domingo, 4 de maio de 2014

Uma reflexão social


Conto
por Austri Junior
Revisado e atualizado as 14hs e 14mim.



Norma acordou cedo naquele dia. Ao abrir a janela do apartamento pôde constatar que o dia estava nublado, e uma leve garôa descia do céu. Do alto de sua janela contemplou as folhas das árvores molhadas, e poças d'água se formando nas imperfeições do asfalto. Levantou o olhar e contemplou o horizonte, onde só haviam prédios. Ela gosta dessa paisagem. Poucas são as pessoas que gostam de prédios e apartamentos, mas a norma é uma pessoa incomum, gosta de viver em apartamentos e não se cansa de observar com satisfação os prédios em seu derredor, como uma adolescente apaixonada. Após alguns minutos dirigiu-se ao banheiro, tomou um banho, escovou os dentes, preparou o café e sentou-se à mesa em sua sala, de frente para a janela, e enquanto saboreava um café forte com pouco açúcar, e rosquinhas salgadas, continuava com o olhar estendido para fora do seu apartamento a contemplar o céu nublado, escuro e cinzento. Ela ama quando o dia está assim. Era um dia de sábado, Norma queria aproveitar para descansar e ler um livro, antes de fazer o almoço. Ainda estava em dúvida se aproveitaria o dia para ler sem ter que interromper  a sua tão amada leitura para preparar o almoço, ou se telefonaria e pediria comida no restaurante próximo de sua residência. Resolveu então ler sem se preocupar... Deixaria essa decisão para depois, pois estava encantada com a leitura que começara no dia anterior dentro do coletivo, indo pra o trabalho. Ela sempre aproveitava todos os instantes que tinha disponíveis para fazer o mais gostava e se dedicar ao que mais lhe encantava: a literatura. Estava lendo "Cem anos de solidão". Então leu a manhã inteira e fez uma pausa para o almoço por volta das doze horas. Resolvera comer apenas uma salada, e voltou para a sua leitura e nela se perdeu até as oito da noite. Só se dera conta da hora avançada quando não deu mais ignorar o grito de fome do seu estômago vazio. Levantou-se comeu um sanduíche,  com pão integral 12 grãos, com uma queijo branco e ricota, algumas folhas de alface, e tomate cru. Tomou um banho quente e gostoso, novamente entrou debaixo de um edredom  quentinho tomou o livro em suas mãos, e retomou a leitura até adormecer, depois de ler por mais três horas com afinco.

Norma dormia tranquila e profundamente, quando um barulho na porta da sala a despertou e lhe fez levantar para verificar o que estava acontecendo. Mal abrira a porta do seu quarto que ficava no fundo corredor que dava para a sala, quando avistou dois homens encapuzados no seu apartamento, e um deles portava uma arma cromada na mão esquerda cujo brilho era impossível de não perceber mesmo na penumbra da sala iluminada pela luz do poste que vinha lá de fora. Pensou em correr para o quarto e trancar-se lá dentro mas não foi possível, o homem armado fora mais rápido que o seu pensamento assustado. Foi puxada pelos cabelos, arrastada para dentro do quarto e jogada em cima da cama com muita violência. Assustada, tentou correr para a janela e gritar por ajuda mas foi brutalmente impedida pela violência cruel e desnecessária do líder, que armado, ameaçou mata-la, se ela não ficasse quieta e não fizesse o que ele lhe mandasse. Então, Norma sentou-se na cama e compreendeu que a sua vida estava por um fio e que poderia ser cessada à qualquer instante se ela cometesse alguma imprudência. Então procurou ficar calma e tentou controlar o medo e a ansiedade.

