quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

"Se queres a paz, prepara-te para a guerra".

por Austri Junior


O assunto do dia, e dessa semana, é a compra dos caças suecos, feitos pela presidente Dilma Rouself. Essa notícia está dominando os meios de comunicações e toda a mídia televisiva, radiofônica e eletrônica. Pelo novo contrato, a tecnologia dos caças suecos será transferida para o Brasil. Será?

Muitos são contra essa compra. Eu não! O grande general Duque de Caxias disse: "Se queres a Paz, prepara-te para a guerra". A presidente Dilma Rousself contextualizou (pós-modernamente) muito bem essa máxima do Duque de Caxias. Disse ela: "O Brasil é um país pacífico, mas isso não significa que deve ficar indefeso". Nunca pensei que um dia concordaria com a Dilma em alguma coisa, mas tenho que admitir: Concordo plenamente!

Muito se questiona sobre a compra desses aviões e sobre a necessidade da compra desses aviões. Eu penso que nunca saberemos quando um louco vai nos atacar. Há pouco, faleceu o louco ditador da Bolívia, Hugo Chaves, que eu considerava um grande perigo para a humanidade e principalmente para o Brasil, mas ainda temos o Evo Morales, aquele que "confiscou" as propriedades da Petrobras em território boliviano. O Chaves se foi mas deixou um louco pior que ele no poder: O louco "espiritualista", Nicolás Maduro (digo "espiritualista" porque segundo o próprio Maduro, ele vê o Chaves, e conversa com o Chaves). 

A Inglaterra, por exemplo, nunca imaginou que seria desafiada à guerra, pela pobre e decadente Argentina, que entrou na guerra das Malvinas com a cara e a coragem, e saiu derrotada. É claro que se sofrermos um ataque externo vindo  do mar, pouco ou quase nada poderemos fazer. Numa guerra contra os gigantes, EUA e Reino Unido por exemplo, estaremos fritos no sal. Mas precisamos nos precaver. Os caças que compramos da Suécia são fracos, pois são caças monomotores, desenvolvidos especialmente para defender o território sueco, que é muito pequeno (e diga-se de passagem, a Rainha sueca é brasileira, a Rainha Silvia). O Brasil, por ter um território muito maior, precisa de aviões bimotores, mas segundo os especialistas, adquirir aviões monomotores não nos trará muitas dificuldades, pois a nossa força Aérea tem a tradição de operar aeronaves monomotores. O que precisaremos é ampliar os nossos números de bases aéreas dentro do nosso território.

Porque compramos os caças da Suécia? Porque a rainha sueca é brasileira? Não! Compramos os caças da Suécia porque a Dilma (e aqui eu tiro o meu chapéu para ela) deu o troco político nos EUA, por causa da espionagem comercial contra nós, disfarçada de espionagem contra o terrorismo, e porque os caças suecos são muito mais baratos que os caças norte americanos. Porque não compramos os caças da França? Porque o Lula teve uma rusga com a França, quando apoiou o louco do Ahmadnejad (do Irã), e a França ficou do lado dos EUA. Aliás, que isso sirva de lição e visão para os governantes latinos americanos: Quando o assunto é a guerra física ou diplomática contra os EUA, os seus amiguinhos, a Inglaterra, a França, e a Alemanha, entre muitos outros  países europeus, sempre se colocarão contra os desafiantes e "inimigos" dos EUA. A America Latina que se una, pois caso contrário...

Para finalizar, quanto ao Brasil, preparemo-nos para a guerra (o Duque de Caxias estava coberto de razão), pois nós possuímos 20% de toda a água do planeta, e detemos a maior parte da floresta amazônica que é milionária em riquezas minerais e botânicas. Além disso temos o petróleo e o pré-sal. Tudo isso é motivo suficiente para os dominadores e poderosos declararem a  guerra e para invadirem os ostros países. 

Todos os dias, à caminho do trabalho (ao contrário da Angélica, que vai de táxi, eu vou de ônibus), eu leio uma pichação em um muro no bairro Carapina, em Serra-ES, que diz: "ENQUANTO HOUVER FOME HAVERÁ GUERRA". Ledo engano! As guerras não se travam em função da fome. A fome existe por causa das guerras, por causa da corrupção política, por falta de emprego, pela super população mundial... As guerras se travam por disputa de poderes, por questões políticas, por domínio de territórios, por questões petrolíferas, por causa dos armamentos atômicos..., e no futuro, as guerras se darão principalmente pela posse da água. Com certeza o Brasil está na mira dos poderosos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Profissão Teólogo


No dia 30 de Novembro, o Brasil comemorou o Dia do Teólogo. Nesse contexto reflexivo cabem algumas perguntas interessantes – eu gosto muito das interrogações, porque mais importante que saber as respostas, é saber quais perguntas devemos (ou podemos) fazer.  Entre essas perguntas, existem duas que considero não somente interessantes, mas extremamente importantes, para que a nossa reflexão possa avançar.



