sexta-feira, 19 de junho de 2015

Intolerância religiosa e social, o absurdo dos absurdos!





Quem sempre acompanhou o  Blog sabe que gosto de fazer perguntas, e considero o fato de que saber quais as perguntas devem ser feitas, o mais importante é saber  as respostas para essas perguntas, embora não saibamos todas as respostas. Pensei em começar esse texto com a seguinte pergunta: "o quê  está acontecendo com a humanidade?" Entretanto me dei conta de que já fiz essa pergunta inúmeras vezes, e mais: todos nós sabemos muito bem o que está acontecendo com a humanidade. Também já disse aqui, inúmeras vezes que a humanidade está caminhando por vias da violência e dos desafetos porque as pessoas e as famílias se afastaram de Deus. Apesar de haver alguma verdade nisso, quero desdizer essa fala, e fazer algumas ressalvas:
1) Conheço ateus e agnósticos, que são pessoas maravilhosas, cheias de amor e de respeito pelo ser humano e pela vida;
2) Conheço homossexuais e usuários de drogas sem vinculos com nenhuma espécie de religião, que são muito mais espiritualizados que muita gente que vive dentro das igrejas, orando, e que andam com a famosa "rapadura" nas mãos;
3) Conheço pseudos e supostos cristãos que não são referência para nada e para ninguém. Muitos "cristãos" que conheço, comparados àqueles que eles discriminam e excluem com discursos religiosamente doentios, alegando questões de sexualidades e questões religiosas (porque estão citadas na bíblia) cujas sandálias em seus pés, muitos não são dígnos de desatar.

Quanto mais a humanidade avança em conhecimento acadêmico, científico e tecnológico pior vão ficando. O conhecimento e o desenvolvimento estão viajando tão rapidamente (poderiamos exageradamente dizer que à velocidade da luz), enquanto a humanidade está retrocedendo à idade das trevas. Católicos e evangélicos são rivais doutrinários. Os primeiros acusam os seus "irmãozinhos separados" de hereges, que em contra partida os acusam de idólatras, mas que se unem na contra mão do respeito, do amor ao próximo e da liberdade indivudual para    rechaçar os homossexuais e tolher os seus direitos enquanto seres humanos, indivíduos e cidadãos que pagam os seus impostos como outra pessoa qualquer, porque "a bíblia diz que eles não herdarão o reino dos céus." Ontem mesmo li em um  post no Facebook de uma pessoa amiga, algo mais ou menos assim: "À Deus cabe julgar. Ao Espírito Santo, a reconciliação, e nós só temos que amar". E a pessoa, sábiamente escreveu no status do seu post: "Nós ficamos com a parte mais fácil". Então comentei: "E infelizmente nós escolhemos o ódio". 

Odiar! É isso que a humanidade tem feito ao longo dos séculos, com ou sem Deus, com ou sem Cristo, com ou sem religião, com a educação e sem a educação. Concordo que, quanto mais afastados desses elementos algumas  pessoas estiverem, pior ficarão. Mas ainda nos assustamos quando vemos uma menina de 11 anos de idade ser apedrejada porque foi à uma Festa no Camdomblé. Mas não é somente isso... Tal atitude nefasta e fanática, causa indignação nos corações e mentes capazes de amar, respeitar e solidarizar-se com os outros seres humanos. Esse ato impiedoso, desrespeitoso, energumeno e infame, é tão cruel e doentio quanto os atos terroristas que o Estado Islâmico pratica, degolando jornalistas e crianças cristãs no oriente. E é tão inaceitável quanto!

Tem muita coisa errada e ruim acontecendo debaixo do nossos narizes e das nossas barbas, na sociedade, no governo, nas igrejas, no mundo, no Congresso Nacional Brasileiro..., É a bancada evangélica que se envolve em corrupção, são pastores* roubando as ovelhas, pastores* abusando sexualmente de crianças, é Jair Bolsonaro e Marco Feliciano com as suas miseráveis homofobias, são os parlamentares que mesmo que tenham diferenças ideológicas entre si, juntam-se em força política para aprovar leis que os benficiam e  prejudicam o povo, é o PT e seus asseclas expoliando a nação brasileira, são os evangélicos apedrejando igrejas que defendem os direitos dos homossexuais, destruindo Centros Umbandistas, e Terreiros de Camdomblé, assim como os nazistas, que queimavam as Sinagogas Judaicas na Alemanha, e nos territórios dominados, para instituir as suas guerras sujas e miseráveis, que acabou por exterminar mais de seis milhões de judeus. 

