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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Profissão Teólogo


No dia 30 de Novembro, o Brasil comemorou o Dia do Teólogo. Nesse contexto reflexivo cabem algumas perguntas interessantes – eu gosto muito das interrogações, porque mais importante que saber as respostas, é saber quais perguntas devemos (ou podemos) fazer.  Entre essas perguntas, existem duas que considero não somente interessantes, mas extremamente importantes, para que a nossa reflexão possa avançar.



São elas:
1.   Teólogo por quê?
2.   Teólogo para quê?

Conversando sobre a primeira pergunta
A resposta para a primeira pergunta: 'Teólogo por quê?' é subjetiva, e, evidentemente, eu só poderia responder essa pergunta baseada nos meus ideais. É claro que muitos candidatos a Teólogos chegam à academia, cheios de ideais (espirituais), confundindo facilmente a Teologia com a religião, e entre os objetivos principais da escolha de um candidato pela Teologia, está a doce ilusão pelo 'conhecimento profundo da Palavra de Deus'. Nessa busca profunda pelo ‘conhecimento profundo da Palavra de Deus’, estão embutidos vários interesses e conceitos. Esses interesses podem ser, entre outros, inocentes, infantis, ou arrogantes. Em algumas pessoas, aparecem os três casos ou mais.

Os inocentes
Os inocentes se decepcionam e não duram muito, logo vão embora, com medo de ‘perder a fé’. Dado a esse fato, sempre questiono: Se o conhecimento faz alguém perder a fé, é porque, fé esse alguém não tinha. E se não tem, não pode perder. Ninguém perde o que não possui.
Os Arrogantes
Os arrogantes pensam que sabem mais que todos. Inclusive, eles/elas pensam que os professores sabem menos que eles. Os arrogantes pensam que vão aprender muito, e que vão ficar melhores e mais sábios que todos à sua volta. Mas o pior arrogante entre os arrogantes são aqueles que por pensarem saber mais que os professores, passam meses, e até anos, envolvidos em embates e polêmicas inúteis, atrapalhando o curso da aula, e atrapalhando os que querem ouvir e conversar – teologar – para aprender. Os arrogantes são os verdadeiros servos inúteis, dos quais a bíblia nos fala. Esses classificam tudo como sendo ‘obra do diabo’, inclusive a Teologia e os Teólogos, e se dizem guerreiros, soldados de Cristo, empunhando uma ‘espada apologética’ enferrujada, tentando matar a todos e a tudo que não convergem com aquilo em que ele ou ela acreditam, e seguem numa batalha desesperada, tentando ‘blindar’ a bíblia por todos os lados, com um furioso e até mesmo, com um rancoroso discurso de ser ‘o guardião, ou, a guardiã da sã doutrina’.