São elas:
1.   Teólogo por quê?
2.   Teólogo para quê?

Conversando sobre a primeira pergunta
A resposta para a primeira pergunta: 'Teólogo por quê?' é subjetiva, e, evidentemente, eu só poderia responder essa pergunta baseada nos meus ideais. É claro que muitos candidatos a Teólogos chegam à academia, cheios de ideais (espirituais), confundindo facilmente a Teologia com a religião, e entre os objetivos principais da escolha de um candidato pela Teologia, está a doce ilusão pelo 'conhecimento profundo da Palavra de Deus'. Nessa busca profunda pelo ‘conhecimento profundo da Palavra de Deus’, estão embutidos vários interesses e conceitos. Esses interesses podem ser, entre outros, inocentes, infantis, ou arrogantes. Em algumas pessoas, aparecem os três casos ou mais.

Os inocentes
Os inocentes se decepcionam e não duram muito, logo vão embora, com medo de ‘perder a fé’. Dado a esse fato, sempre questiono: Se o conhecimento faz alguém perder a fé, é porque, fé esse alguém não tinha. E se não tem, não pode perder. Ninguém perde o que não possui.
Os Arrogantes
Os arrogantes pensam que sabem mais que todos. Inclusive, eles/elas pensam que os professores sabem menos que eles. Os arrogantes pensam que vão aprender muito, e que vão ficar melhores e mais sábios que todos à sua volta. Mas o pior arrogante entre os arrogantes são aqueles que por pensarem saber mais que os professores, passam meses, e até anos, envolvidos em embates e polêmicas inúteis, atrapalhando o curso da aula, e atrapalhando os que querem ouvir e conversar – teologar – para aprender. Os arrogantes são os verdadeiros servos inúteis, dos quais a bíblia nos fala. Esses classificam tudo como sendo ‘obra do diabo’, inclusive a Teologia e os Teólogos, e se dizem guerreiros, soldados de Cristo, empunhando uma ‘espada apologética’ enferrujada, tentando matar a todos e a tudo que não convergem com aquilo em que ele ou ela acreditam, e seguem numa batalha desesperada, tentando ‘blindar’ a bíblia por todos os lados, com um furioso e até mesmo, com um rancoroso discurso de ser ‘o guardião, ou, a guardiã da sã doutrina’.

