domingo, 17 de fevereiro de 2013

A espera

Conto
Por Austri Junior

O sol começava dar sinal de que iria despontar em breve. Da praia, uma jovem moça olhava fixamente para o horizonte, donde podia ver a junção do mar com o céu, e entre nuvens que iam desde um tom cinza mais claro, até um tom mais escuro, e em algumas partes, tudo estava muito escuro, pois havia chovido muito durante a madrugada. Eram cinco horas da manhã, e ela já estava alí, com um "olhar comprido" mirando atentamente ao longe, enquanto as ondas do mar bravio, arrebentavam na areia. Juliana, môça bonita, de tez morena, de olhos grandes e amendoados, cabelos negros e lisos, já se encontrava nessa angustiosa espera desde as quatro horas da manhã. Durante esse tempo, Juliana caminhava de um lado a outro, vez em quando abaixava-se pegava uma estrela marinha e devolvia-a de volta ao mar, outras vezes, ecrevia algo na areia, ou então densenhava alguma coisa com uma varinha que apanhara alí na praia... Tudo quanto alí escrvia ou desenhava tinha a ver com o seu amor pelo "João da Canoa".

O João da Canoa recebera esse apelido ainda na  infância, pois quando moleque vivia roubando as canoas dos pescadores para dar uma "voltinha" pelos canais de mangues da Ilha das Garças(*), lugarejo que concentrava uma grande colônia de pescadores, e onde vivia com sua família. A sua mãe era catadora de caranguejos, e o seu pai era pescador. O João desde de tenra idade, contribuia  com a economia doméstica. Junto às irmãs, ajudava a sua mãe na cata de caranguejos nos manguesais da ilha, mas o que ele queria ser mesmo, era pescador como o seu pai, o Zé Catraeiro, o melhor pescador da região.

Juliana também era filha de pescadores, e durante a infância, enquanto o seu pai estava no mar, ela e os irmãos também catavam caranguejos com a mãe, assim como todas as famílias do lugar. Os habitantes da ilha pescavam tradicionalmente desde os seus antepassados, e em suas embarcações levavam tudo para o continente para vender ou trocar por provisões, aquelas que eles não tinham como plantar, ou produzir em seus próprios terrenos. A Ilha das Garças é um muito lindo lugar, habitado por gente pobre, humildes trabalhodras. Gente honesta e sonhadora que desejam uma vida melhor, e por isso trabalham incansavelmente, enfrentando os perigos da natureza, com muita coragem, bravura e determinação...

Como ninguém está livre das tragédias, principalmente as gentes pobres, Juliana  enquanto esperava na praia, pelo seu grande amor - eles namoravam desde a adolescência -  não conseguia deixar de pensar na trágica perda familiar, envolvendo de uma só vez a morte do seu pai, de um irmão, de dois tios, e do seu sogro, o João Catraeiro, de uma só vez, quando três anos atrás (ela ainda com dezessete anos e o seu namorado João com dezoito), saíram para o alto mar e foram surpreendidos por terrível e brava tempestade, e nunca mais retornaram. As embarcações de busca acharam somente destroços do barco de pesca em que estavam. Por isso a aflição da moça, que andava de um lado para o outro... As vezes se asentava em um tronco de árvore velho, que repousava deitado na praia, rezava com toda fé do mundo e pedia proteção para o marido João, enquanto fazia promessas, caso este chegasse em casa com vida. Pedia a Deus que permitisse ao marido ver o primeiro filho deles, que estava para nascer em apenas algumas semanas.

Por volta das seis horas da manhã, com o céu claro e poucas nuvens escuras espaçadas lá no alto, e o sol já esquentando a sua pele, Juliana agora acompanhada de outras aflitas esposas, mães e filhas, levantou a cabeça e foi então que viu, quando o barco do João brilhou lá longe. O sol com seus raios límpidos e lumimosos fazia refletir o mastro de alumínio da embarcação, aumentando as esperanças das famílias que alí estavam à espera dos seus queridos, enquanto o barco se aproximava da praia seguido por um grande bando de belas e brancas gaivotas. Bom sinal!

Mal o barco chegou à praia, o João pulou n'água e veio nadando ao encontro da sua amada. Juliana também lançou-se nas águas do mar agora mais mansas, cheia de saudades, em um mixto de euforia e alívio, caminhando contra as ondas que banhavam a sua barriga, e ao se encontrarem no meio do caminho, beijos, abraços e choros de felicidades. Juliana sentiu o bebê mexer dentro de si, e pensou: Graças a Deus!

(*) Nome fictício

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Um Olhar Teológico sobre as "igrejas de Cristo"

 
 Por Austri Junior - Teólogo

Nessa análise Teológica a nossa intenção não é denigrir a imagem de nenhuma instituição eclesiástica, e nem precisamos fazer isso, pois as próprias instituições estão se auto denigrindo. Como o título do nosso artigo denota, o nosso objetivo é lançar um Olhar Teológico - e por ser Teológico, precisa ser crítico e científico - sobre o que outrora  conhecíamos por "A Igreja de Jesus Cristo".

Escândalos sempre aconteceram na igreja, desde os primórdios e continuarão acontecendo sempre, por isso não vamos lançar aqui a pergunta que na boca da comunidade crente (todos os que creem), não quer se calar: "O que  está acontecendo com a igreja?" Hoje vemos que essa pergunta está ficando infantil, pois todos nós sabemos muito bem o que está acontecendo com as igrejas - corpo e instituição. O corpo está corrompido, e a instituição está sendo corrompida (pelo corpo).

A pergunta aqui não é "o que", muito menos "por quê?" Talvez a pergunta que precisamos fazer é:  "Para que?" 

- Para que a igreja quer, ou precisa de tantos recursos financeiros?

Bem, todos nós sabemos que vivemos em um mundo material, onde tudo e todos precisam das coisas materiais para existirem ou sobreviverem, e seria muita ignorância da nossa parte, se negássemos isso: A água é material, tijolos (para as construções), livros (para os estudos), bíblias (para as evangelizações), comida, vestimentas, transportes... Para as missões e evangelizações. Enfim, tudo isso é material, assim como o dinheiro, e sem o dinheiro (material), nenhuma missão conseguiria sobreviver, e não poderíamos providenciar as coisas espirituais na terra.  Lembremo-nos de que o Reino de Deus começa aqui. Tudo isso é fato, e é um fato consumado.