Os infantis
Os infantis pensam que vão aprender tudo e sanar todas as suas dúvidas. Ledo engano! Mas, se sobreviverem ao conhecimento que desvenda mitos e lendas, que revela a verdade e lança luz sobre alguns mistérios, através da hermenêutica, e de outras disciplinas, esses amadurecem, perdem a fé cega e infantil que ‘emburrece’, crescem e dão frutos, porque, com a fé fortalecida e com a crença, agora adulta, podem caminhar livremente. Livres do fundamentalismo, dos preconceitos, das doutrinas, das manipulações... E se tornam capazes de construir os seus próprios pensamentos, porque conseguem Teologizar – Construir as suas próprias Teologias, além de ler e interpretar as Teologias já existentes, e, até mesmo, desconstruir não somente muitos equívocos teológicos, mas, repensar e re-significar algumas teologias. Muitas delas, hoje, ultrapassadas.
Aqueles que estão humildemente 'antenados', logo aprendem que sairão da academia com muito mais dúvidas do que quando entraram. Isso muitas vezes choca a nossa infantilidade. Há outra coisa que fica muito clara também no inicio: A Teologia é uma busca profunda e constante – pesquisa séria – e o nome do curso deixa isso muito claro: ‘Bacharelado em Teologia’. Portanto, um ‘Bacharel em Teologia’, é um pesquisador. Não se faz Teologia sem pesquisas. O Teólogo que não lê e não pesquisa, pode desistir da profissão ou do título de Teólogo. Outra situação que o teologando (estudante de Teologia), percebe logo nos primeiros meses de trabalho na academia, é que a Teologia se aprende estudando e teologizando, ou seja, fazendo e produzindo Teologia. O que nos leva ao entendimento de que o Teólogo será sempre um teologando. Ninguém está pronto.  O que é muito positivo, pois em um copo cheio, não cabe mais nada, e muitas vezes, é necessário esvaziar o copo. Mas nem todos têm essa percepção.
Conversando sobre a segunda pergunta: ‘Teólogo para que?’
Esse deveria ser o primeiro questionamento que um candidato ao Bacharelado em Teologia deveria se fazer, junto às suas variantes:
1-  Para quê eu quero ser um Teólogo? (percebam que eu formulei a pergunta com ‘para quê? ’ e não ‘por quê? ’ – Há uma enorme diferença!);
2-  Para que serve o Teólogo?
3-  Para quê mais um Teólogo?
Cabem nesse contexto muitas perguntas, e, talvez você esteja questionando agora: porque ele não perguntou: ‘Para que, isso?’ ou, ‘Para que, aquilo...?’ Bem, talvez a resposta seja: Eu não pensei em o que você está pensando, ou, eu não considero tal ou tais perguntas relevantes. Mas com certeza, a minha resposta para você é: por uma questão de bom senso acadêmico, eu não pretendo esgotar o assunto. Contudo, mais importante que não esgotar o assunto, é: Dar-lhes elementos para pensar e para questionar. É isso que a Teologia faz, e é para isso que serve um Teólogo, entre outras coisas. Seria muita ingenuidade da nossa parte, em qualquer que seja a área do conhecimento, buscar esgotar um assunto de uma só vez.
Antes de prosseguir quero chamar a sua atenção para que observe que o verbo ‘construir’, aparece no texto, repetidas vezes e com certa insistência. Isso por que, considero que um Teólogo é um ‘engenheiro’, cuja função é construir principalmente pontes e estradas nos relacionamentos humanos, e desconstruir (implodir), ruínas e estruturas que comprometem a segurança dos seres humanos. Apesar de que a palavra Teologia, literalmente traduzida significa estudo à cerca de Deus, ou, das coisas de Deus – Teo = Deus, Logia = Estudo, conhecimento - a Teologia é uma Ciência Antropológica.
É impossível tentar conhecer a Deus e as suas coisas, ignorando o homem. Uma ótima definição do que é a Teologia, que ouvi na academia, e que tomei para minha vida acadêmica e intelectual, é: “A Teologia são tentativas humanas de entender a Deus”. Por isso, um Teólogo dispõe de duas ferramentas importantíssimas para o seu trabalho.

A primeira ferramenta é a Razão – o raciocínio e o discernimento – (Rm 12.1), e esses devem vir acompanhados do bom senso, da temperança, da paciência, da boa vontade, da perseverança, do Amor... Isso lhe parece familiar? É claro que isso lhe é familiar. Os Apóstolos Paulo (na Epístola destinada aos Gálatas) e Pedro (em sua Segunda Epístola) nos escreveram falando sobre essas atitudes. E por que nos escreveram eles, sobre isso? Porque aprenderam de Jesus, que aprendeu de Deus, que sabe o que é melhor para nós.

A segunda ferramenta é a Bíblia – Não se faz Teologia Cristã sem a bíblia. É sobre a bíblia que são feitos os questionamentos hermenêuticos, exegéticos, históricos, homiléticos, apologéticos...
Entretanto, esses questionamentos não podem ser cegos, passionais, irracionais, irreflexivos, intransigentes, intolerantes, pessoais, fundamentalistas, extremistas, radicais...