Cristo também sofreu as consequências da violência, da intolerância, e da maldade humana na própria carne!

Não podemos ser tolerantes com nenhum tipo de intolerância!
Também não podemos tolelar as fraudes e a falta de ética do governo e das igrejas, e dos líderes políticos e religiosos, muito menos, devemos nós, aceitarmos a violênca e aintolerância, e a corrupção de qualquer outro ser humamo. Não podemos mais ser tolerantes com a violência na sociedade! Bandidos, "de menor" ou não, precisam ficar bem presos dentro das cadeias!

Quanto à intolerância religiosa, em minha parca opinão, o que está acontecendo com a humanidade é o retrocesso à selvageria, causada muitas vezes pelo orgulho e a prepotência equivocada da "SALVAÇÃO".

*Bispos, Presbíteros, Sacerdotes (Pastores)
Editado e atualizado as 18:21, em Quarta Feira, 24 de Junho de 2015, por Austri Junior  
2ª Edição e atualização as 20:22, em Quinta Feira, 25 de Junho de 2015, poe Austri Junior

terça-feira, 26 de maio de 2015

Triste Copacabana!

 por Austri Junior 

Copacabana ontem:
Copacabana das canções e poesias,
Compacabana bacana
Copacabana bonita.
Copacabana cultural:
Lugar de manifestações intelectuais e políticas
Palco dos artistas.

Copacabana hoje:
Copacabana abandonada,
Copacabana vazia...
Copacabana espoliada
Por bandidos e malandros
Copacabana negligenciada.
Copacabana relegada à própria sorte,
Deixada para trás...
Copacabana,
Palco da morte.
O que era um prazer para as gentes,
Para os compositores, cantores, artistas...
Traz em seu bojo,
A morte de toda sorte de gentes:
Médico, atleta, transeuntes, turistas...
Copacabana triste!

Em seu peito,
Na escuridão da noite,
E mesmo à luz do dia,
Ouve-se com amargura, o grito:
TRISTE COPACABANA!

Atualizado às 20:21hs

terça-feira, 14 de abril de 2015

Educar os filhos em casa...




Temos visto nos últimos anos uma grande polêmica sobre as vantagens e desvantagens de se educar os filhos em casa, ao invés de educá-los na escola. Sobre tudo, a polêmica vai muito mais longe: discute-se também a legalidade desse fato, e, acima de tudo, a capacidade dos pais em assumirem a educação acadêmica dos seus próprios fihlos. Entre as causas responsáveis pelas escolhas dos pais em educarem os seus filhos em casa estão as ideologias das escolas, as drogas, a violência, o bullying...

Se me perguntarem se sou contra ou a favor de que o próprios pais eduquem os seus filhos em casa, eu diria sim. Entretanto, a situação é realmente complicada, pois essa cituação exige disciplina, compromisso dos estudantes e dos pais, e sobre tudo, exige a capacitação dos pais e nem todos estão preparados para exercerem essa honrosa função de educador acadêmico - e muitas das vezes, alguns pais não possuem a mínima capacidade de exercerem a função de pais, por serem extremamente permissivos e não saberem impor limites aos seus filhos. Pais assim, comprometeriam o aprendizado dos seus filhos-alunos.

Penso que a preocupação dos pais em manterem os seus filhos longe das drogas e da balbúrdia que é a escola pública é muito válida. Quanto à "ideologia", escola pública não possui ideologia, e isso é mais perigoso ainda, pois como educador tenho visto evangélicos, católicos, espíritas..., tentando impor as suas ideologias religiosas dentro das escolas por onde passei, apesar de o Estado e as escolas serem laicos. Será?

Algumas escolas de confissão religiosa costumam doutrinar os seus educandos, aproveitando a disciplina Ensino Religioso. Nas escolas públicas, são os professores mal preparados, que puxam a sardinha para as suas brasas, quando lecionam o Ensino Religioso Escolar. Por isso a polêmica e o questionamento: "O Ensino Religioso Escolar é realmente necessário?" Concordo que os pais ateus não aceitem a doutrinação dos seus filhos em alguma confissão de cunho religioso, concordo que os pais evangelicos não queiram que os seus filhos tenham doutrinação católica, e, acima de tudo, concordo que os pais católicos também não queiram que os seus filhos sejam dourinados por loucos e fanáticos evangélicos, e isso vale para todas as religiões ou manifestações religiosas contrárias ao que esses pais acreditam, embora não deveria ser assim, e embora, o verdadeiro ensino religioso nas escolas públicas não deveriam ter cunho religioso nenhum, pois deveria ser ensinado sob o ponto de vista das Ciências das Religiões (ou no singular, se assim preferirem os leitores). Esse é apenas um dos pontos de vistas desse assunto tão polêmico.