O bandido ordenou-lhe:
- Diz onde estão os objetos de valor. Quero jóias, dinheiro, telefone celular, relógios, computadores portáteis...
Ela lhe respondeu:
- Só tenho um relógio.
TAFF!!! Foi o barulho que ecoou dentro do quarto, resultado da bofetada que o bandido lhe desferira no rosto.
- NÃO BRINQUE COMIGO!!! Esbravejou!
- Diz onde é que estão agora, se não eu vou matar você aqui mesmo!
O seu comparsa então disse:
- Não faça isso com ela...
- Cala a boca! Não te perguntei nada!!! Respondeu irado.
Norma respondeu calmamente: 
- Se você não acredita olhe você mesmo.
O bandido virou-se para o comparsa e ordenou: 
- Vasculhe tudo! E você, Dona, não me dê mais nenhuma ordem. Outra coisa: se ele encontrar alguma coisa de valor aqui, eu vou te matar só pará você aprender a não mentir mais para nenhum vagabundo!

O líder só falava gritando e com muito rancor. A sua face era horripilantemente assustadora. Ela trazia em si a cara da morte, uma feição sisuda e pesada, os olhos esbugalhados que transmitiam todo o mal dentro daquele homem que parecia disposto à qualquer coisa para conseguir os seus objetivos. Visivelmente drogado, movimentava-se com inquietude e impaciência, notavelmente alterado, com as suas pupilas completamente dilatadas.

Norma é uma mulher inteligente, calma e tranquila, recatada nos seu trinta anos de vida, solteira e estudiosa. Uma professora dedicada que ama a arte e a cultura, uma mulher dada à literatura e às relações com todos os tipos de pessoas, sem distinção de raça cor, credo e situação sócio econômica. Ela é simplesmente uma pessoa de bem e do bem que só tem palavras de conforto e edificação para a vida das pessoas. Por ser temente à Deus orava em silêncio, pedindo livramento. Sabia que se chorasse, se gritasse ou alterasse a voz, se orasse em voz alta ou tentasse "converter" o bandido, essas poderiam ser as suas últimas ações. Ela tem consciência  e sabedoria de que viva, seria muito mais útil para si e para a sociedade que tanto lhe intrigava enquanto objeto de estudo, tanto durante a graduação, quanto no mestrado e no doutorado em ciências sociais. Na universidade, tentava junto aos alunos construir uma dialética que pudesse analisar o universo criminoso que está se apoderando da sociedade pós moderna. Seu conceito sobre esses eventos cotidianos a levara a crer que o ser humano não está tão longe assim de suas origens, e que às essas origens está retornando já há muito tempo, gradual e continuamente. Agora ela estava diante do seu objeto de estudo, e se sobrevivesse, pensava nesse momento: teria muita coisa que discutir na academia. Diante de tal fato percebeu ainda mais, que, tantos quantos forem os debates e discussões, análises e reflexões, sejam elas na academia, nas igrejas ou em qualquer outra instituição política ou social, não seriam suficientes para compreender a natureza humana e o seu comportamento anti social, perverso e criminoso. Ainda assim, ela tinha ideias à respeito dos fatos que agora a colocara nas estatísticas que muitas vezes ela mesma elaborou.

O comparsa ladrão após revirar todo o apartamento voltou ao quarto e disse ao seu líder:
- Não achei nada. Agora vou ver aqui dentro...
- Tem certeza? Peguntou o bandido mau.
- Sim! Certeza absoluta.
- Começa a procurar, então!
Ao abrir a porta do guarda roupas o ladrão deparou-se com um relógio digital muito simples e entregou-o ao comparsa, em seguida achou a bolsa da moça, e ao despejar fora todos os objetos, encontrou um cartão do banco, e após quinze minutos de busca e depois de ter revirado todo o móvel, olhou para o colega e disse:
- Não tem nada aqui.
O ladrão irritado, olhou para a Norma e perguntou em tom de aspereza:
Porque você não tem nada em casa? É para não dar para o ladrão?!
Então ela, muito calma lhe disse:
- Eu não sou consumista.
- O que é isso, Dona? O que quer dizer consumista, vê se fala "língua de gente!"
- Quer dizer que eu não tenho o que eu não preciso e não compro o que não gosto. Eu não preciso de jóias e não gosto de telefones, uso um computador de mesa e quem precisar falar comigo liga para a minha casa.