A bíblia não precisa da nossa blindagem, assim como Deus não precisa que tomemos as suas ‘dores’ – Ele tomou as nossas. Lembra-se? – ‘Deus pode aguentar muito bem essa parada’. Nós é que não aguentamos, e por isso saímos por aí brigando com todo mundo e com todo o mundo, colecionando inimigos e antipatias gratuitamente, e com isso, desperdiçamos a oportunidade de Evangelizar, de transmitir a Paz de Cristo e o Amor de Deus. Com nossas atitudes negativas, perdemos a oportunidade de ajudar as pessoas e acabamos transformando o Cristianismo em religião indesejável, abominável e de quinta categoria.
Ser Teólogo
Ser Teólogo é descortinar o impossível! Não falo aqui, de Deus, mas, das grandes tempestades trazidas pelas religiões que não foram criadas por Deus (nenhuma delas), mas sim, por seres humanos. Somente um Teólogo descomprometido com a religião e com a religiosidade cega e parcial, que geralmente é irracional, pois vêm carregadas com emoções e sentimentos humanos, pode combater e tentar desconstruir os conceitos negativos gerados pelos 'predadores do Evangelho', que, com as suas pregações desvairadas, suas hemenêuticas toscas, e com as suas doenças emocionais, bem como, com as suas faltas de conhecimento teológico (mesmo que possuam um diploma, ou certificado de teologia), e também com as suas ambições desonestas que manipulam os versículos bíblicos e se aproveitam da fé cega e infantil dos desavisados para pregar prosperidade e ganhar dinheiro.
Ser Teólogo é sofrer a ingratidão da igreja, corpo e instituição, e o não reconhecimento da sociedade, de forma que em sua vida, o Teólogo é quase um ‘patinho feio’: Não encontra um lugar para viver e conviver com os outros, até que descubra a beleza de ser Teólogo, e se assuma com tal, em meio às intempéries e desconfianças.

Ser Teólogo é assumir as suas posições, e não se colocar em cima de um muro, ou se camuflar como um camaleão, de acordo com o ambiente. Mas para isso, terá que pagar um preço alto, e amargar rótulos tais como: Herege, Libertino, Desobediente, Servo do demônio, Anti-Cristo... E ser ostracizado, muitas vezes, literalmente banido e exilado.

Ser Teólogo é não poder exercer a profissão, porque, apesar de que agora a Teologia já é reconhecida como profissão, a ‘Profissão Teólogo’ não é reconhecida nem pela Igreja, muito menos pela sociedade. Lembro-me do dia em que Júlio Zabatieiro, disse na aula de ‘Religião, Modernidade e Desencanto’ no curso de Pós-Graduação em Ciências da Religião: “- O Teólogo é mais importante que o Sacerdote”. Por um instante, os meus olhos brilharam como os de uma criança em frente a uma vitrina cheia de doces. Mas logo em seguida ele disse: “- Entretanto, o sacerdote vem em primeiro lugar na preferência popular, pois o povo rejeita o Teólogo, em detrimento do Sacerdote”. Isso se reflete na sociedade de uma maneira geral, e, embora a importância do Teólogo seja de vital valor em vários âmbitos, e o mesmo deveria ser consultado em diversos momentos que envolvem o ser humano, e a sociedade inclusive com análise antropológica, é muito comum ver muito mais Teólogos procurando emprego, do que qualquer outro profissional da área de Ciências Humanas e Sociais. O Teólogo é aquele que não ganha dinheiro com a profissão, e é o profissional que mais trabalha fora da sua área. Ele faz tudo, menos Teologia.
O Teólogo é um Cientista Social, porque a Teologia não é religião. Teologia é Ciência. Ciências Sociais - Ciência Humana.


Pense: Teólogo para quê?
Penso que o Teólogo é para ser diferente e fazer a diferença. Buscar a unidade da igreja com a Igreja. Teólogo para promover o ecumenismo entre Cristãos, ‘afim de que todos sejam um’, como O Pai é no Filho, também sejamos nós n’Eles, e uns para com os outros. Teólogo para construir pontes entre a igreja (instituição) e a sociedade. Teólogo para ajudar na construção de uma Igreja (corpo de Cristo) sadia e saudável, com menos doenças causadas pela religiosidade e pela ignorância bíblica. Teólogo para desconstruir as trincheiras, os muros e as muralhas construídas pela igreja e pela Igreja diante da sociedade, do conhecimento, da ciência... Diante do mundo, diante de tudo porque cometeram muitos erros de hermenêutica, não fizeram as exegeses corretas e se separaram do ‘mundo’. Teólogos e Teólogas para construir, para amar, para orientar, para instruir, para ensinar e para aprender. Teólogos e Teólogas para protestarem contra as injustiças e mazelas sociais, contra as injustiças e mazelas das e nas igrejas (instituições). Teólogos e Teólogas para protestarem contra as igrejas evangélicas e suas doutrinas miseráveis, pobres e opressoras que estão distorcendo o Evangelho de Cristo, manchando o Cristianismo e adoecendo as pessoas... Teólogos e Teólogas para fazerem a diferença em um mundo conturbado, cheio de violência e desgraças (literalmente fora da Graça Divina). Teólogos e Teólogas para resgatarem o Cristianismo e o Protestantismo, e não para serem mais um a distorcerem a ‘Palavra de Deus’, a manipularem as pessoas, os fatos e os sermões...

