapina, em Serra-ES, que diz: "ENQUANTO HOUVER FOME HAVERÁ GUERRA". Ledo engano! As guerras não se travam em função da fome. A fome existe por causa das guerras, por causa da corrupção política, por falta de emprego, pela super população mundial... As guerras se travam por disputa de poderes, por questões políticas, por domínio de territórios, por questões petrolíferas, por causa dos armamentos atômicos..., e no futuro, as guerras se darão principalmente pela posse da água. Com certeza o Brasil está na mira dos poderosos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Profissão Teólogo


No dia 30 de Novembro, o Brasil comemorou o Dia do Teólogo. Nesse contexto reflexivo cabem algumas perguntas interessantes – eu gosto muito das interrogações, porque mais importante que saber as respostas, é saber quais perguntas devemos (ou podemos) fazer.  Entre essas perguntas, existem duas que considero não somente interessantes, mas extremamente importantes, para que a nossa reflexão possa avançar.



São elas:
1.   Teólogo por quê?
2.   Teólogo para quê?

Conversando sobre a primeira pergunta
A resposta para a primeira pergunta: 'Teólogo por quê?' é subjetiva, e, evidentemente, eu só poderia responder essa pergunta baseada nos meus ideais. É claro que muitos candidatos a Teólogos chegam à academia, cheios de ideais (espirituais), confundindo facilmente a Teologia com a religião, e entre os objetivos principais da escolha de um candidato pela Teologia, está a doce ilusão pelo 'conhecimento profundo da Palavra de Deus'. Nessa busca profunda pelo ‘conhecimento profundo da Palavra de Deus’, estão embutidos vários interesses e conceitos. Esses interesses podem ser, entre outros, inocentes, infantis, ou arrogantes. Em algumas pessoas, aparecem os três casos ou mais.

Os inocentes
Os inocentes se decepcionam e não duram muito, logo vão embora, com medo de ‘perder a fé’. Dado a esse fato, sempre questiono: Se o conhecimento faz alguém perder a fé, é porque, fé esse alguém não tinha. E se não tem, não pode perder. Ninguém perde o que não possui.
Os Arrogantes
Os arrogantes pensam que sabem mais que todos. Inclusive, eles/elas pensam que os professores sabem menos que eles. Os arrogantes pensam que vão aprender muito, e que vão ficar melhores e mais sábios que todos à sua volta. Mas o pior arrogante entre os arrogantes são aqueles que por pensarem saber mais que os professores, passam meses, e até anos, envolvidos em embates e polêmicas inúteis, atrapalhando o curso da aula, e atrapalhando os que querem ouvir e conversar – teologar – para aprender. Os arrogantes são os verdadeiros servos inúteis, dos quais a bíblia nos fala. Esses classificam tudo como sendo ‘obra do diabo’, inclusive a Teologia e os Teólogos, e se dizem guerreiros, soldados de Cristo, empunhando uma ‘espada apologética’ enferrujada, tentando matar a todos e a tudo que não convergem com aquilo em que ele ou ela acreditam, e seguem numa batalha desesperada, tentando ‘blindar’ a bíblia por todos os lados, com um furioso e até mesmo, com um rancoroso discurso de ser ‘o guardião, ou, a guardiã da sã doutrina’.