Posto isso, sobra então a ganância e o poder. Então, em poucas e simples palavras podemos dizer que a igreja instituição, os seus missionários, evangelistas, funcionários e os seus enviados, precisam de dinheiro para trabalhar e para sobreviver. Entretanto, algumas lideranças na igreja, querem dinheiro para ostentar a fama, a riqueza e o poder.

Ultimamente estamos "contemplando" situações caóticas envolvendo a Igreja e as igrejas, em escândalos financeiros, fraudes, e em algumas séries de questões que têm escandalizado cristãos e não-cristãos. Mas um fato me chama muito a atenção: Uma parte considerável da comunidade de crentes (todos os que creem), se escandalizam menos que os não-crentes, com esses escândalos. Basta observar o número enorme de pessoas que defendem os "lideres espirituais", ou então as suas denominações, quando o assunto é fraude ou falta de transparência. Que a instituição, os missionários e evangelizadores precisam do dinheiro nós não negamos, mas quando as instituições ou os seus líderes acumulam tanto dinheiro, e escondem esse fato, sonegando a transparência, a pergunta que devemos fazer é: "Para que?"

Ora, ninguém aqui é tão bobo assim, para que não saiba a resposta. Então, outra pergunta, é: "Porque as pessoas continuam ofertando?" Essa pergunta eu deixo para que os meus leitores reflitam e respondam. Pode ser aqui mesmo nos comentários. Tenho certeza de que cada um tem uma ou mais respostas.

Quero deixar claro que não sou contra a riqueza, e também não sou contra o poder. Entretanto, as igrejas e os seus líderes administram dinheiro doado, ofertado e dizimado pelo povo, e devem prestar contas desse dinheiro com transparência, e administrá-lo com honestidade. Sabemos que os pastores das igrejas precisam de salários, e devem sim, receber pelo seu trabalho.

Para finalizar, deixo vocês com três reportagens: 

1ª - Os pastores mais ricos do Brasil - segundo a Revista Forbes;

2ª - Os imóveis 'ocultos' do Vaticano em Londres - segundo os jornais ingleses;

3ª - O escândalo financeiro da 'igreja' Maranatha aqui no Espírito Santo (escrevi "igreja" porque Igreja com "I" maiúsculo é o corpo de Cristo - Pessoas. E, "igreja" com "i" minúsculo são as instituições).

Quanto às reportgens sobre as riquezas dos "pastores evangélicos", Silas Malafaya é o único - que tenho notícias - que está contestando essa afirmação. No fim dessa postagem (após as reportagens a seguir), você poderá assistir ao video da entrevista do Malafaya no programa "De Frente com Gabi", do SBT.

Austri Junior - Editor do Blog Educação, Cultura e Sociedade

        

Forbes lista os seis líderes evangélicos mais ricos do Brasil


Com fortuna de R$ 2 bilhões, Edir Macedo é o pastor evangélico mais rico do Brasil, diz revista.




A revista “Forbes” listou os milionários entre os bispos fundadores das maiores igrejas evangélicas do Brasil. Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, tem fortuna estimada em quase R$ 2 bilhões e lidera a lista AgNews
“Religião sempre foi um negócio lucrativo.” Assim começa uma reportagem da revista americana “Forbes” sobre os milionários bispos fundadores das maiores igrejas evangélicas do Brasil.
A revista fez um ranking com os líderes mais ricos. No topo da lista, está o bispo Edir Macedo, que tem uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, segundo a revista.
Em seguida, vem Valdemiro Santiago, com R$ 400 milhões; Silas Malafaia, com R$ 300 milhões; R. R. Soares, com R$ 250 milhões; e Estevan Hernandes Filho e a bispa Sônia, com R$ 120 milhões juntos.