A verdade é que no Brasil não há lei que regulamenta a questão da educação acadêmica das crianças e adolescentes no seu próprio domicílio residencial e pelos pais. Alguns especialistas em educção são contra a educação acadêmica em casa, alegando que "a criança e o jovem precisam socializar..." Se eles conhecessem de fato o contexto social dentro da escola pública talvez mudassem de ideia. Hoje ouvi no rádio uma noticia sobre uma adolescente de desesseis anos que foi aprovada no ENEM e foi aprovada em uma universidade particular para cursar jornalismo, e que teve a sua educação acadêmica dirigida e coordenada pelos próprios pais em casa, e que corre o risco de parar de estudar, porque o MEC entrou na justiça contra a moça para impedi-la de estudar por não ter frequentado uma instituição educacional nos ensinos fundamental e médio. Absurdo da "PATRIA EDUCADORA", que mais des-educa, do que qualquer outra coisa, inclusive com exemplos de corrupções desenfrendas, onde todos os dias explodem novos escândalos financeiros e crise política. Isso sim, é muito preocupante!

sábado, 17 de janeiro de 2015

Sem você , tudo em mim é incompleto...

 Por
Austri Junior


Tudo fica muito difícil,
quando você não está aqui.
Quando você não está aqui,
sempre me perco choro, sofro...
porque você me completa...

E, se não estás aqui,
sinto-me pela metade...
Você é a parte que falta em mim
e o todo que me completa!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Por que existem pessoas do mal?




Comportamento

É de tirar o fôlego, quando paramos para observar a multidão de pessoas que sentem prazer em infernizar as vidas dos que estão à sua volta. O que leva uma pessoa à esse extremo da vida? Seria essa pessoa, um ser mal amado, mal educado, de mau com a vida, ou um ser mau mesmo? Pessoas dessa estirpe estão sempre provocando as outras pessoas com charadas, mensagens indiretas e ate mesmo diretas. Vivem pelos cantos falando mau dos outros, fazem oposição à tudo e à todos, simplesmente por fazer, mas com o objetivo de denegrir, incomodar, atrapalhar, derrubar..., num ato de "puxar o tapete do outro". É de tirar o sossego do outro, pois atitudes negativas e nefastas como essas, incomodam as pessoas de bem.

A convivência com  pessoas no trabalho, na família, nas igrejas..., em toda a sociedade seria muito melhor se todos fossem pessoas do bem e de bem. De bem com a vida, com o mundo, com as pessoas, e consigo mesmas. Para nos relacionarmos bem com os outros precisamos estar bem conosco em primeiro lugar. É preciso que nos amemos, para que os outros nos amem, caso contrário, nos tornaremos mal amados, e mal amaremos os outros. Mas, desde que o mundo é mundo e as pessoas são pessoas, isso é impossível. E infelizmente, vamos ter que conviver com gente ruim a vida toda

Na vida é preciso construir e caminhar. Caminhar em paz conosco para caminharmos em paz com os outros, e construirmos bons relacionamentos. Construir bons relacionamentos significar construir pontes e não muralhas. Quando fazemos uma caminhada sadia, nos tornamos pessoas saudáveis, com quem todos querem estar, conversar, se divertir, caminhar... As pessoas envolvidas em quizilas não são bem vindas em nenhum lugar da sociedade e no coração de ninguém, há não ser de gente ruim como elas mesmas. Gente assim, provoca o outro ao máximo para que esse desça ao seu nível, que é um dos mais baixos na escala dos relacionamentos humanos. Certamente, essa não deve ser a postura de pessoas de bem: de bem com a vida, de bem consigo mesma, de bem com Deus, de bem com a sociedade, de bem tudo e com todos... Essa com certeza, não deveria ser a postura de uma pessoa que ocupa a função de educador, de sacerdote..., e não deve ser a atitude de ninguém.