Os infantis
Os infantis pensam que vão aprender tudo e sanar todas as suas dúvidas. Ledo engano! Mas, se sobreviverem ao conhecimento que desvenda mitos e lendas, que revela a verdade e lança luz sobre alguns mistérios, através da hermenêutica, e de outras disciplinas, esses amadurecem, perdem a fé cega e infantil que ‘emburrece’, crescem e dão frutos, porque, com a fé fortalecida e com a crença, agora adulta, podem caminhar livremente. Livres do fundamentalismo, dos preconceitos, das doutrinas, das manipulações... E se tornam capazes de construir os seus próprios pensamentos, porque conseguem Teologizar – Construir as suas próprias Teologias, além de ler e interpretar as Teologias já existentes, e, até mesmo, desconstruir não somente muitos equívocos teológicos, mas, repensar e re-significar algumas teologias. Muitas delas, hoje, ultrapassadas.
Aqueles que estão humildemente 'antenados', logo aprendem que sairão da academia com muito mais dúvidas do que quando entraram. Isso muitas vezes choca a nossa infantilidade. Há outra coisa que fica muito clara também no inicio: A Teologia é uma busca profunda e constante – pesquisa séria – e o nome do curso deixa isso muito claro: ‘Bacharelado em Teologia’. Portanto, um ‘Bacharel em Teologia’, é um pesquisador. Não se faz Teologia sem pesquisas. O Teólogo que não lê e não pesquisa, pode desistir da profissão ou do título de Teólogo. Outra situação que o teologando (estudante de Teologia), percebe logo nos primeiros meses de trabalho na academia, é que a Teologia se aprende estudando e teologizando, ou seja, fazendo e produzindo Teologia. O que nos leva ao entendimento de que o Teólogo será sempre um teologando. Ninguém está pronto.  O que é muito positivo, pois em um copo cheio, não cabe mais nada, e muitas vezes, é necessário esvaziar o copo. Mas nem todos têm essa percepção.
Conversando sobre a segunda pergunta: ‘Teólogo para que?’
Esse deveria ser o primeiro questionamento que um candidato ao Bacharelado em Teologia deveria se fazer, junto às suas variantes:
1-  Para quê eu quero ser um Teólogo? (percebam que eu formulei a pergunta com ‘para quê? ’ e não ‘por quê? ’ – Há uma enorme diferença!);
2-  Para que serve o Teólogo?
3-  Para quê mais um Teólogo?
Cabem nesse contexto muitas perguntas, e, talvez você esteja questionando agora: porque ele não perguntou: ‘Para que, isso?’ ou, ‘Para que, aquilo...?’ Bem, talvez a resposta seja: Eu não pensei em o que você está pensando, ou, eu não considero tal ou tais perguntas relevantes. Mas com certeza, a minha resposta para você é: por uma questão de bom senso acadêmico, eu não pretendo esgotar o assunto. Contudo, mais importante que não esgotar o assunto, é: Dar-lhes elementos para pensar e para questionar. É isso que a Teologia faz, e é para isso que serve um Teólogo, entre outras coisas. Seria muita ingenuidade da nossa parte, em qualquer que seja a área do conhecimento, buscar esgotar um assunto de uma só vez.
Antes de prosseguir quero chamar a sua atenção para que observe que o verbo ‘construir’, aparece no texto, repetidas vezes e com certa insistência. Isso por que, considero que um Teólogo é um ‘engenheiro’, cuja função é construir principalmente pontes e estradas nos relacionamentos humanos, e desconstruir (implodir), ruínas e estruturas que comprometem a segurança dos seres humanos. Apesar de que a palavra Teologia, literalmente traduzida significa estudo à cerca de Deus, ou, das coisas de Deus – Teo = Deus, Logia = Estudo, conhecimento - a Teologia é uma Ciência Antropológica.
É impossível tentar conhecer a Deus e as suas coisas, ignorando o homem. Uma ótima definição do que é a Teologia, que ouvi na academia, e que tomei para minha vida acadêmica e intelectual, é: “A Teologia são tentativas humanas de entender a Deus”. Por isso, um Teólogo dispõe de duas ferramentas importantíssimas para o seu trabalho.

A primeira ferramenta é a Razão – o raciocínio e o discernimento – (Rm 12.1), e esses devem vir acompanhados do bom senso, da temperança, da paciência, da boa vontade, da perseverança, do Amor... Isso lhe parece familiar? É claro que isso lhe é familiar. Os Apóstolos Paulo (na Epístola destinada aos Gálatas) e Pedro (em sua Segunda Epístola) nos escreveram falando sobre essas atitudes. E por que nos escreveram eles, sobre isso? Porque aprenderam de Jesus, que aprendeu de Deus, que sabe o que é melhor para nós.

A segunda ferramenta é a Bíblia – Não se faz Teologia Cristã sem a bíblia. É sobre a bíblia que são feitos os questionamentos hermenêuticos, exegéticos, históricos, homiléticos, apologéticos...
Entretanto, esses questionamentos não podem ser cegos, passionais, irracionais, irreflexivos, intransigentes, intolerantes, pessoais, fundamentalistas, extremistas, radicais...