Teólogos para tantas coisas... Coisas que nos faltam. Coisas que ainda estão por fazer, desfazer, ver e rever... Teólogos para ressignificar a Teologia e a igreja. Teólogos para construir Teologias sadias e significativas. Teólogos para construir uma Teologia prática, social e libertária.

Uma Teologia que nos liberte terminantemente das amarras cativas, do fundamentalismo, da sóciopatia, da in-tolerância burra, cega e odiosa que odeia tudo e todos sob o rótulo cínico e hipócrita de ser o ‘ungido de Deus’ que vai ‘pregar a verdade’, doa a quem doer “proclamando que não devemos nos contentar com as 'coisas desse mundo', e que devemos ficar atentos para não nos acovardarmos diante das ‘coisas erradas’ da sociedade, sendo conivente e compactuando com o mal, sob o rótulo da tolerância”.

Portanto, amadas irmãs e amados irmãos, Teólogos para quê?
Penso eu: Teólogos para antes de tudo, se perguntarem:
‘- Teólogo Por quê?’

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Profissões – Cursos Técnicos


Por Leonardo Stuepp

Ao chegar ao ensino médio, o jovem tem diante de si a grande preocupação que é a sua vida profissional. Nas escolas particulares, acompanhado por uma coordenação pedagógica, recebe (muitas vezes insuficiente) orientações quanto ao seu futuro profissional, que na imensa maioria é dirigida para os cursos superiores de graduação plena. Nas escolas públicas, existe também esta preocupação e, incentivados com a possibilidade de estudar até de graça ou por valores reduzidos através dos incentivos governamentais, tais como o PROUNI e, agora com o sistema de cotas nas Universidades Públicas, os alunos também são tentados ao ingresso nos cursos superiores, o que em grande parte acaba sendo uma decisão errônea, pois sem informações melhores, acabam optando por cursos tradicionais, a grande maioria cursos com mercado de trabalho saturado. Nestes casos, interessante seria as escolas orientarem seus alunos quanto aos cursos técnicos de nível médio, que desenvolvem o conhecimento das operações, técnicas e suas utilizações.

O país cresce e sente falta de trabalhadores qualificados, e temos milhares de postos de emprego não preenchidos por falta de profissionais qualificados. Temos cerca de 60% dos jovens que concluem o ensino médio que param por aí em seus estudos. Então, o ensino profissional torna-se uma opção como caminho mais curto para o mercado de trabalho, com perspectivas de ingresso ao ensino superior.
O crescimento da Educação Profissional é um fator estimulante bem como a forte preparação para o mercado de trabalho. Outro viés favorável da Educação Profissional é que ela é vista pelos estudiosos da educação como ponte para o Ensino Superior.

“Pesquisas mostram que 80% dos alunos com formação técnica têm conseguido boas colocações e melhor reconhecimento nas empresas”, afirma Carlos Augusto de Maior, diretor da Escola Técnica Estadual de São Paulo - ETESP – vinculada ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. “Possuir o certificado de ensino técnico consiste em um diferencial significativo em relação aos alunos que possuem somente o ensino médio para inserção no mercado de trabalho”, diz Carlos Maio. Isso porque geralmente não é somente o conteúdo acadêmico que é trabalhado: “o aluno começa a ter uma postura profissional, um comportamento mais interessante para as empresas”.
Ainda existe preconceito em relação aos Cursos Técnicos. Mas, isto precisa ser trabalhado com os alunos, de tal forma que eles possam verificar que os mesmos são ótimos como forma de entrar no mercado de trabalho. Hoje temos pessoas de qualquer idade fazendo cursos técnicos e estão servindo muito bem para o seu aperfeiçoamento. Muitas vezes profissionais formados por esses cursos conseguem mais ofertas de empregos e estágios do que os recém formados em cursos superiores.
A procura por profissionais de nível técnico só aumenta, os cargos em empresas estão mudando muito rápido e precisam de novos profissionais.

Existe certa confusão quando se usa o termo Curso Técnico. As pessoas acabam incluindo nisso os cursos profissionalizantes. Entendamos cada um.
Cursos Profissionalizantes: Esses cursos são livres, isso quer dizer que não é preciso ter o Ensino Médio completo para freqüentar, como por exemplo, temos os cursos de informática, ou mesmo alguns cursos que levam o nome de Secretariado. Como são livres esses cursos oferecem uma certificação de conclusão, que é muito válida, mas não é igual a um curso técnico. Cursos Profissionalizantes são muito interessantes como formação continuada de pessoas já empregadas e que os mantêm preparados e atualizados em sua área.