O ladrão ficou com enorme interrogação na cabeça,  e iracundo por ter perdido o seu tempo ali naquele apartamento, pegou o relógio da vítima, pediu a senha do banco, e ela lhe deu prontamente. Em seguida apontou-lhe a arma para a cabeça, e um estampido a Norma ouviu, antes de despertar assustada de tão horrível pesadelo. Olhou ao seu redor e o quarto estava em perfeita ordem. Tudo não passara de um sonho ruim e um tremendo susto. Levantou-se, foi até a sala, verificou se a porta estava mesmo fechada. Faltavam quinze minutos para as cinco da manhã, uma chuva muito forte caia la fora. Olhou pela janela, e o tempo continuava nublado. Escovou os dentes, tomou um copo de leite, voltou para debaixo das cobertas e tomou em suas mãos o velho e companheiro livro do Garcia Marques, e retomou a sua leitura, mas não sem antes refletir sobre a violência na sociedade: O que leva os seres humanos às raias da maldade que nos fazem liberar tanto mau dentro de nós? Com certeza não são apenas as mazelas sociais - concluiu Norma, aliviada por ter tido apenas um sonho ruim, enquanto que para muitos, o que ela vivenciou no sonho é a mais pura e bruta realidade.
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sábado, 26 de abril de 2014

Dupla face!

Comportamento



Nós humanos estamos sempre nos relacionando aqui e ali. Desde muito tempo, sabe-se que o homem é um ser social e precisa se relacionar com outros da sua espécie - e até mesmo com outros animais de outras espécies como os animais domésticos ou domesticados -  isso é natural e faz parte do convívio social humano.  Entre algumas situações que envolvem os relacionamentos, é a relação de poder. Dependendo do caráter de uma pessoa, o poder irá lhe consumir, dominar, subir à cabeça. Há pessoas ás quais não se pode outorgar nenhum tipo de poder ou liderança, pois ela o transformará arma letal para humilhar, desprezar, ostracizar, corromper..., matar, literalmente ou não. 

As coisas pioram muito quando uma pessoa do nosso convívio, à quem consideramos amiga, ou quando um pessoa se nos aproxima se dizendo nossa amiga apenas para tirar proveito. Nós nunca sabemos qual é a real intenção de alguém. Por trás de um sorriso ou de palavras maravilhosas pode esconder-se a falsidade. Por isso devemos sempre dizer o que pensamos e sentimos sem medo de estar sendo politicamente incorreto, assim, as pessoas saberão quem nós somos de verdade.

Há pessoas por exemplo que nos parecem amigas, mas depois que - inclusive com a nossa ajuda - se elegem para algum cargo político, ou mesmo para diretor de uma escola, e até mesmo sindico do prédio acabam mostrando a sua verdadeira face e passam a desprezar os amigos,. Quanto mais alto o cargo, pior a pessoa fica, e ate mesmo finge não conhecer aquele ou aquela, com quem, outrora eram tão ligados. isso nos incomoda e ficamos pensando: "Como essa pessoa mudo!" mas na realidade essa pessoa não mudou. Ela só está externando o que era por dentro. Nós conhecíamos o seu exterior, o interior de uma pessoa somente Deus pode sondar. As pessoas possuem habilidades incríveis para inclusive esconder a sua real face, o seu real caráter e personalidade. Isso tem nome: Traição! 



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sexta-feira, 21 de março de 2014

Professor ou educador?

Educação

Nem todo professor é um educador


Na minha curta trajetória dentro das escolas públicas tive a oportunidade ver e aprender muitas coisas. Ao contrário do que parece, sou muito observador, mesmo quando estou conversando, brincando e sorrindo estou vendo tudo. Não falo nada, não jogo charadas nem piadas, mas nada me passa desapercebido. E quanto mais o tempo vai passando vamos ficando mais experientes. Quanto mais experientes, mais aprendemos a desenvolver um olhar clínico, e nesse ponto, mesmo à distância, eu vejo muitas coisas. Nessa efêmera trajetória pude observar com muita nitidez e com muita frequência duas situações:
1 - Nem todo professor é um educador;
2 - Há professores que não servem como educadores.
Praticamente as duas situações são a mesma coisa, porém há uma pequena diferença: o professor que não é educador pode se tornar educador algum dia, mas aquele professor que não serve como educador, jamais o será em dia algum. Porque aqui está a diferença: O educador já nasce educador!