A bíblia não precisa da nossa blindagem, assim como Deus não precisa que tomemos as suas ‘dores’ – Ele tomou as nossas. Lembra-se? – ‘Deus pode aguentar muito bem essa parada’. Nós é que não aguentamos, e por isso saímos por aí brigando com todo mundo e com todo o mundo, colecionando inimigos e antipatias gratuitamente, e com isso, desperdiçamos a oportunidade de Evangelizar, de transmitir a Paz de Cristo e o Amor de Deus. Com nossas atitudes negativas, perdemos a oportunidade de ajudar as pessoas e acabamos transformando o Cristianismo em religião indesejável, abominável e de quinta categoria.
Ser Teólogo
Ser Teólogo é descortinar o impossível! Não falo aqui, de Deus, mas, das grandes tempestades trazidas pelas religiões que não foram criadas por Deus (nenhuma delas), mas sim, por seres humanos. Somente um Teólogo descomprometido com a religião e com a religiosidade cega e parcial, que geralmente é irracional, pois vêm carregadas com emoções e sentimentos humanos, pode combater e tentar desconstruir os conceitos negativos gerados pelos 'predadores do Evangelho', que, com as suas pregações desvairadas, suas hemenêuticas toscas, e com as suas doenças emocionais, bem como, com as suas faltas de conhecimento teológico (mesmo que possuam um diploma, ou certificado de teologia), e também com as suas ambições desonestas que manipulam os versículos bíblicos e se aproveitam da fé cega e infantil dos desavisados para pregar prosperidade e ganhar dinheiro.
Ser Teólogo é sofrer a ingratidão da igreja, corpo e instituição, e o não reconhecimento da sociedade, de forma que em sua vida, o Teólogo é quase um ‘patinho feio’: Não encontra um lugar para viver e conviver com os outros, até que descubra a beleza de ser Teólogo, e se assuma com tal, em meio às intempéries e desconfianças.

Ser Teólogo é assumir as suas posições, e não se colocar em cima de um muro, ou se camuflar como um camaleão, de acordo com o ambiente. Mas para isso, terá que pagar um preço alto, e amargar rótulos tais como: Herege, Libertino, Desobediente, Servo do demônio, Anti-Cristo... E ser ostracizado, muitas vezes, literalmente banido e exilado.

Ser Teólogo é não poder exercer a profissão, porque, apesar de que agora a Teologia já é reconhecida como profissão, a ‘Profissão Teólogo’ não é reconhecida nem pela Igreja, muito menos pela sociedade. Lembro-me do dia em que Júlio Zabatieiro, disse na aula de ‘Religião, Modernidade e Desencanto’ no curso de Pós-Graduação em Ciências da Religião: “- O Teólogo é mais importante que o Sacerdote”. Por um instante, os meus olhos brilharam como os de uma criança em frente a uma vitrina cheia de doces. Mas logo em seguida ele disse: “- Entretanto, o sacerdote vem em primeiro lugar na preferência popular, pois o povo rejeita o Teólogo, em detrimento do Sacerdote”. Isso se reflete na sociedade de uma maneira geral, e, embora a importância do Teólogo seja de vital valor em vários âmbitos, e o mesmo deveria ser consultado em diversos momentos que envolvem o ser humano, e a sociedade inclusive com análise antropológica, é muito comum ver muito mais Teólogos procurando emprego, do que qualquer outro profissional da área de Ciências Humanas e Sociais. O Teólogo é aquele que não ganha dinheiro com a profissão, e é o profissional que mais trabalha fora da sua área. Ele faz tudo, menos Teologia.
O Teólogo é um Cientista Social, porque a Teologia não é religião. Teologia é Ciência. Ciências Sociais - Ciência Humana.


Pense: Teólogo para quê?
Penso que o Teólogo é para ser diferente e fazer a diferença. Buscar a unidade da igreja com a Igreja. Teólogo para promover o ecumenismo entre Cristãos, ‘afim de que todos sejam um’, como O Pai é no Filho, também sejamos nós n’Eles, e uns para com os outros. Teólogo para construir pontes entre a igreja (instituição) e a sociedade. Teólogo para ajudar na construção de uma Igreja (corpo de Cristo) sadia e saudável, com menos doenças causadas pela religiosidade e pela ignorância bíblica. Teólogo para desconstruir as trincheiras, os muros e as muralhas construídas pela igreja e pela Igreja diante da sociedade, do conhecimento, da ciência... Diante do mundo, diante de tudo porque cometeram muitos erros de hermenêutica, não fizeram as exegeses corretas e se separaram do ‘mundo’. Teólogos e Teólogas para construir, para amar, para orientar, para instruir, para ensinar e para aprender. Teólogos e Teólogas para protestarem contra as injustiças e mazelas sociais, contra as injustiças e mazelas das e nas igrejas (instituições). Teólogos e Teólogas para protestarem contra as igrejas evangélicas e suas doutrinas miseráveis, pobres e opressoras que estão distorcendo o Evangelho de Cristo, manchando o Cristianismo e adoecendo as pessoas... Teólogos e Teólogas para fazerem a diferença em um mundo conturbado, cheio de violência e desgraças (literalmente fora da Graça Divina). Teólogos e Teólogas para resgatarem o Cristianismo e o Protestantismo, e não para serem mais um a distorcerem a ‘Palavra de Deus’, a manipularem as pessoas, os fatos e os sermões...