Os seis líderes evangélicos milionários, segundo a “Forbes”
Nome – Fortuna – Igreja
Edir Macedo – R$ 2 bi – Igreja – Universal do Reino de Deus
Valdemiro Santiago – R$ 400 mi – Igreja Mundial do Poder de Deus
Silas Malafaia – R$ 300 mi – Assembleia de Deus Vitória em Cristo
R.R. Soares – R$ 250 mi – Igreja Internacional da Graça de Deus
Estevam Hernandes Filho e bispa Sônia – R$ 120 milhões – Igreja Renascer
Fonte: “Forbes”
Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, além de ser o pastor mais rico do Brasil, possui templos até nos Estados e um jatinho particular, de modelo Bombardier Global Express XRS, estimado em R$ 90 milhões.
Macedo tem 10 milhões de livros vendidos, alguns deles extremamente críticos à Igreja Católica e a algumas religiões africanas.
Seu maior movimento aconteceu na década de 1980, quando adquiriu a rede Record, a segunda maior emissora do Brasil. Além disso, é dono do jornal “Folha Universal”, que tem uma circulação de 2,5 milhões de exemplares, e da gravadora Record News.
Seguindo os passos de Macedo, Valdemiro Santiago é ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Após se desentender com o chefe, ele fundou sua própria igreja: a Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem 900 mil seguidores e mais de 4.000 templos, muitos deles adornados com imagens dele. Sua fortuna é estimada em R$ 400 milhões.
Silas Malafaia é líder da Assembleia de Deus, a maior igreja pentecostal brasileira. Entre os pastores, ele é o mais polêmico, e se envolve frequentemente em controvérsias com a comunidade gay do Brasil, já que declara ser o maior opositor ao casamento gay.
Ele também é uma figura proeminente no Twitter, onde possui mais de 440 mil seguidores.
Em 2011, Malafaia, cuja fortuna é estimada em R$ 300 milhões, lançou uma campanha a fim de arrecadar R$ 1 bilhão para a sua igreja, com o intuito de criar uma emissora de televisão global, que seria transmitida em 137 países. Os interessados podem contribuir com somas a partir de R$ 1.000, e em troca receberão um livro.
Já o cantor, compositor e televangelista Romildo Ribeiro Soares, conhecido como R. R. Soares, é possivelmente o mais multimídia entre os pastores brasileiros. Fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, R. R. Soares é uma das faces mais regulares da TV brasileira.
Ele também é ex-membro da Igreja Universal do Reino de Deus, além de ser cunhado de Macedo. Autointitulado “missionário”, tem uma fortuna estimada em R$ 250 milhões. Seu jatinho particular, de modelo King Air 350, custa “apenas” R$ 10 milhões.
Fundadores da Renascer em Cristo, o “apóstolo” Estevam Hernandes Filho e sua mulher, a “bispa” Sônia, possuem mais de mil igrejas no Brasil e no exterior – várias delas na Flórida, nos Estados Unidos.
Com uma fortuna estimada em R$ 120 milhões, o casal foi manchete dos jornais internacionais em 2007,quando foram presos em Miami sob a acusação de levarem consigo mais de R$ 100 mil não–declarados. Algumas notas estavam escondidas em meio às páginas da Bíblia, segundo agentes norte-americanos.
Eles voltaram ao Brasil um ano depois, onde respondem por outros crimes, entre eles a queda do teto de um de seus templos, que deixou nove pessoas mortas em 2009.
Entre seus ex-fiéis mais conhecidos, está o jogador de futebol Kaká, que doou mais de R$ 2 milhões no período em que frequentou a igreja. Ele deixou a instituição após as denúncias de fraude envolvendo o casal Hernandes.
Ser um pastor evangélico no Brasil é o sonho de muitas pessoas, de acordo com a Forbes. Diferente de muitas igrejas protestantes, que requerem que seus pastores tenham uma graduação, as igrejas neopentecostais brasileiras oferecem cursos intensivos para “criar” pastores com um custo de R$ 700, para poucos dias de aula.
Não é apenas uma questão de dinheiro – Malafaia, por exemplo, chega a pagar salários de R$ 20 mil a seus pastores mais talentosos – mas também de poder, segundo a reportagem.
Muitos pastores brasileiros conseguiram passaportes diplomáticos últimos anos. Alguns, especialmente os mais ricos, são cortejados por políticos em época de eleições. Para finalizar, igrejas são isentas de impostos.
Crescimento dos evangélicos
A Forbes também destaca o crescimento dos evangélicos no Brasil –de 15,4% para 22,2% da população na última década–, em detrimento dos católicos. Hoje, os católicos romanos somam 64,6% da população, ou 123 milhões de brasileiros. Os evangélicos, por sua vez, já somam 42 milhões, em uma população total de 191 milhões de pessoas.
Para a revista, um dos motivos do crescimento de religiões evangélicas se dá graças à teologia da prosperidade, segundo a qual o progresso material é resultado dos favores de Deus. Enquanto o catolicismo ainda prega um olhar conservador sobre o além-vida, os evangélicos –sobretudo os neopentecostais– são ensinados a ter prosperidade nesta vida.
A fórmula parece estar funcionando. De acordo com a revista, os evangélicos formam uma parte da nova classe média brasileira, conhecida como classe C. Enquanto isso, os mais ricos e os mais pobres permanecem católicos.
Os evangélicos não só usufruem de seus bens como doam uma parte de sua renda à igreja – prática conhecida como “dízimo” e que também está presente em outras religiões cristãs. Isto faz com que certas igrejas pentecostais sejam negócios altamente lucrativos, e seus líderes, milionários. É a chamada “indústria da fé”.
Do UOL, em São Paulo
18/01/201313h20 > Atualizada 18/01/201316h25
http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/01/18/forbes-lista-os-seis-lideres-milionarios-evangelicos-no-brasil.htm
***




Vaticano é dono oculto de imóveis caros 

em Londres

Publicidade
DO "GUARDIAN"
Tradução de PAULO MIGLIACCI

Poucos turistas em visita a Londres imaginariam que as instalações da refinada joalheria Bulgari em New Bond Street têm qualquer conexão com o papa. O mesmo vale para a sede do próspero banco de investimento Altium Capital, na esquina de St. James' Square e Pall Mall.
Mas esses edifícios de escritórios em um dos bairros mais caros de Londres são parte de um surpreendente império secreto de imóveis comerciais do Vaticano.
Por trás de uma estrutura disfarçada por companhias de paraísos fiscais, a carteira internacional de imóveis da igreja foi expandida ao longo dos anos, com o uso de dinheiro pago originalmente por Mussolini em troca do reconhecimento do regime fascista pelo papa, em 1929.
Desde então, o valor internacional desse patrimônio criado com a ajuda de Mussolini vem crescendo até atingir os 500 milhões de libras.
Em 2006, no auge da mais recente bolha imobiliária, o Vaticano investiu 15 milhões de libras desse dinheiro para adquirir o imóvel do nº 30, St. James' Square. Outros imóveis britânicos controlados pela igreja ficam em 168 New Bond Street e na cidade de Coventry. O Vaticano também controla edifícios de apartamentos em Paris e na Suíça.
O aspecto surpreendente da história, para alguns, será o esforço do Vaticano para preservar o sigilo sobre os milhões de Mussolini. O edifício da St. James' Square foi adquirido por uma empresa chamada British Grolux Investment, que detém outros imóveis no Reino Unido.
O registro de empresas britânico não revela os verdadeiros proprietários da empresa e não menciona o Vaticano.
Menciona dois acionistas nominais, ambos proeminentes executivos bancários católicos: John Varley, que até recentemente presidia o Barclays Bank, e Robin Herbert, ex-executivo do banco de investimento Leopold Joseph.
O "Guardian" enviou cartas a ambos perguntando a quem eles representavam, mas não recebeu respostas. A lei britânica permite que os verdadeiros proprietários de uma empresa sejam protegidos por sócios nominais.
BANQUEIRO
Os investimentos com o dinheiro de Mussolini no Reino Unido são controlados hoje, em companhia de outras propriedades europeias e de uma subsidiária de câmbio, por um funcionário do Vaticano em Roma, Paolo Mennini, que opera como banqueiro de investimento do papa.
Mennini comanda uma divisão especial do Vaticano, a divisão extraordinária da Amministrazione del Patrimonio della Sede Apostolica, que administra o chamado "patrimônio da Santa Sé".
De acordo com um relatório do Conselho da Europa no ano passado, que investigou os controles financeiros do Vaticano, os ativos controlados pela divisão de Mennini superam € 680 milhões.
Embora o sigilo quanto à origem fascista da riqueza papal pudesse ser compreensível durante a guerra, o que fica menos claro é o motivo para que o Vaticano tenha continuado a guardar segredo sobre suas propriedades em Londres mesmo depois que sua estrutura financeira foi reorganizada, em 1999.
O "Guardian" perguntou ao representante do Vaticano em Londres, o núncio apostólico Antonio Mennini, por que o papado continuava a manter tanto segredo sobre seus investimentos imobiliários na cidade. Também perguntou em que o papa gastava a receita gerada por eles.
Confirmando sua tradição de silêncio sobre o tema, um porta-voz da Igreja Católica afirmou que o núncio nada tinha a declarar.
 23/01/2013 - 05h00