As pessoas que agem com pirraças, baixarias, que tiram o sossego dos outros, que procuram encrenca, fofocam o tempo todo, puxam o tapete dos outros, jogam as pessoas umas contra as outras, perseguem os colegas de trabalho..., são pessoas de bem com o mau e com o mal. Como dizem por aí: "são mensageiras de satanás!" E não existe definição melhor, pois satanás significa adversário. Pessoas perversas incomodam por demais... Não dá para ser satanás o tempo todo. Isso cansa! Melhor mesmo é ser e estar de bem com o bem!
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quarta-feira, 9 de julho de 2014

A Copa do Mundo no Brasil - VI Parte (Ainda não acabou)


Nunca fui fã de futebol, aliás, até pouco tempo atrás eu detestava futebol, eu só assisto futebol de quatro em quatro anos, e, nas duas últimas Copas do Mundo eu torci contra a Seleção Brasileira de Futebol - mas nunca torci contra o Brasil. Não há motivos para torcer contra o Brasil em nenhuma situação ou circunstância, há não ser que não amemos a nossa nossa pátria, e são nesses momentos confusos e perturbadores que nos perdemos e nos tornamos muitas coisas, entre essas coisas, podemos incluir: contraditórios, irracionais, intolerantes, cegos, pessimistas, eufóricos, extremista, radicais, críticos, apáticos, simpáticos, sentimentais... A lista é realmente muito grande, e podemos ir de um extremo ao outro em menos de um segundo.

Eu nunca joguei futebol - nunca consegui aprender a arte de dominar essa pelota que chamamos "bola". Eu era tão "pereba" que os outros meninos não me deixavam jogar nem no gol, mesmo que a bola fosse minha. Eles jogavam (com a minha bola) e eu ficava sentado, olhando-os, admiradamente apaixonado por suas habilidades e lindos dribles. Creio que não precisa ser um psicólogo para dizer: "É por isso que você odiava futebol!"  Sim, odiava, não odeio mais, creio que estou curado (Aleluia!). Apesar do "Aleluia", e, apesar de agora ser simpático ao futebol eu não sou fanático por esse esporte. Alias não sou fanático por esporte algum e nem por nada. Posso cometer alguns radicalismos esporádicos aqui, outros ali, mas logo volto ao normal.

Há  sete anos atrás, quando o Lula "inventou" de trazer a Copa do Mundo para o Brasil, eu, que não entendia nada de futebol e muito menos de Copa do Mundo - só comecei entender um pouco, agora, durante essa Copa - me preocupei apenas com a segurança dos turistas que viriam ao nosso pais para assistir ao espetáculo futebolístico, e preocupei-me também com os torcedores em geral por ser sabedor da violência em nosso pais, mas achei seria bom para o pais, principalmente para o turismo, uma Copa do Mundo no Brasil. Em minha sólida ignorância eu estava satisfeito por estarmos na disputa com vários países grandes e desenvolvidos, e, embora eu tivesse ficado satisfeito em estarmos no "topo do mundo", eu não tinha a mínima ideia de que nós é quem financiaríamos a Copa e que precisaríamos construir estádios novos. Por isso, estava vibrando!

Quando começaram surgir as notícias de construções de estádio com o dinheiro público, eu como todo brasileiro que ama esse pais "com muito orgulho e com muito amor", e, consciente de que precisamos de escolas, hospitais, segurança, emprego, políticas sociais de qualidade..., fiquei revoltado também! Perceberam como vamos de um estado - ou de um estágio - à outro, em menos de um segundo? Pois bem, fiquei contra a Copa do Mundo no Brasil, queria que a Seleção Brasileira de Futebol perdesse a Copa do Mundo... Sabia que o governo federal estava usando a Copa para tentar se eleger, sabia que uma possível vitória do Brasil na Copa do Mundo seria desastroso para as eleições no Brasil. Por tudo isso e muito mais, eu não queria mais a Copa do Mundo no Brasil, e queria a nossa Seleção fora da Copa.

Mais ou menos um mês antes do inicio da copa, tive uma discussão feia com o meu pai, na sala do meu apartamento sobre esse tema: Ser a favor ou contra a Copa do Mundo no Brasil, e, querer que a Seleção Brasileira perdesse a Copa do Mundo já na primeira fase, por causa das consequências políticas e o efeito disso tudo no resultado das eleições - o meu pai era a favor. O meu pai é  um homem vivido, experiente, altamente politizado, um cidadão consciente, um cara extremamente inteligente..., e, no meio da nossa discussão, eu muito bravo disse para ele: "Me admiro muito por você estar pensando assim!!" Então calmamente ele me disse: "Junior, apesar de tudo isso que você está colocando e que eu sei muito bem, uma Copa do Mundo, aqui fará bem para o nosso pais, para a economia, para o turismo, para projetar a nossa imagem lá fora..., e mais: Os jogadores não têm nada a ver com isso. Eles são brasileiros como eu e como você e também são vitimas desse sistema sórdido como nós somos. A grande maioria venceu na vida com muita dificuldade, alguns não estudaram e outros passaram até fome para chegarem onde chegaram, se hoje estão ricos é porque Deus os abençoou com o talento de jogar bola, e estar na Copa do Mundo para eles, é a realização de um sonho. Você não tem os seus sonhos? Eles também têm o sonho de jogar em uma Copa do Mundo, e principalmente em casa..."