Teólogos para tantas coisas... Coisas que nos faltam. Coisas que ainda estão por fazer, desfazer, ver e rever... Teólogos para ressignificar a Teologia e a igreja. Teólogos para construir Teologias sadias e significativas. Teólogos para construir uma Teologia prática, social e libertária.

Uma Teologia que nos liberte terminantemente das amarras cativas, do fundamentalismo, da sóciopatia, da in-tolerância burra, cega e odiosa que odeia tudo e todos sob o rótulo cínico e hipócrita de ser o ‘ungido de Deus’ que vai ‘pregar a verdade’, doa a quem doer “proclamando que não devemos nos contentar com as 'coisas desse mundo', e que devemos ficar atentos para não nos acovardarmos diante das ‘coisas erradas’ da sociedade, sendo conivente e compactuando com o mal, sob o rótulo da tolerância”.

Portanto, amadas irmãs e amados irmãos, Teólogos para quê?
Penso eu: Teólogos para antes de tudo, se perguntarem:
‘- Teólogo Por quê?’

sábado, 2 de novembro de 2013

Evangelizar custe o que custar?

 Teologia



O que é conveniente ao comportamento de uma pessoa cristã? Como deve ser o comportamento de um cristão? Podemos fazer qualquer coisa, a todo custo, custe o que custar, em o Nome de Deus, ou de Seu Filho Jesus? É assim mesmo que as coisas devem acontecer? Ser cristão é seguir a Cristo, ser Evangélico é seguir o Evangelho, ser crente é crer em Deus e seguir a Palavra d'Ele. Bem, costumo dizer que na prática essas três classes de pessoas têm entre si uma enorme diferença: Crentes são todos os que creem no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Evangélicos são todos os que creem e seguem o Evangelho e cristãos são os imitadores de Cristo, portanto, católico são Evangélicos e Evangélicos são católicos, visto que a palavra católico quer dizer universal, e o Evangelho de Cristo é universal. Entretanto, encontramos poucos cristãos entre o povo que crê em Deus e no Evangelho de Cristo. Digo isso porque não conheço nenhum relato que diz que Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo mentia, roubava, enganava, fazia fofocas... 

Nunca li nenhum relato onde Jesus, o Cristo de Deus tomava para si a Glória do Pai, e nunca li que Jesus se auto intitulava como grande, muito pelo contrário. Deus nos dá Dons (Presentes), não para nos especializarmos em hipocrisia e falsidade ideológica, muito menos para nos colocarmos como super poderosos. Nunca li um relato sequer, onde Jesus tenha dito: "Agora vá, pois eu te salvei/curei!"  Ao contrário... Lembro de ter lido: "Filha, a tua fé te salvou..." (Mc 5.34). Ele sempre destaca a fé das pessoas. Veja também: Mt 8.13; Mt 15.28; Mc 2.5; Lc 7.50... Posto isso, arrisco escrever que Jesus cura, salva e liberta pela fé dos envolvidos, se tens dúvidas procure um bíblia temática e consulte, leia, estude pesquise os versículos e acontecimentos onde se encontra a palavra fé, principalmente onde se encontra a presença de Jesus, se  ainda assim não conseguir entender que o homem não cura ninguém e que as transformações se dão pela fé de cada um, então desista da bíblia e fique com as pregações toscas, com as músicas heréticas e ufanistas e com os shows gospels, os shows da fé, o circo evangélico as artimanhas e enganações, verdadeiras pantomimas que só têm dois objetivos: Enganar os incautos e enriquecer os predadores do Evangelho. Nesse caso, podes continuar dando dinheiro para eles comprarem fazendas, emissoras de televisão e de rádios,  e para que eles comprem espaços na mídia com a deslavada mentira de que estão evangelizando.