Quantas vezes ouvimos dizer que "pau que nasce torto morre torto"? Bem, no caso do pau, pode ser verdade, a não ser que o jardineiro lhe faça uma intervenção "ortopédica" amarrando-o à uma haste fincada ao seu lado enquanto ainda esse está verdinho, ou em tenra idade, pois depois de velho, ou arrancado da árvore será impossível. Também sempre ouvimos dizer que profissionais não nascem profissionais, são construídos ao longo do caminho, também é verdade, mas o educador nasce educador e passa por um processo de aprimoramento e lapidação ao longo do caminho, enquanto estuda e se capacita para exercer a profissão de professor, e depois, quando já está ocupando a função. E é aí que conseguimos perceber se esse professor serve ou não serve para ser realmente um educador.

O texto está sendo escrito no gênero masculino mas estou me referindo à ambos os gêneros, portanto, tenho visto muitas professoras (e professores) com enorme apatia pelo seu trabalho e cheias de antipatia pelos seus alunos, são pessoas que não se importam o mínimo com a educação, muito menos com os seres humanos que dependem delas, são pessoas que estão lecionado porque "no magistério é muito mais fácil arrumar emprego", ou, ainda estão lecionando porque já estão "velhas para mudar de profissão e aventurar". 

Muitas moças - ouço isso com frequência da própria boca de quem fala - foram fazer pedagogia porque é fácil e barato, ou fizeram vestibular para a licenciatura em artes porque é fácil de passar... Não quero ser pejorativo e falar de uma ou duas classes especificamente, só estou citando alguns exemplos. Professores que não servem para ser educadores existem em todas as disciplinas e em todas as áreas do conhecimento, e não somente em escolas públicas mas também nas escolas particulares, nas universidades e nas faculdades. Quem estuda ou trabalha com esses profissionais sabem disso.

Boa parte de quem se diz educador está preocupado apenas com o contracheque no final do mês, uma outra parte está preocupada com as greves e assembleias, e uma minima parte - e demos graças a Deus por isso - estão realmente envolvidas com a educação e com os seus educandos. Já disse isso antes aqui no blog e vou repetir pois o texto pede:  "O professor é aquele que chega em sala de aula e oferece apenas o conteúdo, enquanto que o educador envolve e se envolve com a disciplina, com o conteúdo e com os educandos. Para ser um bom educador é preciso gostar de gente".

É verdade! Os professores que não servem como educadores adentram á sua sala de aula (algumas vezes ou sempre) mau humorados. Passam o conteúdo na lousa e mal explicam a matéria. Muitas vezes com exacerbada preguiça, mandam o aluno copiar do livro. Fico intrigado com isso: porque copiar do livro, se já está no livro? Não seria melhor explicar o conteúdo do livro, estimular o debate sobre o assunto, tirar as dúvidas dos alunos, incentivar a pesquisa sobre o assunto na biblioteca para estimular a leitura e o gosto pelo conhecimento, buscar pesquisar também na internet, utilizar formas lúdicas, interativas e alternativas com um bom gancho pedagógico dentro da sala de aula e fora dela...? Mas isso dá muito trabalho, e esse tipo de professor não quer fazer um mínimo esforço que seja, para o seu aluno aprender e crescer.

Dar aula é difícil, eu sei. Principalmente quando o aluno não quer aprender. Existem turmas difíceis, indisciplinadas, desrespeitosas. Existem estudantes que vão à escola para fazer de tudo, menos estudar.... Muitas escolas não tem biblioteca, muito menos laboratório de informática, falta material didático, um simples pincel para escrever, um simples livo para ler... Muitos alunos não têm acesso à internet em casa e nem interesse. A maioria não faz nem a tarefa para casa. Mas é aí que entra o professor/educador. Ele conquista a turma, envolve a turma com a sua matéria (mesmo que seja a matemática, pois essa é uma matéria que muitos não gostam ou têm medo dela). O educador pesquisa, busca incansavelmente e cria novos métodos de ensino, ajuda os educandos a superarem as suas dificuldades, atende-os nos horários vagos e até mesmo na hora do recreio, conversa com os seus educandos e com os pais deles. Nem tudo é caso para coordenação ou suspensão. Boa parte dos casos se resolvem com conversas, mas dá trabalho.

