Uma investigação teológica, histórica, sociológica e política em 40 capítulos
Por Austri Junior
PREFÁCIO
A religião ocupa um lugar significativo na formação histórica, cultural e social do Brasil. Suas tradições, instituições, doutrinas e manifestações públicas participam da construção de identidades, orientam comportamentos, influenciam debates morais e, em diferentes circunstâncias, interferem nas relações entre a sociedade civil, o Estado e o poder político.
Compreender esse fenômeno exige uma abordagem que ultrapasse tanto a aceitação acrítica dos discursos religiosos quanto sua rejeição indiscriminada. A investigação acadêmica requer disposição para examinar ideias, documentos, acontecimentos e práticas à luz de seus contextos históricos, reconhecendo a diversidade das tradições religiosas e a pluralidade de interpretações existentes em seu interior.
É nesse horizonte que se insere a presente série de estudos sobre a chamada Teologia do Domínio, suas origens, seus fundamentos, suas expressões contemporâneas e suas possíveis repercussões na sociedade e na política brasileiras.
O interesse por esse tema decorre da necessidade de compreender as relações entre religião e poder, especialmente quando determinadas interpretações teológicas ultrapassam o âmbito da experiência espiritual individual ou comunitária e passam a fundamentar projetos de transformação da cultura, das instituições e da organização política da sociedade.
Investigar essas relações não significa atribuir a todos os cristãos evangélicos uma mesma visão de mundo, tampouco presumir que toda participação religiosa na política seja incompatível com a democracia. Significa, antes, examinar criticamente discursos, movimentos, lideranças, organizações e estratégias, distinguindo suas particularidades e avaliando suas implicações sociais e institucionais.
Ao longo de quarenta capítulos, esta série buscará reunir elementos históricos, teológicos, sociológicos e políticos que contribuam para uma compreensão fundamentada do fenômeno. Serão consideradas as origens intelectuais das ideias investigadas, suas diferentes interpretações, suas formas de circulação e suas relações com o cenário brasileiro, sempre que houver documentação e evidências que sustentem as análises.
O compromisso deste trabalho é com a investigação responsável, a clareza conceitual, a honestidade intelectual e o respeito à dignidade humana. Afirmações relevantes deverão ser confrontadas com fontes confiáveis; interpretações divergentes deverão ser consideradas quando pertinentes; e conclusões deverão guardar proporção com as evidências disponíveis.
Em uma sociedade democrática, o exame crítico das relações entre religião e política não deve ser confundido com hostilidade à fé, assim como a defesa da liberdade religiosa não deve impedir a análise de projetos políticos que reivindiquem legitimidade religiosa.
Que esta série contribua para ampliar o conhecimento, estimular o pensamento crítico e favorecer um debate público mais esclarecido sobre os desafios que emergem das relações entre crença, poder, cidadania e democracia no Brasil contemporâneo.
INTRODUÇÃO
Teologia do Domínio: origens, fundamentos e influência na sociedade e na política brasileiras
1. Delimitação e contextualização do tema
As relações entre religião e poder político constituem um dos temas mais relevantes para a compreensão das sociedades contemporâneas. Ao longo da história, convicções religiosas foram mobilizadas para legitimar governos, contestar estruturas de dominação, orientar movimentos sociais e fundamentar projetos de organização coletiva. No Brasil, a presença pública do cristianismo, particularmente em suas diversas expressões católicas e evangélicas, torna indispensável o estudo crítico das relações entre instituições religiosas, cultura, Estado e democracia.
Nas últimas décadas, a ampliação da presença evangélica na sociedade brasileira, a atuação política de lideranças religiosas, a expansão de organizações confessionais e a crescente circulação de discursos religiosos no debate público intensificaram as discussões sobre os limites e as possibilidades da participação da religião na esfera política.
É nesse contexto que se insere o estudo da chamada Teologia do Domínio, expressão utilizada para designar um conjunto de ideias e orientações teológicas que, embora não constitua uma tradição inteiramente homogênea, associa determinadas interpretações da autoridade cristã, da missão religiosa e do mandato bíblico à pretensão de exercer influência ou protagonismo sobre diferentes esferas da sociedade.