O meu velho e sábio pai, no auge dos seus 74 anos (21 anos de vivência, experiência e sabedoria a mais do que eu tenho), me disse mais coisas (sábias) sobre a Copa do Mundo, que confesso, eu não quis ouvir. Estava cego e surdo em meu radicalismo e em meu extremismo de ser contra a Copa do Mundo no Brasil. Assim como muitos que estão, lendo esse meu relato agora, também são! Então, poucos dias depois, o Tino Marcos (repórter da Rede Globo) começou apresentar no Jornal Nacional a vida e a trajetória dos jogadores convocados para jogar a Copa do Mundo no Brasil pela Seleção Brasileira de Futebol - creio que quase todos aqui, assistiram a essa série de reportagens. Devo confessar para vocês que chorei com muitas histórias de vida que ali foram apresentadas, e devo esclarecer que eu não estava abalado psicologicamente (digo isso porque no Brasil, se um homem chora, ou é fraco ou está abalado. Para muitos, ainda, o homem não pode chorar). Ao fim dessas reportagens, eu já estava mudando as minhas ideias radicais e extremistas sobre torcer contra a Seleção Brasileira, mas ainda estava radicalmente contra a Copa do Mundo no Brasil. Na segunda feira que antecedeu o inicio da Copa (que foi na quinta feira), ouvi o Juca Kfouri dizer em seu comentário na CBN, mais ou menos assim: "O fato de torcermos pela Seleção Brasileira não quer dizer que somos a favor da corrupção ou que não temos consciência política, ou que não enxergamos tudo o que está acontecendo no pais. A Seleção é o Brasil, é o povo brasileiro, independentemente desse ou daquele governo, desse ou daquele governante. O fato de torcermos para a seleção Brasileira, não nos torna alienados."

Mais uma vez, mudei a minha ideia radical e extremista - como sempre, indo de um estágio à outro - mas feliz por viver o que acredito. Acredito que temos que ter senso crítico e que devemos nos abrir à outros conceitos e ideias sem perdemos o nosso foco e a nossa identidade, precisamos ser porosos em nossas ideias, e não inflexíveis. "Humilhante não é mudar de ideia, humilhante é não ter ideias para mudar", disse sabiamente o Confúcio.  Decidi então, torcer pela Seleção Brasileira, mas ainda queria que a Seleção perdesse na primeira fase, para que a Dilma não obtivesse nenhum tipo de vitória com isso. Ainda estava (e estou) revoltado com a corrupção, com os estádios no lugar de escolas e hospitais, com as mortes dos operários que construiram os estádios de futebol, com os desperdícios, com os super faturamentos, com as mortes da moça e do rapaz, sob o viaduto construido para as obras de mobilidade urbana para a Copa do Mundo, que desabou em Belo Horizonte, e que teve menos atenção do que o incidente com o Neymar dentro de campo. Mas pasmem! Pelas injustiças e pelas violências que vi contra a Seleção Brasileira dentro e fora do campo, e principalmente em cima do Neymar, eu já não queria mais que a Seleção Brasileira perdesse a Copa.  Um sentimento de orgulho patriota apoderou-se de mim, talvez pelo fato de que "eu sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor."