Tornar-se professor apenas para não ficar desempregado, ou porque é fácil passar no vestibular ou por qualquer outro motivo que não seja vocação é uma grande perda de tempo. É melhor fazer outra coisa. Para ser professor é preciso antes de tudo ser um educador, ou tornar-se um (contrariando o que eu disse acima: "O educador nasce educador"). Entretanto a maioria dos educadores já nascem educadores. Educadores são aquelas pessoas que gostam de pessoas. Pessoas crianças, pessoas adolescentes (que são as mais difíceis), pessoas jovens, pessoas adultas, pessoas... 

Pessoas são difíceis, as vezes são desrespeitosas, "mau criadas", cínicas, abusadas (e as vezes abusadas mesmo. No sentido literal da palavra, e por isso são difíceis). Há pessoas ríspidas, mau humoradas, negligentes, desleixadas (as vezes essas pessoas fedem no sentido literal da palavra). O educador sabe lidar com tudo isso e muito mais. Quando não consegue pede ajuda. Educadores não são super heróis invencíveis como esses dos gibis e dos desenhos animados. São seres humanos com problemas, dúvidas, dificuldades, vulnerabilidades e fraquezas.

Há dias em que o educador quer jogar tudo para o alto, e as vezes joga mesmo. Mas os educadores também sabem reavaliar as suas posições, sabem compreender a posição dos outros, praticando a alteridade e estão sempre dispostos a recomeçar e ajudar os outros. Também precisam de ajuda! Há professores e educadores que pelas dificuldades (amplas e gerais) mudam o vértice, desistem e vão embora. Não os julguemos, pois cada um sabe de si. De qualquer forma, os dois são heróis em enfrentar essa educação caótica que está aí: Salários baixos, violência nas salas de aula, desvalorização da categoria, burocracia nas leis (são deferidos em processos seletivos e não podem assumir porque o órgão público quer fugir ao vinculo empregatício). Falta de concursos públicos, falta de plano de carreira e salários... Todo herói tem a sua Kriptonita!

sábado, 8 de março de 2014

Apostasias e heresias nas igrejas que se dizem de Cristo

Comentário

Apostasias e heresias nas igrejas que se dizem de Cristo

Temos visto muitas coisas ruins acontecendo nas instituições eclesiásticas nesses últimos tempos, e muitas das vezes pensamos que essas coisas só acontecem aqui no Brasil. Ledo engano! As bizarrices que acometem e açoitam a fé cristã veem atravessando os séculos, desde que a fé cristã estabeleceu-se no mundo. Nesse breve comentário quero chamar a atenção dos meus leitores para as apostasias e heresias que estão acontecendo em algumas instituições que se dizem evangélicas e cristãs. Bem, essas instituições, estão muito longe da fé cristã, da doutrina bíblica e dos ensinamentos de Jesus, e eu não preciso nem dizer porque. Vocês lerão com os seus próprios olhos e mentes e chegarão às suas próprias conclusões. 

Além do Brasil, esse tipo de coisas acontecem na Austrália, nos EUA, na África... Em todas as partes do mundo. Apostasias e heresias como essas e outras mais, produzem mais apostatas e gera descrédito para o cristianismo e gera ao redor do mundo, mais e mais ateus. Ninguém em sã consciência quer envolver-se em bizarras contradições. Se tiver que escolher entre os que estão por aí divulgando ideias obscuras como essas abaixo transcritas, e os ateus, eu fico com os ateus, que têm todo o direto serem ateus. É melhor não crer do que distorcer a fé cristã e a doutrina bíblica.

Duas coisas me preocupam (e geram em minha mente profundos questionamentos):
1 - Porque existem pessoas que seguem essas ideias tão destorcidas, obscuras e nefastas?
2 - Onde estão os teólogos?