O conceito demanda precisão. A expressão pode ser empregada de maneiras distintas no debate público e na literatura especializada, e não deve ser automaticamente aplicada a todas as igrejas evangélicas, a todos os movimentos pentecostais ou a toda manifestação política de motivação religiosa. Sua utilização exige a identificação das ideias, dos agentes, das organizações e das circunstâncias históricas efetivamente relacionadas ao fenômeno investigado.
Também é necessário distinguir a Teologia do Domínio de correntes e movimentos que apresentam afinidades com determinadas concepções de transformação social e política, mas possuem trajetórias, pressupostos e objetivos próprios. Entre os temas que merecem investigação estão o dominionismo cristão, determinadas vertentes do reconstrucionismo cristão e segmentos associados à chamada Nova Reforma Apostólica, sem pressupor que essas expressões sejam equivalentes ou que todos os seus integrantes compartilhem um programa único.
2. Problema de pesquisa
A questão central desta investigação consiste em compreender como determinadas interpretações teológicas relacionadas ao domínio, à autoridade espiritual e à transformação da sociedade se desenvolveram, circularam e foram incorporadas a discursos e práticas religiosas e políticas no Brasil.
A pesquisa parte das seguintes questões: quais são as origens históricas e intelectuais dessas concepções? Quais interpretações bíblicas são mobilizadas para justificá-las? Quais lideranças, instituições e redes de influência contribuem para sua divulgação? Em que circunstâncias essas ideias se articulam a projetos políticos, disputas culturais e propostas de reorganização da vida pública? Quais são suas possíveis consequências para o pluralismo religioso, a liberdade de consciência, os direitos fundamentais e o funcionamento das instituições democráticas?
Essas perguntas não pressupõem antecipadamente que todos os atores investigados defendam os mesmos objetivos ou produzam os mesmos efeitos. A finalidade é estabelecer distinções, identificar continuidades e rupturas e avaliar, com base em evidências, a extensão e os limites das influências que possam ser demonstradas.
3. Objetivos da investigação
O objetivo geral é analisar as origens, os fundamentos teológicos, as expressões contemporâneas e as possíveis influências da Teologia do Domínio na sociedade e na política brasileiras, considerando suas relações com movimentos religiosos, organizações políticas, lideranças públicas e disputas em torno dos valores culturais e da organização democrática.
Entre os objetivos específicos, destacam-se:
- Investigar as origens históricas e intelectuais das concepções associadas à Teologia do Domínio.
- Examinar as interpretações bíblicas e os argumentos teológicos empregados para fundamentar essas concepções.
- Identificar diferenças e aproximações entre correntes religiosas, movimentos e organizações relevantes para o objeto de estudo.
- Analisar a atuação de lideranças religiosas e políticas, considerando documentos, declarações públicas, iniciativas legislativas e outras evidências verificáveis.
- Investigar as relações entre religião, conservadorismo político, direita radical e extrema direita, sem tratar essas categorias como sinônimas.
- Examinar possíveis repercussões sobre o pluralismo, a laicidade do Estado, a liberdade religiosa, os direitos humanos e a convivência democrática.
- Considerar também as críticas, as divergências e as formas de resistência existentes no interior do próprio cristianismo.
4. Justificativa e relevância social
A relevância desta investigação está relacionada à necessidade de compreender os mecanismos pelos quais determinadas ideias religiosas podem adquirir significado político e influenciar debates sobre educação, família, direitos individuais, políticas públicas, legislação e organização institucional.
Em uma democracia pluralista, cidadãos e organizações religiosas possuem o direito de participar do debate público e de apresentar suas convicções. Entretanto, a participação política de atores religiosos também pode ser submetida à análise crítica, sobretudo quando suas propostas envolvem o exercício do poder estatal, a definição de direitos ou a relação entre convicções particulares e garantias universais de cidadania.
O problema, portanto, não consiste simplesmente em determinar se a religião deve ou não estar presente na política. Consiste em investigar como essa presença se manifesta, quais princípios a orientam, quais interesses mobiliza e quais consequências produz ou pode produzir para a sociedade.
No caso brasileiro, essa discussão requer atenção especial à diversidade das igrejas evangélicas, à pluralidade do campo religioso, à história das relações entre Estado e religião e às transformações recentes da representação política. Exige igualmente o reconhecimento de que os cristãos não constituem um bloco ideológico uniforme e de que existem diferentes interpretações teológicas sobre o poder, a justiça social, a autoridade política e a missão da Igreja.