Os infantis
Os infantis pensam que vão aprender tudo e sanar todas as suas dúvidas. Ledo engano! Mas, se sobreviverem ao conhecimento que desvenda mitos e lendas, que revela a verdade e lança luz sobre alguns mistérios, através da hermenêutica, e de outras disciplinas, esses amadurecem, perdem a fé cega e infantil que ‘emburrece’, crescem e dão frutos, porque, com a fé fortalecida e com a crença, agora adulta, podem caminhar livremente. Livres do fundamentalismo, dos preconceitos, das doutrinas, das manipulações... E se tornam capazes de construir os seus próprios pensamentos, porque conseguem Teologizar – Construir as suas próprias Teologias, além de ler e interpretar as Teologias já existentes, e, até mesmo, desconstruir não somente muitos equívocos teológicos, mas, repensar e re-significar algumas teologias. Muitas delas, hoje, ultrapassadas.
Aqueles que estão humildemente 'antenados', logo aprendem que sairão da academia com muito mais dúvidas do que quando entraram. Isso muitas vezes choca a nossa infantilidade. Há outra coisa que fica muito clara também no inicio: A Teologia é uma busca profunda e constante – pesquisa séria – e o nome do curso deixa isso muito claro: ‘Bacharelado em Teologia’. Portanto, um ‘Bacharel em Teologia’, é um pesquisador. Não se faz Teologia sem pesquisas. O Teólogo que não lê e não pesquisa, pode desistir da profissão ou do título de Teólogo. Outra situação que o teologando (estudante de Teologia), percebe logo nos primeiros meses de trabalho na academia, é que a Teologia se aprende estudando e teologizando, ou seja, fazendo e produzindo Teologia. O que nos leva ao entendimento de que o Teólogo será sempre um teologando. Ninguém está pronto.  O que é muito positivo, pois em um copo cheio, não cabe mais nada, e muitas vezes, é necessário esvaziar o copo. Mas nem todos têm essa percepção.
Conversando sobre a segunda pergunta: ‘Teólogo para que?’
Esse deveria ser o primeiro questionamento que um candidato ao Bacharelado em Teologia deveria se fazer, junto às suas variantes:
1-  Para quê eu quero ser um Teólogo? (percebam que eu formulei a pergunta com ‘para quê? ’ e não ‘por quê? ’ – Há uma enorme diferença!);
2-  Para que serve o Teólogo?
3-  Para quê mais um Teólogo?
Cabem nesse contexto muitas perguntas, e, talvez você esteja questionando agora: porque ele não perguntou: ‘Para que, isso?’ ou, ‘Para que, aquilo...?’ Bem, talvez a resposta seja: Eu não pensei em o que você está pensando, ou, eu não considero tal ou tais perguntas relevantes. Mas com certeza, a minha resposta para você é: por uma questão de bom senso acadêmico, eu não pretendo esgotar o assunto. Contudo, mais importante que não esgotar o assunto, é: Dar-lhes elementos para pensar e para questionar. É isso que a Teologia faz, e é para isso que serve um Teólogo, entre outras coisas. Seria muita ingenuidade da nossa parte, em qualquer que seja a área do conhecimento, buscar esgotar um assunto de uma só vez.
Antes de prosseguir quero chamar a sua atenção para que observe que o verbo ‘construir’, aparece no texto, repetidas vezes e com certa insistência. Isso por que, considero que um Teólogo é um ‘engenheiro’, cuja função é construir principalmente pontes e estradas nos relacionamentos humanos, e desconstruir (implodir), ruínas e estruturas que comprometem a segurança dos seres humanos. Apesar de que a palavra Teologia, literalmente traduzida significa estudo à cerca de Deus, ou, das coisas de Deus – Teo = Deus, Logia = Estudo, conhecimento - a Teologia é uma Ciência Antropológica.
É impossível tentar conhecer a Deus e as suas coisas, ignorando o homem. Uma ótima definição do que é a Teologia, que ouvi na academia, e que tomei para minha vida acadêmica e intelectual, é: “A Teologia são tentativas humanas de entender a Deus”. Por isso, um Teólogo dispõe de duas ferramentas importantíssimas para o seu trabalho.

A primeira ferramenta é a Razão – o raciocínio e o discernimento – (Rm 12.1), e esses devem vir acompanhados do bom senso, da temperança, da paciência, da boa vontade, da perseverança, do Amor... Isso lhe parece familiar? É claro que isso lhe é familiar. Os Apóstolos Paulo (na Epístola destinada aos Gálatas) e Pedro (em sua Segunda Epístola) nos escreveram falando sobre essas atitudes. E por que nos escreveram eles, sobre isso? Porque aprenderam de Jesus, que aprendeu de Deus, que sabe o que é melhor para nós.

A segunda ferramenta é a Bíblia – Não se faz Teologia Cristã sem a bíblia. É sobre a bíblia que são feitos os questionamentos hermenêuticos, exegéticos, históricos, homiléticos, apologéticos...
Entretanto, esses questionamentos não podem ser cegos, passionais, irracionais, irreflexivos, intransigentes, intolerantes, pessoais, fundamentalistas, extremistas, radicais...