Já escrevi aqui um texto intitulado "Profissão Teólogo", onde transcrevo a fala do Dr. Julio Zabatiero que disse "... o povo prefere o sacerdote ao invés do teólogo." Bem, isso é verdade! Talvez seja por essas e outras, é que os teólogos estão com medo de se manifestarem, mas não é por isso que vamos nos calar. Esse é o papel do teólogo: Teologar, teologizar... Denunciar, resistir, não desistir de apontar os desvios, os falsos profetas, as heresias as interpretações erradas... O teólogo tem de cumprir hoje, o papel dos profetas do Antigo Testamento: Apontar o caminho, denunciar os erros. Não vamos confundir profetas com profeteiros, nem profecias com profetadas. 

Repito: Onde estão os teólogos? Estão escondidos nas faculdades? Estão escondidos nas igrejas pregando amenidades sem tocar nas feridas? Estão fazendo pregações politicamente corretas para não desviar os membros e perderem a arrecadação dos dízimos? Estão caminhando perdidos por ai sem vez e sem voz? Estão escrevendo livros acadêmicos? Onde estão os teólogos...?

*Acessem logo abaixo, os textos no Site Noticias Gospel Prime e entendam o meu comentário. 

Austri Junior
Editor do Blog Pensamento e Reflexões
 














Ensinamento não vale para homens 

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 Igreja sorteia armas durante culto e gera polêmica

Pastor afirma que trata-se de “evangelismo por afinidade” 

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 Igreja onde fiéis assistem ao culto nus causa polêmica


Muitos fiéis estão acostumados a vestir suas melhores roupas aos domingos, quando vão para o culto em suas igrejas. Contudo,... 


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 Cobra que matou pastor será usada de novo em culto no sábado

Quem vai assumir a igreja será Cody Coots, filho de Jamie, 
que continuará usando cobras nas ministrações 

Graças a Deus pelas mulheres! Sem elas, a vida não teria a Graça, nem graça...

Homenagem
por Austri Junior
Atializado as 10h 56min.

Sem as mulheres da minha vida, nada de tudo o que fiz até hoje,
não teria sido possível. Obrigado mãe, obrigado minha esposa.

Há um adágio popular que diz: "Se Deus fez   algo melhor que a mulher, então ele guardou para si". Apesar da polêmica religiosa que essa frase causa, ela traz em seu bojo uma grande profundidade. Deus fez o universo para os seres humanos e nos deu tudo o que precisamos, e tudo muito maravilhoso. Entretanto não há nada mais maravilhoso na criação do Senhor Deus que a mulher. 

Segundo a bíblia Deus retirou uma costela do homem para fazer a mulher, e diz outro adágio popular que é "para que os dois andem lado a lado". Partindo do princípio bíblico, sabemos que nesse momento da divina criação, surgiu a primeira família que teve os seus problemas, é claro, mas que cumpriu a sua função. Durante muito tempo a função da mulher no seio da família foi cuidar da casa e dos filhos, e há quem hoje pensa que isso foi ruim para as mulheres. Pode até ter sido, mas foi muito bom para os filhos delas, para a sociedade e para o mundo. Tínhamos seres humanos melhores.

Hoje a mulher está dominando o mundo que antes a subjugara, a tratara com enorme diferença e desprezo. A contribuição da mulher no seio da família ainda continua sendo primordial. Sabemos que nos lares onde as mães são ausentes, mesmo que fisicamente presentes, esses lares são conturbados e ali jazem famílias (se assim pudermos nomear) deterioradas. São essas famílias que adoecem a sociedade e geram o caos que estamos presenciando no mundo. Vemos aí a grande importância da mulher.

Creio realmente que de todas as maravilhas de Deus, quando o assunto é a humanidade, a mulher é a melhor, a mais importante, e também a maior das criações de Deus. Homens são tolos, imprudentes, inconstantes, não aguentam ficar doentes (uma gripe o e sujeito cai na cama e não se levanta mais). Homens são violentos machistas, autoritários, rudes... Que presente melhor Deus poderia dar ao homem e à humanidade além de uma mãe, uma esposa e uma filha, que estando a seu lado, o orienta, educa, conduz, cuida, ama, e até o mima nos momentos de enfermidades?