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1218976-vaticano-e-dono-oculto-de-imoveis-caros-em-londres.shtml


 
27/11/2012 18h14 - Atualizado em 27/11/2012 18h14
 

Justiça afasta cúpula da Igreja Maranata, 

no Espírito Santo

26 pessoas são suspeitas de participar de esquema de desvio de dinheiro.
Igreja Cristã Maranata disse que vai colaborar com as investigações.



Ministério Público levou vários malotes com documentos para serem analisados por promotores, em Vila Velha (Foto: Reprodução/TV Gazeta) 

Operação cumpriu mandados na Grande Vitória
(Foto: Eliana Gorritti/ G1ES)
  

Operação cumpre mandados na Grande Vitória. (Foto: Eliana Gorritti/ G1ES)  
Ministério Público levou vários malotes com 

documentos para serem analisados por promotores, 
em Vila Velha (Foto: Reprodução/TV Gazeta)


A Justiça Estadual afastou toda a cúpula da Igreja Cristã Maranata no Espírito Santo, nesta segunda-feira (26). Vinte e seis pessoas são suspeitas de participar de um esquema que desviou dinheiro do dízimo dos fiéis. De acordo com o Ministério Público Estadual (MP-ES), que investiga o caso por meio da operação "Entre Irmãos", esse desvio pode ultrapassar R$ 21 milhões.
No mesmo dia, investigadores estiveram na sede administrativa da Maranata, em Vila Velha, na Grande Vitória, e apreenderam diversos documentos, que serão analisados por promotores. Por meio de nota, a igreja disse que "acredita que todos os pontos da investigação serão apurados devidamente pela Justiça" e que vai colaborar com as investigações.
Os suspeitos tiveram os bens bloqueados e terão que disponibilizar dados bancários e fiscais aos investigadores. De acordo com o MP-ES, a fundação recebeu R$ 1,8 milhão entre 2005 e 2011, sendo um deputado o maior doador: com R$ 860 mil repassados. As investigações ainda apontam o nome de outros parlamentares como doadores.
As quantias foram repassadas à fundação por meio de emendas parlamentares, uma forma que os deputados têm de definir para onde vai o dinheiro do governo. A suspeita é de que essas doações sejam com dinheiro desviado.
Outro lado 
A Igreja Cristã Maranata informou, por nota, que "recebe com serenidade a ação realizada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo na manhã desta segunda-feira e acredita que todos os pontos da investigação serão apurados devidamente pela Justiça". "A igreja avalia que esta será uma importante oportunidade para que as dúvidas levantadas a respeito da idoneidade da instituição e dos seus gestores sejam eliminadas de uma vez por todas. Da parte da Igreja Cristã Maranata, desde que surgiram as primeiras denúncias internamente, todas as medidas necessárias e cabíveis foram tomadas. Da mesma forma, à época, colocou-se proativamente, à disposição das autoridades, levando até as mesmas as denúncias e solicitando a averiguação dos fatos. A Igreja Cristã Maranata reafirma a sua disposição em contribuir para o esclarecimento das denúncias e a sua confiança no trabalho do Ministério Público e da Justiça", diz a nota.

O MP-ES deixou a sede administrativa da Igreja Maranata, nesta segunda-feira, após nove horas do início da operação "Entre Irmãos". O órgão procura indícios que comprovem um suposto esquema de desvios de dinheiro do dízimo, além de lavagem de dinheiro, falsificações de documentos e ocultação de bens da igreja. No total, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos neste dia.
Pela manhã, eles também recolheram documentos na Fundação Manoel Passos Barros, na Serra, na região Metropolitana, entidade mantida pela Maranata. O órgão disse que há indícios de desvio até de emendas parlamentares destinadas à fundação.

As investigações da operação "Entre Irmãos" começaram em fevereiro deste ano. O MP-ES afirmou que os desvios aconteciam por meio de pagamentos feitos com notas fiscais ilícitas. Ao mesmo tempo, a Polícia Federal realizou outra operação, que também tem como alvo a Igreja Maranata, mas essas investigações correm em segredo de Justiça.

Agora, o Ministério Público segue com as investigações através do depoimento de testemunhas, eventuais colaboradores e membros da Igreja que tenham informações de irregularidades na gestão. Foram notificadas 26 pessoas para prestarem esclarecimentos a partir dos próximos dias. Outros colaboradores que quiserem auxiliar nas investigações podem entrar em contato com a instituição por meio dos promotores de Justiça do Gaeco, ou pelo telefone 127, da Ouvidoria do MPES, que recebe denúncias sem a necessidade de identificação.
Para ler mais notícias do G1 Espírito Santo, clique em g1.globo.com/es. Siga também o G1 ES no Twitter e por RSS.
saiba mais

 Do G1 ES
 http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2012/11/justica-afasta-cupula-da-igreja-maranata-no-es.html



Silas Malafaya "De Frente com Gabi"
 


Acesse o link abaixo, e assista aos videos que foram entregues ao Ministério Público, por um ex-membro da IURD:


Acesse também o link abaixo, para ler a reportagem: 

Teologia da Prosperidade – Bastidores da Igreja Universal

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Na alma, saudades...