Cursos Técnicos (Profissionalizantes): A palavra profissionalizante é o que causa a confusão muito comum, o fato é, os cursos Técnicos são regulamentados pelo MEC, o aluno precisa estar cursando ou ter terminado o ensino médio para poder ter direito ao diploma.
A escola também precisa seguir diversas normas e ser autorizada a dar esse curso.
Os motivos que fazem de um Curso Técnico uma ótima chance para entrar no mercado de trabalho são as seguintes:
É rápido: muitos cursos técnicos têm duração de 1 ano, alguns de 2 anos. Administração de Empresas (ou nas áreas de Gestão),Enfermagem, Eletrônica e segue, a lista é grande, passando por Hotelaria e até Esteticista e Podologia.

É mais barato: esse dado pode variar muito dependendo de onde você reside, mas os valores variam entre R$150,00 a R$300,00 mensais e com certeza é menos do que uma faculdade.
É um curso focado: como é profissionalizante, o curso técnico propicia o aprendizado da profissão escolhida e como possui menos tempo para essa formação, a capacitação técnica e prática são abordadas logo no início do ele é voltado para o mercado de trabalho.

O mercado de trabalho precisa: como já mencionamos anteriormente, o atual mercado precisa muito de profissionais qualificados e aperfeiçoados em diversas profissões, sendo assim um curso técnico serve também para se aperfeiçoar e pessoas de todas as idades estão fazendo.
Os salários são bons: se um profissional está em falta no mercado é óbvio que seu salário fica maior. Varia muito entre profissão e região do país, mas a média pode variar muito entre R$600,00 até R$2.500,00, isso sempre lembrando a carga de trabalho e o cargo.

O Curso Técnico pode ser o primeiro passo para a Faculdade: A boa notícia nisso tudo é que conseguindo ingressar no mercado logo após terminar um curso técnico, a pessoa já pode economizar e planejar um aperfeiçoamento na área ou a tão sonhada faculdade.
A ex-secretária de ensino Superior do MEC, Eunice Durham, diz: “É mais fácil conseguir um emprego depois de fazer um curso técnico do que após terminar um curso em uma universidade sem prestígio no mercado de trabalho. Ela considera os cursos técnicos “ótimo caminho” para os jovens de classe baixa que acabaram de terminar o ensino médio.

Além de serem mais rápidos, os cursos técnicos também preparam melhor para o mercado. E, depois de empregado, o estudante pode investir em uma universidade particular reconhecida.
É uma boa alternativa, porque a pessoa pode terminar o ensino médio e fazer o curso técnico, para depois fazer o ensino superior. Enquanto isso, o aluno arranja um bom emprego. Como são cursos curtos e rápidos, você faz enquanto está no terceiro ano do ensino médio e fida preparado para o mercado de trabalho. E se quiser fazer uma boa faculdade depois, pode, porque já tem um emprego para pagar.

Uma interessante pesquisa do MEC, detectou que para 72% dos estudantes que optam pelo ensino profissional, vão direto do curso para o mercado de trabalho. Esse alto índice de empregabilidade foi aferido entre os Ex-alunos dos institutos federais do pais.
Dependendo da área, até mesmo 100% desses jovens profissionais são contratados. O salário também agrada. Um técnico pode chegar a ganhar o mesmo que um engenheiro: R$5.000,00.
“A oferta de emprego é muito maior para quem tem nível técnico. As empresas não precisam apenas de gestores. Elas buscam funcionários que vão executar funções primordiais. E o técnico é o cara que vai colocar a mão na massa e fazer o que a empresa mais precisa. Algo que chama a atenção é que 85% dos nossos alunos ficam satisfeitos com as suas carreiras”, destaca a pró-reitora de ensino do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Cristiane Tenan Schlittler dos Santos.
A construção civil é uma pequena amostra de como o mercado está com sede de trabalhadores especializados. Com a falta de mão de obra, todos os profissionais com formação acabam absorvidos com rapidez.