Mãe, esposa, filha..., a mulher é tudo isso e muito mais. É guerreira e cheia de fibra, ponderada, cheia de amor e misericórdia, cheia de compaixão e perdoadora... Sabemos que há mulheres que são ao contrário de tudo isso, e que há homens que também são o contrário de tudo que escrevi acima. Isso nos arremete à verdade de que essas características que descrevi sobre homens e mulheres são inerentes aos seres humanos. Entretanto há mulheres que são benevolamente mais humanas do que a maioria dos homens. Por isso à elas confiou o Autor da criação a missão de cuidar da humanidade. A humanidade, segundo a bíblia é a maior criação de Deus. A mulher é parte importantíssima dessa mesma humanidade da qual estamos falando. 

Se fosse o homem, o ápice dessa criação, Deus teria chamado José, e não Maria. Foi à uma mulher que Deus confiou a gestação do seu Filho e de todos os seus filhos. Foi às mulheres que Deus preencheu com o Dom de gerar filhos e filhas, à elas, as mulheres, é que foi dado o maior presente do mundo: O poder da gestação! Ao homem, coube a função de ser coadjuvante nesse filme lindo que é a vida. O papel principal é da mulher. Às mulheres pertencem todos os Oscars, Globos de Ouro, Kikitos... E todos os prêmios do mundo inteiro. Mas não podemos esquecer: Os dois, homens e mulheres precisam andar lado a lado, a humanidade se constrói com a participação dos dois. Deus abençoe e guarde as famílias. Deus abençoe e guarde a mulher no dia 08 de março, e para sempre! 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Acorda Brasil!

Opinião
por Austri Junior
Atualizado em 06/03/2014
as 19:14hs

Acorda Brasil!
Há quem diga que o ano de 2014 começa realmente hoje... Isso, devido às férias e ao carnaval. Mas para os políticos, principalmente os que "trabalham" no Congresso Nacional, o ano só vai começar na segunda feira. "Esse é um pais que vai pra frente" era o slogan da ditadura militar. De lá para cá, o Brasil cresceu, mas na realidade nunca foi para frente e está muito longe de ir. Enquanto os países que usam o calendário gregoriano (e os que não usam também) já estão em pleno vapor desde o dia 02 de Janeiro, o Brasil está começando hoje. Como podemos ser um pais que vai para frente se a principal engrenagem dessa máquina chamada Brasil, que é o Congresso não funciona direito. E mais, estamos em tempo de eleições e sabemos que da quinta feira em diante, Brasilia para. Entenda-se por Brasília, o Congresso Nacional.

Mas será que Brasília para mesmo? E, será que o ano no Brasil começa hoje mesmo? Brasília não é apenas o Congresso. Brasília é o povo que acorda as quatro ou cinco da manhã, para trabalhar e sustentar políticos corruptos que passeiam de jatos da FAB, consumindo o suor do povo candango e brasileiro transformado em querosene. Brasília são os comerciantes e empresários honestos que pagam impostos que são transformados em caixa dois..., o famoso mensalão, cujo julgamento e sentenças estão se transformando em uma grande pizza.

O ano já começou para milhares de trabalhadores e trabalhadoras. Brasileiras e brasileiros, que madrugam nos pontos de ônibus, estações de trens e metrôs em todo o pais. Mães e pais de família, que esperam e enfrentam todos os dias o lotação. E é lotação mesmo, pois anda tão cheio, que se tirar o pé do lugar, terá que viajar pendurado, apoiado em uma perna só (tipo Saci Pererê). O ano já começou em todo o Brasil para as pessoas que perderam os seus entes queridos, vitimas dos inúmeros casos de violências, nas ruas, no trabalho, no trânsito, em assaltos... Quantas pessoas já perderam a vida nesses 66 dias de vida (ou morte), decorridos em 2014. Dias esses, esquecidos pelos legisladores que legislam em causa própria, e legislam para que os bandidos tenham mais liberdade para matar, roubar e destruir, brincando de "seguir o mestre". 