5. Referencial teórico e metodologia
A série adotará uma perspectiva interdisciplinar, articulando contribuições da História, da Teologia, da Sociologia da Religião, da Ciência Política e da Filosofia. Essa abordagem permitirá examinar o fenômeno tanto em suas dimensões doutrinárias quanto em suas manifestações institucionais, culturais e políticas.
A investigação deverá recorrer, conforme a pertinência de cada capítulo, a fontes primárias — como livros, documentos institucionais, sermões, declarações públicas, registros legislativos e pronunciamentos de lideranças — e a fontes secundárias, incluindo pesquisas acadêmicas, livros especializados, artigos científicos e estudos de pesquisadores reconhecidos.
A análise deverá distinguir fatos documentados, interpretações dos pesquisadores, declarações dos próprios agentes e hipóteses formuladas no decorrer da investigação. Quando houver controvérsias conceituais ou divergências interpretativas, elas deverão ser explicitadas, em vez de ocultadas.
Também será necessário observar critérios de contextualização histórica e de atribuição de responsabilidade. A existência de afinidades discursivas, por exemplo, não comprova, isoladamente, a existência de coordenação institucional ou de uma estratégia política comum. Da mesma forma, uma declaração individual não deve ser generalizada para uma denominação religiosa inteira sem evidências suficientes.
A metodologia, portanto, será predominantemente qualitativa, fundamentada na pesquisa bibliográfica e documental, na análise crítica de discursos e na contextualização histórica dos acontecimentos examinados. As conclusões serão limitadas pelo alcance e pela qualidade das fontes efetivamente consultadas.
6. Organização da série
A investigação será desenvolvida em quarenta capítulos, publicados semanalmente. A organização progressiva permitirá partir da definição dos conceitos e de suas origens históricas, avançar para a análise dos fundamentos teológicos e dos movimentos relacionados ao tema e, posteriormente, examinar suas manifestações e repercussões no contexto brasileiro.
O percurso deverá contemplar as principais correntes intelectuais e religiosas pertinentes, as redes de circulação de ideias, as relações entre lideranças religiosas e atores políticos, as disputas culturais e as implicações para a democracia, os direitos fundamentais e o pluralismo. Também serão consideradas críticas acadêmicas e teológicas, bem como as divergências internas aos movimentos estudados.
Cada capítulo terá um recorte próprio, com questões específicas, fontes identificáveis e referências bibliográficas. A unidade da série será assegurada pelo problema central de pesquisa e pelo compromisso metodológico comum, sem que isso impeça a revisão de hipóteses à medida que novas evidências forem examinadas.
7. Considerações iniciais
Estudar a Teologia do Domínio e suas possíveis influências na sociedade e na política brasileiras exige mais do que reunir declarações polêmicas ou identificar posicionamentos ideológicos. Exige compreender a formação histórica das ideias, seus fundamentos teológicos, suas formas de circulação e as condições sociais e institucionais que favorecem sua recepção.
Uma investigação dessa natureza deve evitar tanto a generalização indiscriminada quanto a aceitação acrítica dos discursos examinados. Seu propósito não é julgar a fé de indivíduos ou condenar coletivamente comunidades religiosas, mas investigar concepções, práticas e projetos específicos, avaliando-os à luz de fontes confiáveis e de critérios históricos, teológicos, sociais e democráticos.
Ao propor esse percurso, a presente série pretende contribuir para o debate público brasileiro com informação documentada, reflexão crítica e responsabilidade intelectual. A compreensão das relações entre religião e poder é indispensável não apenas para os estudiosos do fenômeno religioso, mas também para todos os que procuram compreender os desafios contemporâneos da cidadania, da liberdade de consciência, do pluralismo e da democracia.
É a partir desse compromisso que se inicia a investigação: não com conclusões previamente estabelecidas, mas com perguntas que deverão ser examinadas, confrontadas com as fontes e respondidas na medida em que as evidências permitirem.