A bíblia não precisa da nossa blindagem, assim como Deus não precisa que tomemos as suas ‘dores’ – Ele tomou as nossas. Lembra-se? – ‘Deus pode aguentar muito bem essa parada’. Nós é que não aguentamos, e por isso saímos por aí brigando com todo mundo e com todo o mundo, colecionando inimigos e antipatias gratuitamente, e com isso, desperdiçamos a oportunidade de Evangelizar, de transmitir a Paz de Cristo e o Amor de Deus. Com nossas atitudes negativas, perdemos a oportunidade de ajudar as pessoas e acabamos transformando o Cristianismo em religião indesejável, abominável e de quinta categoria.
Ser Teólogo
Ser Teólogo é descortinar o impossível! Não falo aqui, de Deus, mas, das grandes tempestades trazidas pelas religiões que não foram criadas por Deus (nenhuma delas), mas sim, por seres humanos. Somente um Teólogo descomprometido com a religião e com a religiosidade cega e parcial, que geralmente é irracional, pois vêm carregadas com emoções e sentimentos humanos, pode combater e tentar desconstruir os conceitos negativos gerados pelos 'predadores do Evangelho', que, com as suas pregações desvairadas, suas hemenêuticas toscas, e com as suas doenças emocionais, bem como, com as suas faltas de conhecimento teológico (mesmo que possuam um diploma, ou certificado de teologia), e também com as suas ambições desonestas que manipulam os versículos bíblicos e se aproveitam da fé cega e infantil dos desavisados para pregar prosperidade e ganhar dinheiro.
Ser Teólogo é sofrer a ingratidão da igreja, corpo e instituição, e o não reconhecimento da sociedade, de forma que em sua vida, o Teólogo é quase um ‘patinho feio’: Não encontra um lugar para viver e conviver com os outros, até que descubra a beleza de ser Teólogo, e se assuma com tal, em meio às intempéries e desconfianças.

Ser Teólogo é assumir as suas posições, e não se colocar em cima de um muro, ou se camuflar como um camaleão, de acordo com o ambiente. Mas para isso, terá que pagar um preço alto, e amargar rótulos tais como: Herege, Libertino, Desobediente, Servo do demônio, Anti-Cristo... E ser ostracizado, muitas vezes, literalmente banido e exilado.

Ser Teólogo é não poder exercer a profissão, porque, apesar de que agora a Teologia já é reconhecida como profissão, a ‘Profissão Teólogo’ não é reconhecida nem pela Igreja, muito menos pela sociedade. Lembro-me do dia em que Júlio Zabatieiro, disse na aula de ‘Religião, Modernidade e Desencanto’ no curso de Pós-Graduação em Ciências da Religião: “- O Teólogo é mais importante que o Sacerdote”. Por um instante, os meus olhos brilharam como os de uma criança em frente a uma vitrina cheia de doces. Mas logo em seguida ele disse: “- Entretanto, o sacerdote vem em primeiro lugar na preferência popular, pois o povo rejeita o Teólogo, em detrimento do Sacerdote”. Isso se reflete na sociedade de uma maneira geral, e, embora a importância do Teólogo seja de vital valor em vários âmbitos, e o mesmo deveria ser consultado em diversos momentos que envolvem o ser humano, e a sociedade inclusive com análise antropológica, é muito comum ver muito mais Teólogos procurando emprego, do que qualquer outro profissional da área de Ciências Humanas e Sociais. O Teólogo é aquele que não ganha dinheiro com a profissão, e é o profissional que mais trabalha fora da sua área. Ele faz tudo, menos Teologia.
O Teólogo é um Cientista Social, porque a Teologia não é religião. Teologia é Ciência. Ciências Sociais - Ciência Humana.