 Por Austri Junior

Pensamentos confusos,
sentimentos embolados...
No  peito, um coração apertado, magoado,
na alma, saudades...
Saudades machuca, dói, consome a alma.
As lembranças nos fazem chorar, mas acalma...

Pensamentos clareando,
sentimentos curando... Coração desafogando!
Na alma, ainda saudades...

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Os "Ratos" e a ética

Tenho pensado muito nas (últimas) palavras que o "tio Ben" disse para o "Peter Parker", quase que em um "ato profético", ou quem sabe, lá no fundo (ou no raso mesmo), ele sabia que o seu sobrinho era o "Homem Aranha". Ben Parker sabiamente aconselhou o seu jovem sobrinho, que com tão tenra idade, já carregava sobre os ombros o peso de "salvar a humanidade".


Disse ele (mais ou menos assim) para o jovem in-deciso, in-seguro, in-certo:
"Com grandes poderes, vem as grandes responsabilidades".
Essa frase ficou famosa e ganhou o mundo. Quase todos conhecem esse legado sapiente que o tio Bem deixou para o sobrinho Peter, que, evidentemente, no momento de tomar decisões importantes, antes de camuflar-se sob a identidade do Spider Man, ponderou, pesou, mediu e "ouviu" essas palavras, que ecoaram forte e poderosamente em sua mente heroína.


Penso que as palavras do Ben Parker precisam ser ensinadas nas escolas, nas igrejas, nas faculdades, nos cursos de pós graduações... na política, por onde quer que passemos, com quem quer que falemos. É sobre tudo, uma questão de ética.


Nos últimos tempos temos visto e ouvido falar em muitos escândalos, políticos, finaceiros, administrativos,, eclesiásticos... todos passando pela falta da ética, e pelo excesso da ganância, onde a desonestidade, e os interesses pessoais sobrepujam os interesses coletivos e o bem estar dos outros. Ouvi muito duas frases muito negativas e decepcionantes, mesmo porque, saíram da boca de uma pessoa que eu admirava muito, e a tinha em mais alta conta. Isso se deu entre os anos de 2010 a 2012. As frases ditas, são:
- "Quando a farinha é pouca, o meu pirão primeiro";
-  "Eu não vou sacrificar o meu trabalho, a minha posição e a minha família  por ninguém!"


Com toda certeza eu não precisarei sacrificar a minha vida ou família por nada ou ninguém, se eu tiver compromisso com a verdade e com a ética, com o certo e o correto. Se eu não compactuar com as coisas erradas e não me esconder por detrás de uma máscara de bondade, não precisarei manipular as pessoas, e nem maquiar os fatos... Mas se eu não me posiciono corretamente e não assumo atitudes positivas e coerentes, certamente terei que sacrificar alguém para manter a minha vida, a minha família, o meu trabalho e o meu salário, quando a bolha estourar.


Na condição de presidente da república, pastor de uma instituição eclesiástica, coordenador de algum progama social, diretor de uma escola, professor, ou mesmo de um "simples subalterno", ou quem sabe um "simples estagiário", o meu compromisso deve ser com a verdade, com a coerência... Se a minha função é cuidar dos outros, e, principalmente se esses outros forem  pessoas que não têm vez ou voz, então devo mergulhar profundamente na minha tarefa, e realmente cuidar daqueles que precisam de mim, e não virar-lhes as costas para não sacrificar a minha posição. Não posso ser omisso com os pequeninos e conivente com os ratos perversos e hábeis em furtar as oportunidades dos outros para "se dar bem".


A ética e a responsabilidade devem nos acompanhar em nossos fatos e feitos, e se preciso for, nademos contra a maré e lutemos contra tudo e contra todos os ratos, incluindo os ratos oportunistas, os ratos omissos, e  os ratos covardes... Lembre-se: Não conte com o apoio daqueles que lhe procurava para se queixar da injustiças e desmandos, das omissões e das explorações dos ratos oportunistas. Quando a bolha estourar, esses "amigos" que choramingavam vão sair correndo e vão lhe abandonar. Você estará sozinho, pois aqueles que reclamavam, e que você pensava que eram seus amigos, você descobrirá às duras penas que eles não eram quem você  pensava que fossem, você descobrirá que esses não passam de ratos covardes e omissos, que vão correr e se esconder nos bueiros, que é o lugar deles. Ratos não conhecem o que é compromisso e nunca ouviram falar de ética. Ratos são apenas ratos. São espertalhões mas são covardes, e fogem ao mínimo sinal de perigo.


Lembre-se:  "Com grandes poderes, vem as grandes responsabilidades".
Por último, gostaria de  ponderar que por menor que sejam os nossos poderes (não precisamos ser super e muito menos heróis), grandes serão sempre, as nossas responsabilidades.

Austri Junior - Editor

Redes Sociais

As redes sociais são ferramentas fortes e poderosas, e são muito importantates nos dias atuais. As redes sociais também são grandes aliadas das quetões sociais, na divulgação do trabalho e da capacidade profissional das pessoas, mas infelizmente, de uma forma geral, são muito mal usadas, e revelam o vazio cultural e intelectual das pessoas. Também revelam o caráter dos seus usuários, é só ficar atento e fazer as leituras certas, que perceberemos como cada um é na íntegra. As pessoas refletem nas redes o que elas são em suas vidas pessoais: Cultas, ignorantes, intelectuais, preguiçosas, comprometidas, desinteressadas, religiosas, atéias, educadas, "grossas", finas, gentis, abusadas, mal humoradas, bem humoradas... O que as pessoas são em suas vidas, isso se reflete na internet (já falamos sobre isso aqui no Portal do Professor Austri Junior, no post "Relações nas Redes Sociais - Fechando o Assunto" (acabei de perceber que esse assunto não pode ser "fechado"). 