Entretanto, mesmo não entendendo de futebol, eu sabia que o Brasil iria perder essa Copa. Com ou sem Neymar, com ou sem Tiago Silva. Na minha vasta ignorância futebolística, eu percebi que o Brasil tem uma das melhores seleções do mundo (ou talvez, a melhor), mas não tem técnico. E quero registrar a minha indignação com as pessoas que estão acusando os jogadores ao invés de responsabilizar os verdadeiros culpados: A comissão técnica, e principalmente o Luis Felipe Scolari. Ele tem a responsabilidade de escalar o time e de fazer substituições, assim como a de fazer as convocações e de estudar o time adversário. Estarei sempre repetindo que não entendo de futebol, por isso, se cometer aqui, alguma gafe, me perdoem, mas achei estranho que o Kaká e o Ronaldinho Gaúcho não estivessem nessa Seleção. Também achei estranho que os jogadores recebessem um dia e meio de folga após cada jogo, enquanto as outras seleções treinavam. Achei estranho que haviam poucos treinos com bola (futebol, jogo). Achei estranho que enquanto as outras seleções jogavam longe da torcida e dos jornalistas, o nosso técnico, que no início proibiu as visitas, depois escancarou os portões, causando inchaço e estrelismo nos jogadores. Achei estranho, as brincadeiras durante os treinos ao invés de treinos, e, as famílias e os amigos do jogadores passeando na Granja Comary como se fosse uma grande "colônia de férias", com passeios de quadriciclo, e pessoas indo e vindo de helicópteros aos borbotões, numa verdadeira festa, enquanto - repito - as outras seleções treinavam. E para finalizar as "minhas estranhezas", achei muito estranho, que o treinador não tenha feito nenhuma substituição logo após o segundo ou o terceiro gol da Alemanha. 


Tudo que posso dizer é que por mais que eu quisesse que o Brasil (a Seleção) perdesse essa Copa, eu não queria que perdesse para times sul americanos e nem para times africanos - pela soberba de pensar que ainda somos os melhores do mundo, e não admitir perder para nenhum pais da América do Sul  - e muito menos para a Argentina - isso por rivalidade também. Mas vejam só a ironia do destino: corremos o risco de disputar o 3º lugar com a Argentina, no sábado, e perder de "carroçada", igual perdemos para a Alemanha. Mesmo sendo "brasileiro com muito orgulho e com muito amor" nunca tive dúvidas de que perderíamos essa Copa do Mundo aqui no Brasil (com ou sem Neymar). Nunca tive dúvidas de uma possível final entre a Alemanha e a Holanda. Vou torcer para que seja assim! Será um futebol muito bonito de se ver, e será uma final digna de uma boa Copa do Mundo.

Só espero que as pessoas que se fecharam em seus extremos radicais possam refletir, que foi assim que se iniciou o Nazismo na Alemanha, o Apartheid na África do Sul, as guerras napoleônicas, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial (estamos às vias de iniciar a terceira). Assim começou a Ku Klux Klan, com a intolerância à pele negra e com racismos. Assim começaram as ditaduras militares, inclusive a ditadura militar brasileira, que tento rechaçamos. Entre tantos outros fatos e situações de violências, guerras, guerrilhas, dominações..., que conhecemos na história da humanidade, todos eles começaram assim: com ideias e ideais, nem sempre inocentes, mas sempre radicais e intolerantes. Essas ideias e ideais vão tomando proporções enormes, e em breve as pessoas só pensam nisso, só respiram isso, se irritam e se aborrecem com os que pensam diferente, não falam em outra coisa, e vão se envenenando devagar, e o ódio vai tomando conta dos seus corações e de suas  mentes, e elas se esquecem que os outros têm sonhos como elas também têm. Esquecem-se de que as outras pessoas têm o direito de ser, de pensar e de opinar diferente, assim como elas também têm..., em breve se tornarão os "Black Blocs" das ideias e de todas as coisas, talvez não quebrando e destruindo bens e patrimônios, mas ainda assim, destruindo tudo e todos à sua volta. Uma coisa aprendi nessa Copa do Mundo no Brasil: radicalismos e extremismos nos tornam irracionais.

É bom que estejamos certos de uma coisa: nós que votamos em Lula, no primeiro mandato dele, também somos responsáveis por a Copa do Mundo estar acontecendo no Brasil hoje. Em 2002, ao digitar na urna eletrônica o número 13 do PT que tanto odiamos hoje, plantamos a semente da Copa e das Olimpíadas no Brasil. Não temos como fugir dessa responsabilidade. Somos tão culpados quanto. Quem nunca votou no PT para nenhum cargo, também é culpado, assim como estão culpando a Seleção de não ter jogado nada. Pois não lutaram o suficiente para manter o PSDB no poder e entregaram o jogo do poder ao PT. Para ser sincero, a Seleção (os meninos/jogadores) lutaram com garra e raça até o fim, só não ganharam o jogo. E você que está aí se esperneando contra a Copa assim como eu me esperneei, lutou com todas as suas forças para que o PT não ganhasse o jogo do PSDB? Se lutou, você assim como eu, sabe o que é lutar e perder. Assim é em tudo na vida! Não podemos ganhar todas, pois do outro lado existe um adversário que está preparado, seja em estratégia ou qualquer outra coisa. Fui professor de Karate muito anos e competi muito na minha juventude. Nem sempre ganhei, nem sempre perdi. Mas sei muito  bem o que significa perder.