No Espírito Santo, os técnicos que têm emprego garantido são os formados nas áreas de Mecânica e Automação Industrial.
“Além de serem absorvidos pelas grandes indústrias, esses profissionais vão ganhar ainda mais espaço com o crescimento do setor de petróleo e gás no Espírito Santo. Só não é contratado quem não se esforçar no curso e não tem interesse”, afirma o gerente de Educação e Tecnologia do SENAI, Ewandro Petrocchi.
Ele acrescenta que boas oportunidades também começaram a ser abertas para os técnicos em Logística. “É um profissional de grande importância para a empresa. Ele é responsável em garantir tempo aos negócios e de deixar o cliente satisfeito. Outro técnico que pega carona no desenvolvimento econômico é o da área de Eletrotécnica. São muitas as chances para esse profissional, principalmente na construção civil”, destaca.

Muitos jovens deixam de lado, pelo menos por um tempo,o sonho de fazer uma faculdade para optar pelo ensino técnico.O motivo é garantia rápida de emprego. “O técnico dura dois anos. A pessoa termina o curso, consegue um emprego, passa a receber um salário e depois garante a faculdade”, explica Cristiane Tenan, do Ifes. 

O gerente do SENAI, Ewandro Petrocchi, explica que outro ponto positivo em fazer um curso técnico antes de ingressar no ensino superior é a experiência. “A pessoa vive na prática o dia a dia do trabalho, algo que o profissional de nível superior não consegue. A faculdade é algo mais acadêmico. O curso técnico é prático. O interessante é que depois do técnico, o trabalhador que faz uma faculdade ganha chances de ser promovido e até de conquistar um cargo gerencial”, destaca.

O profissional especializado em nível técnico é mais valorizado nos setores industriais em função das capacidades desenvolvidas em dois âmbitos fundamentais: o teórico e o prático.
De acordo com Márcio Guerra, gerente-executivo da Unidade de Estudos e Prospectiva da CNI (Confederação Nacional da Indústria), existe carreiras em que a educação técnica é aporta de entrada para o mercado de trabalho.

“Em algumas áreas existe a demanda, mas as empresas não encontram profissionais qualificados. Por exemplo, no segmento da construção civil, edificações ou estrutural, os jovens não têm interesse porque imaginam que o trabalho é braçal e muito duro. No entanto, muitos técnicos atuam na supervisão de equipes”, explica.

A empregabilidade do profissional com formação técnica seguida da graduação, se comparada com aquele que tem somente o ensino superior, é muito maior, já que ele adquire uma compreensão mais apurada dos processos em função da experiência prática e da capacidade de execução.
Os jovens, com 17 ou 18 anos, assim que concluem o curso técnico, também podem conquistar um salário inicial alto, variando de acordo com a área e o estado de atuação. Por exemplo,o valore de R$1.400,00 para telecomunicações, no Distrito Federal, e R$2.100,00 para técnico em controle de produção, em Pernambuco. Com 10 anos de carreira em telecomunicações, por exemplo, o trabalhador pode chegar a um salário de R$5.300,00.

Ainda segundo o gerente-executivo da CNI, o estudante do ensino técnico é constantemente observado pelas empresas.
Hoje há um batalhão de bacharéis nas filas de emprego, esperando por uma oportunidade,ou mesmo tentando passar em concursos públicos, muitas vezes fora da sua área de atuação. O diploma superior tão apreciado antes pelas empresas, já não tem o mesmo peso de antigamente. Em contraponto, companhias afirmam que existem vagas, mas falta qualificação.

O que existe é um excedente de graduados e carência de pessoal com curso técnico.
A entrada rápida no mercado de trabalho é uma das maiores vantagens para quem faz cursos profissionalizantes. Enquanto no curso superior o aluno passa de quatro a seis anos para se formar, no técnico são apenas de três a quatro semestres. Segundo o Ministério da Educação, a educação profissional veio para preencher, em curto prazo, as lacunas criadas pelo advento das novas tecnologias no país.

“Essa necessidade de técnicos é uma das características de um país que está em desenvolvimento e onde a economia está crescendo.Países de primeiro mundo têm uma base técnica forte e são eles que colocam as empresas para funcionar”, analisa o professor Sérgio Vieira, do Instituto Federal de Educação,ciência e Tecnologia do RN (IFRN).