Tenho criticado duramente o mal uso da internet e o mal uso das redes sociais. Tenho alertado o quanto as pessoas são fúteis e vazias, inúteis e ignorantes, quanto ao poder e utilidade tanto do facebook, quanto do twiter. Os usuários de blogues também não ficam atrás. Quando se trata de blogues que tratam de assuntos fúteis, o número de seguidores é de cair o queixo, assim como as páginas (de "abobrinhas") no face e os twiters dos "famosos". Quando postamos porcarias (no face, por exemplo), o número de comentários é absurdamente enorme. Quando postamos algo útil e maduro, raramenete conseguimos algum comentário. Será que isso só acontece comigo, ou acontece contigo também? Se isso não acontece com a maioria das pessoas que estiverem lendo esse post, eu vou crer que estou cercado de pessoas ignorantes e vazias no facebook (com algumas excessões, é claro). Para ser sincero, não tenho muito desse  problema no twiter e nem no gloogle +, apenas no facebook (que diga-se de passagem está totalmente "orkutzado").

Uma aluna do 5º ano (antiga 4ª serie), que era minha amiga no meu antigo pefil no facebook denominado "AUSTRI JUNIOR - CULTURA E SOCIEDADE", comentou com os coleguinhas da classe dela: "O perfil do 'tio' Austri só tem lixo". É claro que é compreensível, que para uma menina de dez anos, postagens sobre política, cinema, teatro, artes, cultura, teologia, filosofia, educação Beto Guedes, Chico Buarque, Caetano Velozo, John, Paul, George, Ringo... Só pode ser "lixo" mesmo. Aliás, não somente para ela, mas para mais de 90% dos adultos que conheço. Como eu não tenho atualizações de ninguém (eu recebo apenas as atualizaçoes das páginas que sigo, com o objetivo de alimentar os meus perfis e as minhas páginas), fui até o perfil da aluna em questão para ver o que continha. Caí na rizada e dei muitas gargalhadas quando vi as (para mim) asneiras que ela postava: Carrossel, Cirilo, Maria Joaquina, coisas sobre unhas postiças, maquiagens, bonecas, correntes do tipo: se você gosta compartilhe, se não gosta só olhe, e por aí  a fora... É claro (apesar de ter gargalhado) que as postagens dela estavam de acordo com a idade dela, e de acordo com a sua feminilidade. Eu  consegui compreender isso. O pior de tudo, é quando vejo as mesmas coisas nos perfis de pessoas adultas, e o pior ainda, é quando essas pessoas são "educadoras". As redes sociais e a internet precisam ser melhor utilizadas, pelo menos pelos adultos. Muitos adultos têm em seus perfis, coisas mais infantis do que as coisas que essa menina posta no perfil dela. 

Tenho como objetivo o uso das redes socias com respoNsabilidade. Porém, acredito que isso só ocorre nas redes sociais do tipo LinkedIn, onde as pessoas só constroem perfis profissionais (e mesmo assim, mentem em seus currículos), com o objetivo de divulgar as suas empresas, os seus trabalhos, as suas capacidades profissionais e os seus currículos, pois as redes sociais profissionais servem para que as pessoas se vendam e vendam os seus trabalhos para os interesados em bom profissionais, e para que os bons profissionais consigam bons empregos.  

Nas redes sociais comuns, muitas pessoas além de "detonar" com a lingua portuguesa assinam todos os dias atestados de burrice, de incompetência, de incapacidade intelectiva, e um grande vazio mental.  

Quando escrevo as minhas críticas ao comportamento negativo e vazio das pessoas nas redes sociais, há pessoas que (errôneamente) interpretam as minhas críticas como ressentimentos, e não são. Estou apenas descrevendo claramente as minhas idéias, pensamentos e visão a cerca do assunto (muitos estão tão envolvidos nessa situação negativa das redes sociais que não conseguem enxergar o que poucos enxergam). O que estou fazendo aqui e em outras oportunidades, são duras críticas sociais e educacionais aos comportamentos vazios, não estou  descrevendo sentimentos pessoais. Talvez o meu erro esteja em citar as minhas experiências pessoais para exemplificar os fatos. Isso deve estar confundindo as pessoas, o que as fazem se confundirem em suas hermenêuticas a cerca das críticas que faço. Há quem diga que faço críticas duras demais. Bem, talvez eu esteja sendo muito duro mesmo, mas não vou amenizar essas críticas, como também não deixarei de fazê-las. Também não vou me desculpar por isso. Tenho como objetivo, fazer com que as pessoas reflitam sobre o assunto.

Por Austri Junior - Editor 

Leia abaixo alguns exemplos concretos do mau 

(ou mal) uso das (e nas) redes sociais:

   

"Geito", "Ispírito" e "fulga": veja as gafes dos famosos nas redes sociais

Luciana Gimenez escreveu a palavra “jeito” com a letra “G” e não gostou de ser criticada sobre o deslize.


Luciana Gimenez perdeu o sono na noite dessa quinta-feira (17). A apresentadora, que está de férias nos Estados Unidos desde o fim do ano passado, se irritou ao ser corrigida por um seguidor após escrever errado no Twitter.

“Magra e feliz! Cada um e de um geito não gosto ae dobras” (sic), escreveu Luciana não sendo muito clara no que quis dizer. Após ser corrigida por escrever “jeito” com “G”, a apresentadora perdeu a linha. “Jeito e com G se eu quiser no Twitter que e MEU. Quem quiser vai seguir outras pessoas do jeito que gostarem” (sic), desabafou a apresentadora.
Após ser apoiada por alguns seguidores, Luciana resolveu escrever as publicações seguintes todas erradas, de propósito. “Estou de firias”; “RealmInte os braZileiros Sao obSSEcados com o portugueZ...”; “Sera que Encomoda tanto quanto a criminalidade os aSsaltos os tiros a falta de vergonha na cara # enquete ou alguns erros de portugueZ?”, ironizou.
Luciana não foi a primeira a cometer algum deslize de português no Twitter e se irritar com os seguidores.

iG Gente |
Fonte: IG http://gente.ig.com.br/2013-01-18/geito-ispirito-e-fulga-veja-as-gafes-dos-famosos-nas-redes-sociais.html