Pense: Teólogo para quê?
Penso que o Teólogo é para ser diferente e fazer a diferença. Buscar a unidade da igreja com a Igreja. Teólogo para promover o ecumenismo entre Cristãos, ‘afim de que todos sejam um’, como O Pai é no Filho, também sejamos nós n’Eles, e uns para com os outros. Teólogo para construir pontes entre a igreja (instituição) e a sociedade. Teólogo para ajudar na construção de uma Igreja (corpo de Cristo) sadia e saudável, com menos doenças causadas pela religiosidade e pela ignorância bíblica. Teólogo para desconstruir as trincheiras, os muros e as muralhas construídas pela igreja e pela Igreja diante da sociedade, do conhecimento, da ciência... Diante do mundo, diante de tudo porque cometeram muitos erros de hermenêutica, não fizeram as exegeses corretas e se separaram do ‘mundo’. Teólogos e Teólogas para construir, para amar, para orientar, para instruir, para ensinar e para aprender. Teólogos e Teólogas para protestarem contra as injustiças e mazelas sociais, contra as injustiças e mazelas das e nas igrejas (instituições). Teólogos e Teólogas para protestarem contra as igrejas evangélicas e suas doutrinas miseráveis, pobres e opressoras que estão distorcendo o Evangelho de Cristo, manchando o Cristianismo e adoecendo as pessoas... Teólogos e Teólogas para fazerem a diferença em um mundo conturbado, cheio de violência e desgraças (literalmente fora da Graça Divina). Teólogos e Teólogas para resgatarem o Cristianismo e o Protestantismo, e não para serem mais um a distorcerem a ‘Palavra de Deus’, a manipularem as pessoas, os fatos e os sermões...

Teólogos para tantas coisas... Coisas que nos faltam. Coisas que ainda estão por fazer, desfazer, ver e rever... Teólogos para ressignificar a Teologia e a igreja. Teólogos para construir Teologias sadias e significativas. Teólogos para construir uma Teologia prática, social e libertária.

Uma Teologia que nos liberte terminantemente das amarras cativas, do fundamentalismo, da sóciopatia, da in-tolerância burra, cega e odiosa que odeia tudo e todos sob o rótulo cínico e hipócrita de ser o ‘ungido de Deus’ que vai ‘pregar a verdade’, doa a quem doer “proclamando que não devemos nos contentar com as 'coisas desse mundo', e que devemos ficar atentos para não nos acovardarmos diante das ‘coisas erradas’ da sociedade, sendo conivente e compactuando com o mal, sob o rótulo da tolerância”.

Portanto, amadas irmãs e amados irmãos, Teólogos para quê?
Penso eu: Teólogos para antes de tudo, se perguntarem:
‘- Teólogo Por quê?’

sábado, 2 de novembro de 2013

Evangelizar custe o que custar?

 Teologia



O que é conveniente ao comportamento de uma pessoa cristã? Como deve ser o comportamento de um cristão? Podemos fazer qualquer coisa, a todo custo, custe o que custar, em o Nome de Deus, ou de Seu Filho Jesus? É assim mesmo que as coisas devem acontecer? Ser cristão é seguir a Cristo, ser Evangélico é seguir o Evangelho, ser crente é crer em Deus e seguir a Palavra d'Ele. Bem, costumo dizer que na prática essas três classes de pessoas têm entre si uma enorme diferença: Crentes são todos os que creem no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Evangélicos são todos os que creem e seguem o Evangelho e cristãos são os imitadores de Cristo, portanto, católico são Evangélicos e Evangélicos são católicos, visto que a palavra católico quer dizer universal, e o Evangelho de Cristo é universal. Entretanto, encontramos poucos cristãos entre o povo que crê em Deus e no Evangelho de Cristo. Digo isso porque não conheço nenhum relato que diz que Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo mentia, roubava, enganava, fazia fofocas... 

Nunca li nenhum relato onde Jesus, o Cristo de Deus tomava para si a Glória do Pai, e nunca li que Jesus se auto intitulava como grande, muito pelo contrário. Deus nos dá Dons (Presentes), não para nos especializarmos em hipocrisia e falsidade ideológica, muito menos para nos colocarmos como super poderosos. Nunca li um relato sequer, onde Jesus tenha dito: "Agora vá, pois eu te salvei/curei!"  Ao contrário... Lembro de ter lido: "Filha, a tua fé te salvou..." (Mc 5.34). Ele sempre destaca a fé das pessoas. Veja também: Mt 8.13; Mt 15.28; Mc 2.5; Lc 7.50... Posto isso, arrisco escrever que Jesus cura, salva e liberta pela fé dos envolvidos, se tens dúvidas procure um bíblia temática e consulte, leia, estude pesquise os versículos e acontecimentos onde se encontra a palavra fé, principalmente onde se encontra a presença de Jesus, se  ainda assim não conseguir entender que o homem não cura ninguém e que as transformações se dão pela fé de cada um, então desista da bíblia e fique com as pregações toscas, com as músicas heréticas e ufanistas e com os shows gospels, os shows da fé, o circo evangélico as artimanhas e enganações, verdadeiras pantomimas que só têm dois objetivos: Enganar os incautos e enriquecer os predadores do Evangelho. Nesse caso, podes continuar dando dinheiro para eles comprarem fazendas, emissoras de televisão e de rádios,  e para que eles comprem espaços na mídia com a deslavada mentira de que estão evangelizando.