A imagem do técnico como “peão com diploma” está ultrapassada. Atualmente, esse profissional tem até cargos de supervisão nas empresas, como intermediário entre a chefia e o chão de fábrica. A prática é sua maior vantagem com quem tem cursos superiores.

sábado, 17 de novembro de 2012

Empregos de Futuro – Parte 2


Por Leonardo Stuepp

Cientistas querem agricultores e ambientalistas trabalhando juntos. Objetivo é promover produção de comida mais sustentável e impedir que expansão das lavouras acabe com ecossistemas

Marco Túlio Pires, do Rio de Janeiro
Agricultores e ambientalistas devem - ou deveriam - trabalhar juntos para impedir que a expansão das plantações "engula" ecossistemas e prejudique o equilíbrio entre a produção de comida e o desenvolvimento sustentável do planeta. A proposta, bem mais equilibrada que os extremos de parte a parte, como na discussão sobre o Código Florestal, foi lançada no Fórum de Ciência, Inovação e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável. O encontro reúne 990 cientistas de 75 países para produzir um documento com sugestões aos chefes de estado que participaram da reunião de cúpula da Rio+20 entre os dias 20 e 22 de janeiro. O painel também discutiu como o aquecimento global pode afetar a segurança alimentar e a distribuição de comida no globo.
De acordo com Tim Benton, ecologista da Universidade de Leeds, no Reino Unido, 25% dos gases que aceleram o efeito estufa são provenientes da agricultura. Ao todo, o planeta possui uma área plantada de 4,9 bilhões de hectares. Por isso melhorar as práticas agrícolas pode ter um impacto significativo no clima do planeta. “O problema é que não conseguimos medir a sustentabilidade na agricultura”, diz Benton. “As lavouras causam impacto que muitas vezes não são percebidos localmente, como a poluição de rios por meio de agrotóxicos, que podem contaminar peixes e causar doenças em seres humanos e outros animais.”
Lado a lado - Benton acredita que uma forma de transformar a agricultura em uma prática mais sustentável é colocar ambientalistas e agricultores trabalhando lado a lado. “Além de produzir comida, temos que ampliar os ‘serviços de ecossistema’”. O pesquisador se refere a práticas de tratamento de água, polinização e manutenção dos inimigos naturais das plantas, dentro e ao redor da lavoura. “São ações que gerenciam a fertilidade do solo, a reciclagem de lixo antes e depois da colheita e ao mesmo tempo cuidam do equilíbrio natural do ambiente”, diz.
Para Benton, isso pode significar dividir a área cultivada em duas. Uma para o plantio e outra para concentrar os serviços de ecossistema, com estações de tratamento de água, colônias de polinização e a manutenção dos inimigos naturais das plantas. Benton comparou a prática com a linha de produção de uma fábrica de carros. “Enquanto uma parte cuida da produção de comida, a outra mantém o equilíbrio do ambiente”, diz. “Pode ser a saída viável em muitos casos”, acredita.
Lavoura resistente – As mudanças climáticas também podem afetar o preço das commodities alimentares, como arroz e soja. Ram Badan Singh, da Academia Indiana de Ciências Agrícolas, afirma que a commodity mais afetada será o trigo. “O preço pode aumentar mais de 90% até 2050 por causa do aquecimento global”, diz. Isso porque o alimento pode ficar escasso ou encontrar dificuldades para crescer nas regiões apropriadas. Por isso, a ciência precisará desenvolver plantas mais preparadas para um clima mais agressivo. “Precisamos de sementes mais resistentes à falta de água, à salinidade, ao calor e que gerem plantas mais resistentes a pestes”, diz.
O pesquisador afirma que ainda há muito potencial para aumentar a produção de alimentos. Melhorando técnicas agrícolas, por exemplo, seria possível produzir 6.000 quilos de trigo por hectare, o dobro do que é produzido hoje. No caso do arroz, o impacto seria ainda maior. “Se aproveitássemos todo o potencial de produção, seria possível produzir 8.000 quilos de arroz por hectare”, diz. Atualmente, apenas 2.000 quilos são produzidos na mesma área.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Empregos de futuro - Parte 1


Por Leonardo Stuepp
Estamos num momento em que as questões da sustentabilidade estão cada vez mais em evidência. As pessoas buscam melhores condições de vida, querem comodidade e, mesmo que nem sempre entendam a questão da preservação, acabam aderindo a campanhas de conscientização... Continuar lendo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A escolha da profissão - Parte 1


Por Leonardo Stuepp

A escolha da profissão é uma das decisões mais importantes que o jovem precisa tomar nesta fase da vida, o que acarreta diversas dúvidas e incertezas. 

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