Jesus sempre se colocou como pobre e pequeno e ao lado dos pequeninos, Jesus nunca quis fama, riqueza, fortunas. Jesus compartilhava a comida e não arrancava nada e nenhum dinheiro de ninguém,  Jesus aceitava doações e vivia como pobre. Ele evangelizava a pé e não vivia disputando poder. Sei que hoje os tempos são outros e defendo que os missionários, evangelistas e pastores - quando digo pastores estou falando dos padres também, porque ao contrário do que pensam as mentes ocas, vazias e ignorantes, os padres são pastores - que deixam suas casas e famílias para se dedicarem à obra de Deus, e precisam de salário para se manterem. Também defendo que a riqueza não é pecado e não concordo que a pobreza seja uma virtude. Ser pobre é horrível e injusto. Defendo que todos devemos ter ambição. A ambição move o mundo e nos ajuda a superar a miséria em todos os seus sentidos. Eu sou contra a ganância, essa sim, é a raiz dos males financeiros, e não o dinheiro. Não devemos usar e abusar da boa vontade (ou ganancia) das pessoas para enriquecermos. Dinheiro é bom e quanto mais tivermos melhor, mas se o compartilharmos com os outros que têm menos e não fizermos dele o nosso deus, melhor ainda. Quando Deus nos abençoa é para que possamos abençoar as outras pessoas também. O dinheiro é bom quando ganhado ou herdado com honestidade, e não desviado de dízimos e ofertas.


Fico pensando para que tantas mega churchills, e para que, ou a quem serve esse templos suntuosos porque essa ganância de comprar os cinemas falidos e transformá-los em templos, se as pessoas não estão sendo transformadas de verdade. Elas estão se tornado evangélicas (com letra minúscula), e não Cristãs. Para que tantos programas na TV, se não conseguem manter e se não sabem ou não entendem nada de administração? Para que ostentar tanto poder? Somente para competir com as outras igrejas e para arrancar os católicos de sua fé e esvaziar a ICAR? Isso tudo é muito mesquinho e muito medíocre. É pobre demais e podre demais! Se Jesus tivesse em nosso meio hoje, mesmo com esses tempos modernos com certeza não faria nada disso. Então, o cristão, que deveria ser um imitador de Cristo, antes de tomar qualquer atitude, deveria se perguntar: Se Jesus estivesse em meu lugar, ele tomaria tal atitude? Toda escolha tem o seu próprio custo... E custa caro!


* Leia  Corrupção na igreja mundial   no meu Blog  Cultura e Sociedade, que você vai entender melhor esse texto.


Esse texto foi ublicado originalmente no Site Austri Junior visite e conheça.
https://sites.google.com/site/austrijunior/circulo-teologico/foco-teologico

domingo, 20 de outubro de 2013

Educação se faz educando...

 Educação Integral
por Austri Junior
Atualizado em 21/10/13, segunda feira, as 17:48 hs.



Educação de Verdade se faz educando, ensinando e aprendendo, seja na educação regular, social, inclusiva... Pessoas não se educam sozinhas, por mais autodidatas que sejam. Alguém tem sempre algo para aprender e para ensinar. Assim é com as crianças (e com os educadores também). Não podemos deixar um educando por sua própria conta e risco, e esperar que este aprenda alguma coisa. É claro que não estou falando de experiências pessoais ou empíricas. Falo do processo ensino aprendizagem na comunidade escolar.

O que faz a educação ter ou ser de qualidade, vai além da capacidade intelectual e da formação dos educadores. É  preciso comprometimento e atitude. Quem se senta e deixa as coisas acontecerem, com certeza testemunhará acontecimentos nefastos, mas aquele que planeja, programa, se organiza e direciona, com certeza irá ajudar os educandos a encontrar os seus caminhos e construir as suas vidas, e com isso os ajudará a colher ótimos frutos e junto deles, o educador também colherá ótimos frutos. É uma crueldade e covardia para com os educandos, quando o educador se furta ao seu papel, que é educar, ensinar, direcionar... Gerenciar as atividades. As atividades precisam ser educativas, construtivas, produtivas.

Na última quarta e quinta feira (dia 16 e 17 de outubro), tive a oportunidade de trabalhar verdadeiramente a educação de qualidade com os educandos da educação integral da EMEF Neusa Nunes Gonçalves, onde trabalho, e foi muito bom ver os alunos se esmerando na aprendizagem. Fizemos nesses dois dias, ótimas aulas de campo na horta da escola, que alguns dentre eles nem conheciam. No primeiro dia (quarta feira), os educandos tiveram uma excelente aula de botânica com a professora Dalva, formada em biologia, e idealizadora da horta, desde 1992. Os ensinamentos da professora Dalva não ficaram somente na área botânica, mas ela deu aos educandos uma verdadeira aula de cidadania, educação social, sustentabilidade, ecologia e meio ambiente, do jeito que gosto e do jeito que deve ser a educação social, essência da educação integral.  Ao final, eles plantaram sementes de rabanete e voltarão em quinze dias para verem se as sementes estão geminando.