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TEOLOGIA DO DOMÍNIO - Após retomar minhas atividades em meus Blogs, decidi que o Blog Austri Junior - Teologia , serveria ao propósito ...
terça-feira, 20 de outubro de 2026
TEOLOGIA DO DOMÍNIO, SOCIEDADE E POLÍTICA NO BRASIL: GENEALOGIAS, DISCURSOS, MOVIMENTOS E DISPUTAS DE PODER
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sábado, 10 de outubro de 2026
O Espelho das Urnas: Reflexões sobre o Comportamento da Sociedade no Primeiro Turno de 2026
Introdução
O primeiro turno das eleições gerais de 2026 passou, mas a poeira que se levanta das urnas deixa visíveis as marcas profundas de um país em constante ebulição. Analisar o comportamento da sociedade brasileira neste pleito não é apenas contabilizar votos ou percentuais de palanques; é tentar decifrar a alma de um povo que, dividido entre expectativas, frustrações e esperanças, continua depositando na democracia o peso de seus destinos.
O que vimos nas ruas e nas redes sociais nas últimas semanas foi a repetição de um enredo conhecido, porém cada vez mais complexo: a polarização ideológica e afetiva que recalibra as relações familiares, as rodas de conversa e o ambiente de trabalho. O brasileiro chegou a outubro de 2026 exausto de discursos vazios, mas, paradoxalmente, profundamente apegado às suas identidades políticas. O voto deixou de ser estritamente um instrumento de escolha administrativa para se tornar um manifesto existencial.
O Pragmatismo e o Cansaço Cívico
Apesar do barulho ensurdecedor das bolhas digitais, o comportamento do eleitor nas urnas revelou nuances muito interessantes. De um lado, percebe-se um eleitorado pragmático, que busca estabilidade, programas sociais consolidados e garantias econômicas básicas. De outro, pulsa uma parcela expressiva da população que anseia por rupturas, pautada em valores morais, conservadorismo e na rejeição ao status quo.
Essa dualidade escancara um Brasil que não cabe mais em rótulos simples. A sociedade está mais atenta, mas também mais cética. O alto índice de abstenções e votos nulos em algumas regiões — somado ao tom de cobrança implícito nos resultados — demonstra que o cidadão já não entrega seu voto com facilidade. Há uma cobrança latente por entregas reais, ética e competência, independentemente do espectro ideológico.
A Democracia como Campo de Batalha e de Cura
O pleito de 2026 reforça que a nossa democracia é resiliente, mas tensionada ao limite. O comportamento coletivo oscila perigosamente entre a paixão clubística pela política e o desinteresse amargo. O grande desafio que se impõe após o fechamento das urnas no primeiro turno não é apenas saber quem vencerá a corrida presidencial no segundo turno, mas como sarar as fissuras sociais abertas pelo caminho.
A política brasileira reflete a nossa própria pluralidade — e, muitas vezes, a nossa desigualdade. Enquanto não entendermos que o debate democrático pressupõe o contraditório e o respeito ao próximo, continuaremos a tratar o adversário político como inimigo mortal.
Conclusão
As urnas falaram, revelando um retrato fiel de um Brasil plural, complexo e profundamente apaixonado pelo seu próprio futuro. Cabe a nós, sociedade civil, intelectuais, trabalhadores e pensadores, usar este momento não para aprofundar trincheiras, mas para refletir sobre o país que queremos construir a partir de amanhã.
Afinal, o Brasil real — aquele que acorda cedo, trabalha e busca dignidade — é muito maior do que o ódio que tentam nos vender nas esquinas da internet. Que saibamos exercer a cidadania com a lucidez que a nossa história exige.
*Observação
Finalizo esta análise acadêmica expressando a minha opinião de eleitor, que vive e observa com muita preocupação a situação em que se encontra o mundo atual, em especial a América Latina, que cegamente segue um déspota internacional. Muito me preocupa também, o avanço da extrema direita, cujo sinônimo pode ser: fascismo.
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O primeiro turno das eleições gerais de 2026 passou, mas a poeira que se levanta das urnas deixa visíveis as marcas profundas de um país em constante ebulição. Analisar o comportamento da sociedade brasileira neste pleito não é apenas contabilizar votos ou percentuais de palanques; é tentar decifrar a alma de um povo que, dividido entre expectativas, frustrações e esperanças, continua depositando na democracia o peso de seus destinos.