A Luciana Gimenez não é a primeira e não será a última a cometer erros ortográficos (eu mesmo cometo muitos, todos os dias). Ela também não é a primeira que trata com "grossura" e deboche, as pessoas que se arriscam em corrigir os erros de outrem. E é isso que está errado. (Austri Junior)

 ***

Celebridades brasileiras ainda engatinham no Twitter

Poderosa ferramenta de marketing, a rede social tem ganhado cada vez mais espaço em Hollywood. No Brasil, porém, o uso ainda é pouco explorado 

Carol Nogueira

As redes sociais se transformaram em ferramenta obrigatória na carreira das celebridades. Se em seu início Twitter e Facebook, por exemplo, eram vistos com alguma reserva - em função do alto potencial de exposição da vida privada -, hoje esses dois recursos ocupam papel de destaque nas estratégias de divulgação da carreira e também dos trabalhos em que estão envolvidos os famosos. Rick Sorkin, vice-presidente do WhoSay, mídia social que oferece um serviço exclusivo nos Estados Unidos para espalhar conteúdo de celebridades e pessoas influentes em geral, afirmou em dezembro à revista americana Entertainment Weekly que, por lá, já são comuns os contratos com cláusulas que obrigam artistas a publicar um número específico de tuítes e fotos no Instagram sobre o projeto para o qual estão sendo contratados. Tudo em nome da divulgação "espontânea" que pode agregar alguns milhares de dólares a mais aos lucros do filme ou do disco que está sendo preparado. 
No Brasil, ainda que em menor escala, emissoras de televisão e gravadoras começam a seguir os passos do show bizz americano. Na Rede Globo, o código de conduta da empresa em mídias sociais não permite que os atores publiquem fotos de gravações de novelas para evitar o vazamento de “spoilers”. Eles são encorajados, no entanto, a falar sobre os trabalhos que estão fazendo para aumentar a divulgação. O mesmo ocorre no ramo da musica. Em gravadoras grandes como a Universal Music, por exemplo, segundo a assessoria da empresa, os músicos também são encorajados a usar as redes sociais para fortalecer seu trabalho.
Ainda falta muito, no entanto, para as celebridades brasileiras aprenderem a explorar todo o potencial do Twitter na conquista de mais fãs, de audiência e de lucros maiores. Com contas em geral mal administradas, a maioria delas se limita a retuitar elogios de fãs que não interessam a ninguém e são sovinas em comentários exclusivos. É o que acontece, por exemplo, com o perfil da apresentadora Angélica. Apesar dos 2,1 milhões de seguidores, a página ainda engatinha se comparada à de seu marido, o também apresentador Luciano Huck. Para manter o interesse de seus 6,2 milhões de fãs, ele faz atualizações pessoalmente e usa fotos exclusivas de gravações e de bastidores de seu programa na Globo, o Caldeirão do Huck. O perfil de Huck é o segundo mais popular entre os famosos brasileiros. Perde apenas para o de Ivete Sangalo, outra exceção entre seus pares na rede. Celebridade (do entretenimento) mais seguida do Twitter, com 7,4 milhões de fãs, a cantora baiana dá um show de bom uso da ferramenta: seus posts são divertidos e revelam detalhes de sua vida pessoal e carreira, com muito bom humor  e bom senso.

Fonte: Veja
http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/celebridades-brasileiras-ainda-engatinham-no-twitter

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Profissões – Cursos Técnicos


Por Leonardo Stuepp

Ao chegar ao ensino médio, o jovem tem diante de si a grande preocupação que é a sua vida profissional. Nas escolas particulares, acompanhado por uma coordenação pedagógica, recebe (muitas vezes insuficiente) orientações quanto ao seu futuro profissional, que na imensa maioria é dirigida para os cursos superiores de graduação plena. Nas escolas públicas, existe também esta preocupação e, incentivados com a possibilidade de estudar até de graça ou por valores reduzidos através dos incentivos governamentais, tais como o PROUNI e, agora com o sistema de cotas nas Universidades Públicas, os alunos também são tentados ao ingresso nos cursos superiores, o que em grande parte acaba sendo uma decisão errônea, pois sem informações melhores, acabam optando por cursos tradicionais, a grande maioria cursos com mercado de trabalho saturado. Nestes casos, interessante seria as escolas orientarem seus alunos quanto aos cursos técnicos de nível médio, que desenvolvem o conhecimento das operações, técnicas e suas utilizações.

O país cresce e sente falta de trabalhadores qualificados, e temos milhares de postos de emprego não preenchidos por falta de profissionais qualificados. Temos cerca de 60% dos jovens que concluem o ensino médio que param por aí em seus estudos. Então, o ensino profissional torna-se uma opção como caminho mais curto para o mercado de trabalho, com perspectivas de ingresso ao ensino superior.
O crescimento da Educação Profissional é um fator estimulante bem como a forte preparação para o mercado de trabalho. Outro viés favorável da Educação Profissional é que ela é vista pelos estudiosos da educação como ponte para o Ensino Superior.

“Pesquisas mostram que 80% dos alunos com formação técnica têm conseguido boas colocações e melhor reconhecimento nas empresas”, afirma Carlos Augusto de Maior, diretor da Escola Técnica Estadual de São Paulo - ETESP – vinculada ao Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. “Possuir o certificado de ensino técnico consiste em um diferencial significativo em relação aos alunos que possuem somente o ensino médio para inserção no mercado de trabalho”, diz Carlos Maio. Isso porque geralmente não é somente o conteúdo acadêmico que é trabalhado: “o aluno começa a ter uma postura profissional, um comportamento mais interessante para as empresas”.
Ainda existe preconceito em relação aos Cursos Técnicos. Mas, isto precisa ser trabalhado com os alunos, de tal forma que eles possam verificar que os mesmos são ótimos como forma de entrar no mercado de trabalho. Hoje temos pessoas de qualquer idade fazendo cursos técnicos e estão servindo muito bem para o seu aperfeiçoamento. Muitas vezes profissionais formados por esses cursos conseguem mais ofertas de empregos e estágios do que os recém formados em cursos superiores.
A procura por profissionais de nível técnico só aumenta, os cargos em empresas estão mudando muito rápido e precisam de novos profissionais.