Nós perdemos as escolas, os hospitais e todas as coisas pelas quais somos contra a Copa do Mundo no Brasil, quando votamos pela primeira vez no PT, lá atrás (em 1980) na abertura política. Lembram: "ANISTIA AMPLA GERAL E IRRESTRITA!"? Mesmo tendo votado somente para vereador, ou deputado... Essa foi a primeira semente para o PT chegar ao poder. Alguém aqui pode dizer: "Eu não era nem nascido." Mas seus pais eram, e foram enganados como eu também fui. Alguém pode dizer: "Eu só votei uma vez, em um só candidato." Quem fez assim, também colocou uma sementinha no canteiro da corrupção, nos canteiros do Lula e Dilma presidentes, e no canteiro da realização e da Copa do Mundo no Brasil. Não estou acusando ninguém, só estou estimulando a reflexão e o debate! Estão insatisfeitos? As eleições estão chegando! Daqui há dois meses poderemos mudar e votar em Aécio Neves, em Eduardo Campos, ou em outro candidato  em que quisermos votar, mas até lá, teremos que engolir o PT, sua corja e a Copa do Mundo. Dessa vez, lutemos com afinco. Votar só não basta, vá para as ruas pedir votos para o seu candidato. Converse e convença as pessoas, façamos a nossa parte, porque a Dilma está fazendo a parte dela. A parte dela é Vencer as eleições, com Copa ou sem Copa.

Uma lição estou levando de tudo isso que vivi durante um mês de Copa do Mundo no Brasil:  PRECISO PEDIR PERDÃO AO MEU VELHO E SÁBIO PAI! 
E você não precisa pedir perdão para ninguém? Nem para si próprio?

sábado, 5 de julho de 2014

A Copa do Mundo no Brasil - V Parte (A Copa da Violência e da Deslealdade - Uma Copa Sem Ética!)

Comentário
por Austri Junior

Você nunca imagina que vai sair de casa pela manhã ou em qualquer outro horário, cheio de vida e de planos, e que não mais voltará, pelo menos não com vida, para dessa vida desfrutar as suas bênçãos, crescer e aprender com as mazelas que essa mesma vida nos traz, mas que é de vital importância para o nosso amadurecimento e sabedoria. Discordo plenamente do grande Gabriel Garcia Marques, quando diz: “A sabedoria é algo que quando nos bate à porta já não nos serve para nada.” Serve sim, e serve muito! Serve para corrigirmos os erros, serve para buscarmos acertar na escolhas e decisões presentes e futuras, serve para instruirmos outras pessoas enquanto educadores, conselheiros, amigos, pais, companheiros, pastores e sacerdotes... Entretanto, a vida é mesmo um grande paradoxo.

Essa Copa do Mundo no Brasil tem trazido à minha mente muitas observações e reflexões, uma verdadeira escola da vida, onde estou observando cada vez mais perplexo os seres (des) humanos, que fazem tudo (o que há de mau e mal) por seus objetivos. Algumas vidas foram ceifadas, estancadas, paradas bruscamente para que agora as pessoas estejam nos estádios, vaiando, xingando, sorrindo e chorando de emoções... Gritando, GOL!