Na quinta feira, dia 17 de outubro, retornei com eles à horta, e catalogamos as plantas: Frutas, verduras, leguminosas, remédios... Ensinei-lhes (reforçando os ensinamentos da professora Dalva), para que serve cada uma dessas plantas e as sua propriedades. Falei-lhes da importância de cada uma dessas plantas para a saúde e na alimentação. Falei-lhes da importância em cuidar e proteger a horta, incentivei-os para que participem do projeto da horta. Vi seus olhinhos brilharem e foi muito gratificante. Os educandos anotaram com muito interesse e alegria os nomes das espécies e as suas utilidades, enquanto eu os ensinava sobre cada uma das espécies. Foi maravilhoso vê-los anotando tudo e fazendo enxurradas de perguntas. Após voltarmos para a sala, conversamos e debatemos sobre o assunto, socializando cada questão e etapa vividas na horta, e eles mesmos deram sugestões para que façamos o mesmo na pedra da cebola, e sugeriram que façamos pesquisas na internet sobre as plantas e medicamentos que eles conheceram e catalogaram.

Após o intervalo trabalhei com os educandos a letra do hino nacional brasileiro, para que eles entendam e saibam o que estão cantando. Um exemplo clássico é que em vez de cantarem: "E diga o verde-louro dessa flâmula..." Eles cantam: "E DIGA AO VERDE LORO DESSA FÓRMULA..." A ideia é ensinar-lhes os significados das palavras rebuscadas do nosso hino, e ensiná-los a cantarem certo. Eles precisam conhecer o hino nacional brasileiro e entender o que estão cantando. Estamos trabalhando nisso, e eles amaram. Trabalho com alunos do 1º ao 5º ano, e nenhum deles nunca tiveram acesso à esse tipo de ensinamento. Sei que muita gente pensa ser desnecessário o ato cívico de cantar o hino nacional nas escolas, e associam isso à  ditadura militar, e saem com discursos culturais, históricos e sociais para justificarem o ato de desprezarem essa prática. Bem, eu discordo desse pensamento!

É preciso educar verdadeiramente!
O educador tem que se disponibilizar, mergulhar fundo, comprometer-se como se estivesse educando o seu próprio filho ou filha. É impressionante como os educandos estão sendo negligenciados por pseudos e negligentes educadores. Fico pensando: Como a educação desmoronou em nosso país. Essas crianças merecem muito mais de mim e de você. Por isso fico fascinado, empolgado, maravilhado..., quando encontro uma professora Dalva pela frente. Dá orgulho de trabalhar com uma pessoa assim. A professora Dalva me lembra algumas professoras e professores que tive, em especial, a minha professora de português da 5ª e da 6ª séria, Dona Maria de Lourdes, que me incentivou a ler, escrever e criar. Já citei-a aqui no blog em outra oportunidade. Quantas saudades! 

Assista ao vídeo:


Veja as fotos na Página Educação Cultura e Sociedade no Facebook 

(Acesse o link abaixo):
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.378000922330077.1073741839.152762521520586&type=1&l=ed4988aef4

Última atualização em 24 de Outubro de 2013 as 12:39hs., pelo editor Autri Junior

domingo, 13 de outubro de 2013

O Dia dos Professores

Homenagem 
por Austri Junior



Nessa terça feira, dia 15 de outubro de 2013, comemora-se no Brasil, o dia dos professores. Mas o que é mesmo que os professores têm para comemorar? As quantas andam a educação no Brasil? Sabemos que o índice de analfabetismo no Brasil ainda é alto, e que o país ainda amarga um grande número de semianalfabetos e de analfabetos funcionais, que são aquelas pessoas que só sabem escrever (ou assinar o próprio nome).


Temos um sistema educacional falho, com uma pedagogia que empurra cruelmente o educando para frente, com uma sutileza denominada “avançar”. Que avanço é esse que passa  ou “pula” alguns anos letivos, de forma que o aluno chega ao quarto ou quinto ano do Ensino Fundamental na condição de semianalfabeto?

O professor técnico ou simplesmente acadêmico se regozija com esse dispositivo chamado “avanço” e se realiza em um otimismo ufano, que parece bom para o aluno. O professor que está ali somente pelo salário, ou por obrigação e até mesmo por falta de opção, também aplaude essa iniciativa, pois é uma chance de se livrar daquele “fardo”. Mas professor comprometido com a educação, ou seja, o Educador, não se sente feliz e realizado com essa situação, por saber que isso não é avançar. Passar o semianalfabeto é na realidade um grande veneno para o aluno e a sua família, para a escola e para a comunidade, bem como para o país e para a sociedade como um todo. Isso é queimar etapas!