Jesus sempre se colocou como pobre e pequeno e ao lado dos pequeninos, Jesus nunca quis fama, riqueza, fortunas. Jesus compartilhava a comida e não arrancava nada e nenhum dinheiro de ninguém,  Jesus aceitava doações e vivia como pobre. Ele evangelizava a pé e não vivia disputando poder. Sei que hoje os tempos são outros e defendo que os missionários, evangelistas e pastores - quando digo pastores estou falando dos padres também, porque ao contrário do que pensam as mentes ocas, vazias e ignorantes, os padres são pastores - que deixam suas casas e famílias para se dedicarem à obra de Deus, e precisam de salário para se manterem. Também defendo que a riqueza não é pecado e não concordo que a pobreza seja uma virtude. Ser pobre é horrível e injusto. Defendo que todos devemos ter ambição. A ambição move o mundo e nos ajuda a superar a miséria em todos os seus sentidos. Eu sou contra a ganância, essa sim, é a raiz dos males financeiros, e não o dinheiro. Não devemos usar e abusar da boa vontade (ou ganancia) das pessoas para enriquecermos. Dinheiro é bom e quanto mais tivermos melhor, mas se o compartilharmos com os outros que têm menos e não fizermos dele o nosso deus, melhor ainda. Quando Deus nos abençoa é para que possamos abençoar as outras pessoas também. O dinheiro é bom quando ganhado ou herdado com honestidade, e não desviado de dízimos e ofertas.


Fico pensando para que tantas mega churchills, e para que, ou a quem serve esse templos suntuosos porque essa ganância de comprar os cinemas falidos e transformá-los em templos, se as pessoas não estão sendo transformadas de verdade. Elas estão se tornado evangélicas (com letra minúscula), e não Cristãs. Para que tantos programas na TV, se não conseguem manter e se não sabem ou não entendem nada de administração? Para que ostentar tanto poder? Somente para competir com as outras igrejas e para arrancar os católicos de sua fé e esvaziar a ICAR? Isso tudo é muito mesquinho e muito medíocre. É pobre demais e podre demais! Se Jesus tivesse em nosso meio hoje, mesmo com esses tempos modernos com certeza não faria nada disso. Então, o cristão, que deveria ser um imitador de Cristo, antes de tomar qualquer atitude, deveria se perguntar: Se Jesus estivesse em meu lugar, ele tomaria tal atitude? Toda escolha tem o seu próprio custo... E custa caro!


* Leia  Corrupção na igreja mundial   no meu Blog  Cultura e Sociedade, que você vai entender melhor esse texto.


Esse texto foi ublicado originalmente no Site Austri Junior visite e conheça.
https://sites.google.com/site/austrijunior/circulo-teologico/foco-teologico

domingo, 20 de outubro de 2013

Educação se faz educando...

 Educação Integral
por Austri Junior
Atualizado em 21/10/13, segunda feira, as 17:48 hs.



Educação de Verdade se faz educando, ensinando e aprendendo, seja na educação regular, social, inclusiva... Pessoas não se educam sozinhas, por mais autodidatas que sejam. Alguém tem sempre algo para aprender e para ensinar. Assim é com as crianças (e com os educadores também). Não podemos deixar um educando por sua própria conta e risco, e esperar que este aprenda alguma coisa. É claro que não estou falando de experiências pessoais ou empíricas. Falo do processo ensino aprendizagem na comunidade escolar.

O que faz a educação ter ou ser de qualidade, vai além da capacidade intelectual e da formação dos educadores. É  preciso comprometimento e atitude. Quem se senta e deixa as coisas acontecerem, com certeza testemunhará acontecimentos nefastos, mas aquele que planeja, programa, se organiza e direciona, com certeza irá ajudar os educandos a encontrar os seus caminhos e construir as suas vidas, e com isso os ajudará a colher ótimos frutos e junto deles, o educador também colherá ótimos frutos. É uma crueldade e covardia para com os educandos, quando o educador se furta ao seu papel, que é educar, ensinar, direcionar... Gerenciar as atividades. As atividades precisam ser educativas, construtivas, produtivas.