Mas não somente vidas foram ceifadas nas construções dos estádios, como também, nessa semana pelo menos duas vidas foram ceifadas debaixo de um viaduto na cidade de Belo Horizonte, por causa das obras de "mobilidade urbana" com o objetivo de se realizar a Copa do Mundo no Brasil, obra essa, tocada de maneira irresponsável, às pressas, de qualquer maneira, que não ficou pronta à tempo e como se não bastasse, caiu em cima de um ônibus e de um carro de passeio, matando a motorista do ônibus e o rapaz que dirigia o seu automóvel. Ambos e também os que morreram nas construções dos estádios deixaram famílias que estão sofrendo enquanto outros se divertem, muitos deles nem sequer lembram mais disso. Percebi que nos jogos de ontem nem sequer fizeram um minuto de silêncio pelas vidas que se foram debaixo do viaduto em BH. Muitos dirão: "Uma coisa não tem nada que ver com a outra." Quem  está pensando assim realmente está com a razão. Uma coisa realmente não tem nenhuma relação com a outra mesmo. Não para nenhum de nós, ou para a FIFA, ou para os governos envolvidos, mas o fato é que essas obras todas têm dois alvos: 1º - A Copa do Mundo no Brasil, e 2º - A reeleição de Dilma Roussef para a presidência da república. Não sejamos ingênuos em pensar que a Dilma e o PT não vão usar essa Copa e as suas "maravilhosas" obras de mobilidade urbana para ganhar as eleições em outubro. O discurso será: "As obras não são para os turistas, elas são para o povo brasileiro e ficarão aqui para sempre..." As obras ficarão para sempre, assim como o sofrimento e as angústias das famílias que perderam os seus entes queridos, por irresponsabilidade, morosidade e pressa (em consequência dessa morosidade) para terminar as obras, e eis o que aconteceu. Mas em outubro ninguém vai se lembrar disso, como já não lembram-se agora. Nós esquecemos as coisas muito facilmente, inclusive as promessas não cumpridas, e que praticamente às vésperas das eleições são prometidas novamente. Querem um pequeno exemplo? Desde o primeiro mandato do Lula, temos dele, a promessa de reforma e ampliação do Aeroporto de Vitória. Quem conhece o nosso aeroporto sabe que ele está mais para um clube de aviação que para um aeroporto de verdade, que até chove dentro (isso não é novidade nenhuma no Brasil). Pois muito bem, a Dilma esteve aqui em Vitoria, nessa quarta feira (02/07/14), e prometeu tudo novamente, e inclusive teleférico para a cidade de Vitória. O pior: tem gente que acredita.

Esse texto era para ser escrito e postado na segunda feira, véspera do inicio da Semi Final da Copa do Mundo no Brasil, como tenho feito desde o inicio dessa Copa. Ainda teremos dois jogos hoje: Bélgica x Argentina (é desnecessário dizer que torcerei para a Bélgica - mas já disse), e, Holanda x Costa Rica (torcerei para a Holanda e tenho quase certeza de que a Holanda chegará na final). Eu queria muito mesmo, esperar esses dois jogos e ver o que iria acontecer, antes de fazer os meus comentários aqui, mas não consegui esperar, tamanha a indignidade estou sentido em relação à covardia acometida ao Neymar, que foi selvagemente atropelado inescrupulosamente pelo Zúñiga, que nem sequer levou o cartão amarelo por conta de um juiz incompetente.  O Neymar estava semi agachado para dominar uma bola na altura do seu peito e o colombiano veio deslealmente por trás, subiu-lhe às costas, deu-lhe uma joelhada na coluna, enquanto apoiava-se na nuca do Neymar ao mesmo tempo em que o empurrava para baixo. Todos viram isso, e as imagens são muito claras. Quero ver qual vai ser a posição da FIFA em relação à esse fato.

Tenho batido na mesma tecla, aqui constantemente: Essa é a Copa do Mundo mais violenta que tenho visto desde a Copa de 1970. É a Copa das faltas graves e propositais, é a Copa da deslealdade, do cinismo, do vale tudo, do salve-se que puder. À cada jogo me encho de preocupação e temo pelas vidas dos jogadores - não somente dos jogadores brasileiros. Vendo o Neymar ser cassado da maneira que estava sendo, eu tinha certeza de que, mais cedo ou mais tarde o pegariam de jeito, como foi feito ontem. À cada jogo penso será que algum jogador nessa Copa sofrerá o infortúnio de sair do campo sem vida ou paralítico para sempre? Pode parecer exagerado, mas se olharmos para a violência dentro de campo veremos que não é, e quase aconteceu ontem. É duro, sair de casa, cheio de planos e de vida, cheio de expectativas e esperanças, e voltar sem um ou sem o outro. Isso não está longe de acontecer dentro de campo nessa Copa do Mundo no Brasil. Lembremo-nos de que a Argentina jogará daqui há 40 minutos (mais ou menos), e eles são os mestres da violência no futebol. Com argentinos todo cuidado é pouco, pois é a seleção mais desleal do mundo todo. 

Boa sorte à Seleção Brasileira, boa sorte aos jogadores de todas as seleções que jogam com lealdade, respeito e ética, e, boa sorte Neymar Jr. Espero que se recupere bem. Já não basta ter um sonho, um plano e um objetivo interrompido, ainda por cima ser alvo da torcida daqueles que não se preocupam com a vida humana, e torcem por Neymar fora da Copa. Quanto à Seleção do Brasil fora da Copa do Mundo, mudei de ideia: "EU SOU BRASILEIRO COM MUITO ORGULHO COM MUITO AMOR... " Apesar da Dilma, do PT e dos aliados corruptos (ou não). Uma coisa não tem nada que ver com a outra!