O aprendizado e a alfabetização nas séries iniciais é fundamental para os anos subsequentes, e a questão que coloco aqui vai muito além da simples discussão de que o educando quando ingressa na escola muito novo, ou quando é alfabetizado muito cedo perde o interesse pelos estudos mais tarde. Penso que a solução para a aprendizagem não está na faixa etária, mas na metodologia. Creio que à criança, podemos ensinar brincando. Elas aprendem enquanto se divertem. Métodos cognitivos avançados e ousados podem transformar a educação nesse país.


Mas ao professor desestimulado pelo baixo salário, pela violência nas escolas, pelas péssimas condições de trabalho, pela falta de respeito para com a sua pessoa em sala de aula e pela sua profissão por parte dos governantes, bem como desprezado pelo seu valor construtivo e contributivo para a sociedade, por parte dos pais que despejam os seus filhos na escola, como se esses fossem um objeto, e a escola um grande depósito, as minhas palavras não passam de mero “blá, blá, blá…”


Não é justo que um professor ganhe tão mal nesse país, enquanto políticos ladrões e corruptos ganham doze vezes mais que aquele que educa, ensina, e ajuda a construir os seres humanos,  a educação, a cultura e a sociedade brasileira. Aquele que forma o médico, o advogado, o político, o engenheiro… é “menor” que todos esses, e ainda têm que ouvir o imbecil do Cid Gomes, governador do Ceará, dizer que o professor não deve brigar por maiores salários porque ser professor é vocação.


Penso que todo vocacionado, professor ou não, precisa comer, vestir, pagar o aluguel, sustentar a família, pagar as suas dívidas, cumprir com as suas obrigações e andar em dia com os seus compromissos. Muito mais que isso, precisam de conforto e bem-estar. Mesmo quando esse vocacionado seja um religioso: padre ou freira, pastor ou pastora, missionário (a) ou evangelista… “Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário” (1Tm 5.18). Essa palavra é para todas as classes de pessoas e de profissionais em todo o planeta, principalmente para os professores e as professoras que constroem as nações no mundo inteiro. Mas os políticos corruptos só querem para si.


Também não é justo, que o professor seja responsabilizado e até mesmo culpado, quando o aluno não quer aprender por preguiça, desinteresse, falta de limites que trazem de casa, reflexo da decadência das famílias, da sociedade, e do caos gerado pela crise moral e social.


Os professores trabalham hoje sem a mínima condições de lecionar: falta de investimento, na carreira, impossibilidade de pagar uma formação continuada, falta de materiais, escolas sucateadas, ambientes hostis, falta de segurança… São espancados e arrastados pelos cabelos, quando reivindicam melhoria salarial. Pouco se oferece ao professor, e muito se cobra. Enquanto isso... “O salário, ó!”


01 terça-feira nov 2011

sábado, 12 de outubro de 2013

Crianças

Poesia  
de Austri Junior
Criança! 
É bom ser criança!
Criança é esperança
de vida, amor, paz, e carinho.

Criança é futuro.
Criança vibra,
Criança vive,
Criança ama,
Criança não faz guerra,
Criança não mata,
Criança não separa as pessoas,
Criança é gente,
Criança é feliz.

Crianças, não cresçam.
Crianças, continuem crianças…

Publicado por em Educação, Cultura e Sociedade

Crianças II ( Crianças não são mais crianças)

Poesia 
de Austri Junior
Criança!
Quão bom seria se as crianças ainda  fossem crianças.
Ser criança é ter esperança, ter vida, ter amor, ter paz…

Ser criança é dar e receber amor e carinho.
Todas as crianças precisam ter um futuro
para sonhar e conquistar.

Ser criança é vibrar hoje, com o amanhã!
Ser criança é viver e deixar viver,
ser criança é amar!

Crianças não deveriam fazer guerras,
crianças não deveriam matar,
crianças não deveriam separar ou excluir as pessoas
como fazem os adultos.

Criança precisa ser gente,
e não animais feridos, acuados, abandonados…
Toda criança merece viver e ser feliz.

Com pesar percebi:
Muitas crianças não são mais crianças,
tornaram-se como adultos,
como adultos da pior estirpe.

As crianças cresceram,
perderam a inocência… 
Crianças não são mais crianças.


Publicado por em Educação, Cultura e Sociedade

Atualizada em 12/10/2013 (pelo autor)