O que vimos nas ruas e nas redes sociais nas últimas semanas foi a repetição de um enredo conhecido, porém cada vez mais complexo: a polarização ideológica e afetiva que recalibra as relações familiares, as rodas de conversa e o ambiente de trabalho. O brasileiro chegou a outubro de 2026 exausto de discursos vazios, mas, paradoxalmente, profundamente apegado às suas identidades políticas. O voto deixou de ser estritamente um instrumento de escolha administrativa para se tornar um manifesto existencial.
O Pragmatismo e o Cansaço Cívico
Apesar do barulho ensurdecedor das bolhas digitais, o comportamento do eleitor nas urnas revelou nuances muito interessantes. De um lado, percebe-se um eleitorado pragmático, que busca estabilidade, programas sociais consolidados e garantias econômicas básicas. De outro, pulsa uma parcela expressiva da população que anseia por rupturas, pautada em valores morais, conservadorismo e na rejeição ao status quo.
Essa dualidade escancara um Brasil que não cabe mais em rótulos simples. A sociedade está mais atenta, mas também mais cética. O alto índice de abstenções e votos nulos em algumas regiões — somado ao tom de cobrança implícito nos resultados — demonstra que o cidadão já não entrega seu voto com facilidade. Há uma cobrança latente por entregas reais, ética e competência, independentemente do espectro ideológico.
A Democracia como Campo de Batalha e de Cura
O pleito de 2026 reforça que a nossa democracia é resiliente, mas tensionada ao limite. O comportamento coletivo oscila perigosamente entre a paixão clubística pela política e o desinteresse amargo. O grande desafio que se impõe após o fechamento das urnas no primeiro turno não é apenas saber quem vencerá a corrida presidencial no segundo turno, mas como sarar as fissuras sociais abertas pelo caminho.
A política brasileira reflete a nossa própria pluralidade — e, muitas vezes, a nossa desigualdade. Enquanto não entendermos que o debate democrático pressupõe o contraditório e o respeito ao próximo, continuaremos a tratar o adversário político como inimigo mortal.
Conclusão
As urnas falaram, revelando um retrato fiel de um Brasil plural, complexo e profundamente apaixonado pelo seu próprio futuro. Cabe a nós, sociedade civil, intelectuais, trabalhadores e pensadores, usar este momento não para aprofundar trincheiras, mas para refletir sobre o país que queremos construir a partir de amanhã.
Afinal, o Brasil real — aquele que acorda cedo, trabalha e busca dignidade — é muito maior do que o ódio que tentam nos vender nas esquinas da internet. Que saibamos exercer a cidadania com a lucidez que a nossa história exige.
*Observação
Finalizo esta análise acadêmica expressando a minha opinião de eleitor, que vive e observa com muita preocupação a situação em que se encontra o mundo atual, em especial a América Latina, que cegamente segue um déspota internacional. Muito me preocupa também, o avanço da extrema direita, cujo sinônimo pode ser: fascismo.
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sábado, 3 de outubro de 2026
REFLITINDO SOBRE O VOTO
Estou preocupado com o futuro da nossa nossa nação. Muito preocupado mesmo. Eu que vivi o tempo da ditadura, onde nós, os jovenns que atravesamos a década de 1970 e a metade da década de 1980, sabemos como foi dificil estar privado da liberdade. Não podíamos nos reunir nas pracinhas dos nossos bairos pra conversar, namorar, tocar violão, cantar... sem ter que ser abordados e violados pela polícia (geralmente, a polícia civil). Sempre havia uma viatura (Veraneio preta e branca) dando o bote derrepente como uma sinistra serpente para que os políciais nos colocarem de cara para os muros e paredes, nos revistando como se fôssemos bandidos, nos humihando, e nos mandando ir para casa. O apelido que dávamos para esses jagunços do governo era "espalha bolinho". Nessa época, eu vivia no Bairro Solón Borges, na região da Grande Goiabeiras, em Vitória/ES.