Na última quarta e quinta feira (dia 16 e 17 de outubro), tive a oportunidade de trabalhar verdadeiramente a educação de qualidade com os educandos da educação integral da EMEF Neusa Nunes Gonçalves, onde trabalho, e foi muito bom ver os alunos se esmerando na aprendizagem. Fizemos nesses dois dias, ótimas aulas de campo na horta da escola, que alguns dentre eles nem conheciam. No primeiro dia (quarta feira), os educandos tiveram uma excelente aula de botânica com a professora Dalva, formada em biologia, e idealizadora da horta, desde 1992. Os ensinamentos da professora Dalva não ficaram somente na área botânica, mas ela deu aos educandos uma verdadeira aula de cidadania, educação social, sustentabilidade, ecologia e meio ambiente, do jeito que gosto e do jeito que deve ser a educação social, essência da educação integral.  Ao final, eles plantaram sementes de rabanete e voltarão em quinze dias para verem se as sementes estão geminando.

Na quinta feira, dia 17 de outubro, retornei com eles à horta, e catalogamos as plantas: Frutas, verduras, leguminosas, remédios... Ensinei-lhes (reforçando os ensinamentos da professora Dalva), para que serve cada uma dessas plantas e as sua propriedades. Falei-lhes da importância de cada uma dessas plantas para a saúde e na alimentação. Falei-lhes da importância em cuidar e proteger a horta, incentivei-os para que participem do projeto da horta. Vi seus olhinhos brilharem e foi muito gratificante. Os educandos anotaram com muito interesse e alegria os nomes das espécies e as suas utilidades, enquanto eu os ensinava sobre cada uma das espécies. Foi maravilhoso vê-los anotando tudo e fazendo enxurradas de perguntas. Após voltarmos para a sala, conversamos e debatemos sobre o assunto, socializando cada questão e etapa vividas na horta, e eles mesmos deram sugestões para que façamos o mesmo na pedra da cebola, e sugeriram que façamos pesquisas na internet sobre as plantas e medicamentos que eles conheceram e catalogaram.

Após o intervalo trabalhei com os educandos a letra do hino nacional brasileiro, para que eles entendam e saibam o que estão cantando. Um exemplo clássico é que em vez de cantarem: "E diga o verde-louro dessa flâmula..." Eles cantam: "E DIGA AO VERDE LORO DESSA FÓRMULA..." A ideia é ensinar-lhes os significados das palavras rebuscadas do nosso hino, e ensiná-los a cantarem certo. Eles precisam conhecer o hino nacional brasileiro e entender o que estão cantando. Estamos trabalhando nisso, e eles amaram. Trabalho com alunos do 1º ao 5º ano, e nenhum deles nunca tiveram acesso à esse tipo de ensinamento. Sei que muita gente pensa ser desnecessário o ato cívico de cantar o hino nacional nas escolas, e associam isso à  ditadura militar, e saem com discursos culturais, históricos e sociais para justificarem o ato de desprezarem essa prática. Bem, eu discordo desse pensamento!

É preciso educar verdadeiramente!
O educador tem que se disponibilizar, mergulhar fundo, comprometer-se como se estivesse educando o seu próprio filho ou filha. É impressionante como os educandos estão sendo negligenciados por pseudos e negligentes educadores. Fico pensando: Como a educação desmoronou em nosso país. Essas crianças merecem muito mais de mim e de você. Por isso fico fascinado, empolgado, maravilhado..., quando encontro uma professora Dalva pela frente. Dá orgulho de trabalhar com uma pessoa assim. A professora Dalva me lembra algumas professoras e professores que tive, em especial, a minha professora de português da 5ª e da 6ª séria, Dona Maria de Lourdes, que me incentivou a ler, escrever e criar. Já citei-a aqui no blog em outra oportunidade. Quantas saudades! 

Assista ao vídeo:


Veja as fotos na Página Educação Cultura e Sociedade no Facebook 

(Acesse o link abaixo):
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.378000922330077.1073741839.152762521520586&type=1&l=ed4988aef4

Última atualização em 24 de Outubro de 2013 as 12:39hs., pelo editor Autri Junior