O ano já começou para quem paga impostos, prediais, impostos dos automóveis, taxas de iluminação, água e esgoto..., e recebem em troca serviços da pior qualidade. O ano já começou para os pais e  para as mães de famílias desempregados, cujas contas estão vencendo...
Nesse ano veremos na TV, e ouviremos no rádio: 
- "Vou reduzir a violência";
- "Vou construir mais escolas e aumentar as vagas";
- "Vou construir hospitais e aumentar os leitos..."
Ou:
-"No meu governo diminuímos a miséria, reduzimos a fome, aumentamos o número de leitos nos hospitais, implantamos o 'Programa mais Médicos' que foi um sucesso, aumentamos o número de escolas e vagas nas creches..., aumentamos o desempenho da balança comercial, ampliamos o mercado de exportação..." 
O resultado disso não se vê. Porque será?

Com certeza ouviremos que o Brasil promoveu a copa das copas e que teremos a maior das olimpíadas do mundo... Pergunto: Nós queremos olimpíadas e copa do mundo que constroem estádios de futebol de primeiro mundo, e vilas olímpicas que depois ficarão obsoletos, ou servindo de cracolândia, ou queremos escolas e hospitais padrão fifa? É claro que queremos saúde, educação e segurança de qualidade e não engôdos e números maquiados, porque precisamos melhorar a nossa qualidade e quantidade de vida. 

Queremos e precisamos de mobilidade urbana para irmos e virmos em segurança, sem acidentes e atropelamentos, sem engarrafamentos quilométricos onde os motoristas ficam indefesos dentro dos seus automóveis à mercê dos assaltantes, ladões e assassinos. Queremos escolas para que o nosso povo tenha educação e os professores tenham onde ganhar o pão. Queremos hospitais para cuidar dos nossos enfermos com dignidade, e não vê-los se contorcendo de dores nos corredores dos hospitais ou pelo chão das enfermarias...

No pais que segundo a presidente (diga-se de passagem) incompetente, fará a "copa das copas", temos crianças que não têm um tênis para calçar para ir à escola. Temos crianças que a única refeição que faz durante o dia é na hora do recreio escolar. Temos doentes agonizando e morrendo à espera de uma vaga para tratamento médico, cirurgia, e até mesmo uma simples consulta. Temos milhares de pessoas e jovens desempregados, temos famílias chorando a morte de um ente querido, assassinado por adolescentes bandidos que não vão para a cadeia. Então, matar tornou-se corriqueiro e banal. Como eles mesmo dizem em entrevista às emissoras de televisão: 
"- Não vai dar nada!" E riem debochadamente, fazem funk e escarnecem.

Mas está tudo bem! O povo está feliz; temos praia, sol o ano inteiro, carnaval, cerveja, cachaça, mulheres fáceis nas baladas, nas esquinas..., com os glúteos totalmente à amostra principalmente na TV. Vamos ter a copa, as olimpíadas..., temos as novelas, Malhação, Big Brother... Temos "Mais Médicos", "Mais educação", educação integral, bolsa família, auxilio maternidade, auxilio reclusão para presidiários (bandidos e vagabundos)... Temos o funk, o lepo lepo, o axé, o pagode, o samba..., e os glúteos de fora, dançando, remexendo, balançando, rebolando pra lá e pra cá enquanto a imaginação masculina fértil, se deleita com a "imagem maravilhosa da mulher brasileira" que já foi "cachorra", e hoje é "cavala". Muito bom para o crescimento do turismo nacional, muito bom para o turista estrangeiro... Muito bom para o turismo sexual.

Acorda Brasil! Ou eu deveria dizer: "A corda, Brasil!" Estamos sufocando... Estamos sendo enforcados, estrangulados na ponta de uma corda grossa todos os dias, e a maioria não está se dando conta disso. Se as coisas continuarem a caminhar nesse ritmo e nesse rumo, vamos acabar todos dependurados em uma árvore, de onde não conseguiremos mais sair. As mudanças estão em nossas mãos, ou melhor: A mudança está nas pontas dos nossos dedos. Outubro vem aí...