Você que não viveu isso, não sabe como foi ser humilhado,, e privado da liberdade. E se você tivesse cabelo grande seria muito pior para você, pois seria visto como "maconheiro". Sempre havia estudantes e trabalhadores sendo presos injustamente. Aqui na cidade de Vitória, e especialmente na Grande Goiabeiras, havia um delegado torturador, cuja alcunha era Buick. Esse sujjeito prendia estudantes, traballhadores, pais de família, e qualquer outra pessoa, somente pelo pprazer de humilhar e torturar. Só as meninas escapavam.
Você deve estar se perguntando porque eu estou ppreocupado, pois esse tempo já passou. Bem, Eu te pergunto: passou mesmo? Acredito que talvez não iremos mais passar por essas situações hummilhantes, mas como os herdeiros da ditadura estão fortes e ativos na pessoa dos Bolsonaros, nós iremmos passar coisas piores. Como vocês não conhecem a hiistória, não viveveram a opressão militar, vocês não imaginnam o que pode acontecer, caso essa familia malígna assuma o poder no Brasil. Então, eu peço que vocês reflitam sobre os seus votos.
Austri Junior - Teólogo
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
BRASIL SOBERANO
Fico feliz por retormar as minhas atividades no Blog Austri Junior - Sociedade, em um momento muito importante para a sociedade brasileira, pois daqui a dois dias iremos às urnas para decidir as eleições no país, nesse momento que muita coisa está em jogo. E em jogo, estão, em especial, a DEMOCRACIA e a SOBERANIA BRASILEIRA. A nossa situação é muito séria. Depois de oito anos, o país continua dividido e a nação fragilizada. O mundo está cada vez mais racista, xenófobo, nazista, fascista, extremista... Tudo está sendo resolvido com tiros e guerras bélicas e comerciais. Mas será que está mesmo?
Quando digo, "a nação está fragilizada", não me refiro à política interna, mas, às ameaças externas diante de ataques e tentativas de interferências de um certo presidente estrangeiro que penssa que pode dominar o mundo para tornar a sua nação "grande novamente". O que mais nos fragiliza nesse contexto, é a atitude nefasta de brasileiros e brasileiras que apoiam, torcem, ajudam e facilitam a ação extrangeira que ameaça o território e a soberania nacional. A Argentina e a Venezuela já estão dominadas. Outros países Sul Americanos estão se aliando às forças invasoras, mas o Brasil, forte e aguerrido, que "não cabe no quintal de ninguém", que não é vira-lata, e que, "GIGANTE PELA PPRÓPRIA NATUREZA", nunca baixou a cabeça para ninguém, náo irá sucumbir agora. No entantanto, é aí que mora o perigo da fragilidade, pois se no domingo dia 04 de outubro de 2026, o povo brasileiro não reflletir sobre o perigo que nos ronda, e votar errado, sim, seremos o quintal de um déspota internalcional, e os nossos governantes, os cachorrinhos no jardim de uma "CASA BRANCA" suja e encardida. Reflexão, Democracia, Soberania, são as palavras que mais importam nesse momento.
Austri Junior - Teólogo
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
EDITORIAIS
TEOLOGIA DO DOMÍNIO
- Após retomar minhas atividades em meus Blogs, decidi que o Blog Austri Junior - Teologia, serveria ao propósito teológico. Lá eu escreveria sobre teologia, religião, fé, e assuntos inerentes e correlacionados à teologia. Aqui, neste blog as reflexões versariam somente sobre sociedade e temas correlatos, e realmente, eu tinha dois objetivos em mente: 1) não editar as mesmas postagens nos dois blogs; 2) não editar postagens longas. Certamente que, ao escrever as miinhas reflexões, não me prolongarei em minhas dissertações. No entantanto, textos acadêmicos precisam de reflexões e análises mais profundas. Quanto a não postar o mesmo artigo/reflexão no dois Blogs percebi que que há assuntos que interessam aos publicos-alvo dos dois Blogs, como por exemplo, a série sobre a Teologia do Domínio, que trarei aqui, após longa e detalhada pesquisa e estudo. A série traz em seu bojo, extensa abordagem social, política e teológica, e vai refletir e analizar: fé, comportamento, história, sociedade, igreja... Tal dissertação tem como alvo e título a: TEOLOGIA DO DOMÍNIO, SOCIEDADE E POLÍTICA NO BRASIL: GENEALOGIAS, DISCURSOS, MOVIMENTOS E DISPUTAS DE PODER - Uma investigação teológica, histórica, sociológica e política em 40 capítulos, por Austri Junior - Teólogo. Que serão publicados aqui no Blog Austri Junior - Sociedade, e lá no Blog Austri Junior - Teologia.
Aos interessados e estudiosos do tema desejo uma ótima e prazeirosa leitura. Aos não interessados, tudo que posso dizer é que estarão perdendo uma ótima oportunidade de adquirir conhecimento. Como os Blogs Sociedade e Teologia (por mim editados) têm como principio basilar a DEMOCRACIA, e o tema em questão mira também na democracia, fiquem a vontade para não ler.
Austri Junior - Editor
RETORNANDO
Após um longo periodo "sabático" que durou apenas nove anos e quinze dias (hoje), estou retornando às minhas atividades aqui no Blog, com a mesma propósta: conversar com vocês sobre os assuntos atuais que permeiam a nossa sociedade, sem a pretenção de apontar soluções, esgotar o assunto, condenar ou absolver. Outrora, eu escrevia sob o ponto de vista da teologia crítica. Doravante, escreverei basicamente sob o ponto de vista de um cidadão que pode ou não criticar por se indignar, ou, aplaudir por entender que tal assunto ou situação tenha alguma relevância, que possa ser boa ou ruim, segundo o meu ponto de vista, pois como disse Paulo Freire, "todo ponto de vista é a vista de um ponto". E isso evidentemente depende do indivíduo que está olhando, e onde esse indivíduo está posicionado. Fiz pequenas mudanças no Blog, excluí 27 publucações antigas que hoje considero equivocadas e horrríveis, mexi um pouco nas configurações, deixei de seguir alguns blogs, e pretendo escrever textos sem muitas delongas como fazia antes. Cá entre nós, é cansativo, e chato demais. Odiei-os. Para a minha surpresa constatei que muitos Blogueiros também pararam de escrever, inclusive, muitos deles, ante de mim. Outros excluíram os seus blogs. Mas para a minha grata surpresa e grande felicidade, dois Blogs que eu gosto muito, continuam na ativa: PIRILAMPOS E PINTASSILGOS . Do meu querido Mestre o Reverendo Luiz Caetano (Pastor Anglicano), e o Blog do meu querido Amigo e Irmão FERNANDO MARIN. Gostaria de dizer que há muito, não tenho mais a Página Circulo Teológico no Facebook, e nem pretendo refazê-la, pois o Circulo Teológico já compeletou o seu circulo no ciclo da minha existência. Não excluí o link da página nas postagens por ser uma grande e inútil "traballeira". Também fiz mudanças no meu Blog no WordPress AUSTRI JUNIOR - SOCIEDADE , e retornarei às dminhas atividades lá também. Embora os dois Blogs tenham como subtítulo e tema a "SOCIEDADE", não pretendo repetir ou duplicar as publicações de um no outro, e vice-versa. Salvo em raríssimos casos. Além dos Blogs, estou por aí, em quase todas as redes sociais, embora não muito ativo, exceto no Instagran, mas com muitas resalvas para seguir de volta e curtir as postagens de outrem, e às vezes, até mesmo publicar. Hora publico demais (depois deleto), hora fico bastante tempo sem publicar. Nos periodos eleitorais me faço mais presente. Mas peço por gentileza: não me aborreça, que eu não lhe aborrecerei. Aqui me despeço com um olá, e até logo, pois em breve publicarei aqui algum texto cuja relevância do assunto, ou tema em questão, chame a minha atenção... Atenciosamente, Austri Junior - Teólogo.
- Após retomar minhas atividades em meus Blogs, decidi que o Blog Austri Junior - Teologia, serveria ao propósito teológico. Lá eu escreveria sobre teologia, religião, fé, e assuntos inerentes e correlacionados à teologia. Aqui, neste blog as reflexões versariam somente sobre sociedade e temas correlatos, e realmente, eu tinha dois objetivos em mente: 1) não editar as mesmas postagens nos dois blogs; 2) não editar postagens longas. Certamente que, ao escrever as miinhas reflexões, não me prolongarei em minhas dissertações. No entantanto, textos acadêmicos precisam de reflexões e análises mais profundas. Quanto a não postar o mesmo artigo/reflexão no dois Blogs percebi que que há assuntos que interessam aos publicos-alvo dos dois Blogs, como por exemplo, a série sobre a Teologia do Domínio, que trarei aqui, após longa e detalhada pesquisa e estudo. A série traz em seu bojo, extensa abordagem social, política e teológica, e vai refletir e analizar: fé, comportamento, história, sociedade, igreja... Tal dissertação tem como alvo e título a: TEOLOGIA DO DOMÍNIO, SOCIEDADE E POLÍTICA NO BRASIL: GENEALOGIAS, DISCURSOS, MOVIMENTOS E DISPUTAS DE PODER - Uma investigação teológica, histórica, sociológica e política em 40 capítulos, por Austri Junior - Teólogo. Que serão publicados aqui no Blog Austri Junior - Sociedade, e lá no Blog Austri Junior - Teologia.
Aos interessados e estudiosos do tema desejo uma ótima e prazeirosa leitura. Aos não interessados, tudo que posso dizer é que estarão perdendo uma ótima oportunidade de adquirir conhecimento. Como os Blogs Sociedade e Teologia (por mim editados) têm como principio basilar a DEMOCRACIA, e o tema em questão mira também na democracia, fiquem a vontade para não ler.
Austri Junior - Editor
RETORNANDO
Após um longo periodo "sabático" que durou apenas nove anos e quinze dias (hoje), estou retornando às minhas atividades aqui no Blog, com a mesma propósta: conversar com vocês sobre os assuntos atuais que permeiam a nossa sociedade, sem a pretenção de apontar soluções, esgotar o assunto, condenar ou absolver. Outrora, eu escrevia sob o ponto de vista da teologia crítica. Doravante, escreverei basicamente sob o ponto de vista de um cidadão que pode ou não criticar por se indignar, ou, aplaudir por entender que tal assunto ou situação tenha alguma relevância, que possa ser boa ou ruim, segundo o meu ponto de vista, pois como disse Paulo Freire, "todo ponto de vista é a vista de um ponto". E isso evidentemente depende do indivíduo que está olhando, e onde esse indivíduo está posicionado. Fiz pequenas mudanças no Blog, excluí 27 publucações antigas que hoje considero equivocadas e horrríveis, mexi um pouco nas configurações, deixei de seguir alguns blogs, e pretendo escrever textos sem muitas delongas como fazia antes. Cá entre nós, é cansativo, e chato demais. Odiei-os. Para a minha surpresa constatei que muitos Blogueiros também pararam de escrever, inclusive, muitos deles, ante de mim. Outros excluíram os seus blogs. Mas para a minha grata surpresa e grande felicidade, dois Blogs que eu gosto muito, continuam na ativa: PIRILAMPOS E PINTASSILGOS . Do meu querido Mestre o Reverendo Luiz Caetano (Pastor Anglicano), e o Blog do meu querido Amigo e Irmão FERNANDO MARIN. Gostaria de dizer que há muito, não tenho mais a Página Circulo Teológico no Facebook, e nem pretendo refazê-la, pois o Circulo Teológico já compeletou o seu circulo no ciclo da minha existência. Não excluí o link da página nas postagens por ser uma grande e inútil "traballeira". Também fiz mudanças no meu Blog no WordPress AUSTRI JUNIOR - SOCIEDADE , e retornarei às dminhas atividades lá também. Embora os dois Blogs tenham como subtítulo e tema a "SOCIEDADE", não pretendo repetir ou duplicar as publicações de um no outro, e vice-versa. Salvo em raríssimos casos. Além dos Blogs, estou por aí, em quase todas as redes sociais, embora não muito ativo, exceto no Instagran, mas com muitas resalvas para seguir de volta e curtir as postagens de outrem, e às vezes, até mesmo publicar. Hora publico demais (depois deleto), hora fico bastante tempo sem publicar. Nos periodos eleitorais me faço mais presente. Mas peço por gentileza: não me aborreça, que eu não lhe aborrecerei. Aqui me despeço com um olá, e até logo, pois em breve publicarei aqui algum texto cuja relevância do assunto, ou tema em questão, chame a minha atenção... Atenciosamente, Austri Junior - Teólogo.
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