Existe certa confusão quando se usa o termo Curso Técnico. As pessoas acabam incluindo nisso os cursos profissionalizantes. Entendamos cada um.
Cursos Profissionalizantes: Esses cursos são livres, isso quer dizer que não é preciso ter o Ensino Médio completo para freqüentar, como por exemplo, temos os cursos de informática, ou mesmo alguns cursos que levam o nome de Secretariado. Como são livres esses cursos oferecem uma certificação de conclusão, que é muito válida, mas não é igual a um curso técnico. Cursos Profissionalizantes são muito interessantes como formação continuada de pessoas já empregadas e que os mantêm preparados e atualizados em sua área.

Cursos Técnicos (Profissionalizantes): A palavra profissionalizante é o que causa a confusão muito comum, o fato é, os cursos Técnicos são regulamentados pelo MEC, o aluno precisa estar cursando ou ter terminado o ensino médio para poder ter direito ao diploma.
A escola também precisa seguir diversas normas e ser autorizada a dar esse curso.
Os motivos que fazem de um Curso Técnico uma ótima chance para entrar no mercado de trabalho são as seguintes:
É rápido: muitos cursos técnicos têm duração de 1 ano, alguns de 2 anos. Administração de Empresas (ou nas áreas de Gestão),Enfermagem, Eletrônica e segue, a lista é grande, passando por Hotelaria e até Esteticista e Podologia.

É mais barato: esse dado pode variar muito dependendo de onde você reside, mas os valores variam entre R$150,00 a R$300,00 mensais e com certeza é menos do que uma faculdade.
É um curso focado: como é profissionalizante, o curso técnico propicia o aprendizado da profissão escolhida e como possui menos tempo para essa formação, a capacitação técnica e prática são abordadas logo no início do ele é voltado para o mercado de trabalho.

O mercado de trabalho precisa: como já mencionamos anteriormente, o atual mercado precisa muito de profissionais qualificados e aperfeiçoados em diversas profissões, sendo assim um curso técnico serve também para se aperfeiçoar e pessoas de todas as idades estão fazendo.
Os salários são bons: se um profissional está em falta no mercado é óbvio que seu salário fica maior. Varia muito entre profissão e região do país, mas a média pode variar muito entre R$600,00 até R$2.500,00, isso sempre lembrando a carga de trabalho e o cargo.

O Curso Técnico pode ser o primeiro passo para a Faculdade: A boa notícia nisso tudo é que conseguindo ingressar no mercado logo após terminar um curso técnico, a pessoa já pode economizar e planejar um aperfeiçoamento na área ou a tão sonhada faculdade.
A ex-secretária de ensino Superior do MEC, Eunice Durham, diz: “É mais fácil conseguir um emprego depois de fazer um curso técnico do que após terminar um curso em uma universidade sem prestígio no mercado de trabalho. Ela considera os cursos técnicos “ótimo caminho” para os jovens de classe baixa que acabaram de terminar o ensino médio.

Além de serem mais rápidos, os cursos técnicos também preparam melhor para o mercado. E, depois de empregado, o estudante pode investir em uma universidade particular reconhecida.
É uma boa alternativa, porque a pessoa pode terminar o ensino médio e fazer o curso técnico, para depois fazer o ensino superior. Enquanto isso, o aluno arranja um bom emprego. Como são cursos curtos e rápidos, você faz enquanto está no terceiro ano do ensino médio e fida preparado para o mercado de trabalho. E se quiser fazer uma boa faculdade depois, pode, porque já tem um emprego para pagar.

Uma interessante pesquisa do MEC, detectou que para 72% dos estudantes que optam pelo ensino profissional, vão direto do curso para o mercado de trabalho. Esse alto índice de empregabilidade foi aferido entre os Ex-alunos dos institutos federais do pais.
Dependendo da área, até mesmo 100% desses jovens profissionais são contratados. O salário também agrada. Um técnico pode chegar a ganhar o mesmo que um engenheiro: R$5.000,00.
“A oferta de emprego é muito maior para quem tem nível técnico. As empresas não precisam apenas de gestores. Elas buscam funcionários que vão executar funções primordiais. E o técnico é o cara que vai colocar a mão na massa e fazer o que a empresa mais precisa. Algo que chama a atenção é que 85% dos nossos alunos ficam satisfeitos com as suas carreiras”, destaca a pró-reitora de ensino do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Cristiane Tenan Schlittler dos Santos.
A construção civil é uma pequena amostra de como o mercado está com sede de trabalhadores especializados. Com a falta de mão de obra, todos os profissionais com formação acabam absorvidos com rapidez.

No Espírito Santo, os técnicos que têm emprego garantido são os formados nas áreas de Mecânica e Automação Industrial.
“Além de serem absorvidos pelas grandes indústrias, esses profissionais vão ganhar ainda mais espaço com o crescimento do setor de petróleo e gás no Espírito Santo. Só não é contratado quem não se esforçar no curso e não tem interesse”, afirma o gerente de Educação e Tecnologia do SENAI, Ewandro Petrocchi.
Ele acrescenta que boas oportunidades também começaram a ser abertas para os técnicos em Logística. “É um profissional de grande importância para a empresa. Ele é responsável em garantir tempo aos negócios e de deixar o cliente satisfeito. Outro técnico que pega carona no desenvolvimento econômico é o da área de Eletrotécnica. São muitas as chances para esse profissional, principalmente na construção civil”, destaca.

Muitos jovens deixam de lado, pelo menos por um tempo,o sonho de fazer uma faculdade para optar pelo ensino técnico.O motivo é garantia rápida de emprego. “O técnico dura dois anos. A pessoa termina o curso, consegue um emprego, passa a receber um salário e depois garante a faculdade”, explica Cristiane Tenan, do Ifes. 

O gerente do SENAI, Ewandro Petrocchi, explica que outro ponto positivo em fazer um curso técnico antes de ingressar no ensino superior é a experiência. “A pessoa vive na prática o dia a dia do trabalho, algo que o profissional de nível superior não consegue. A faculdade é algo mais acadêmico. O curso técnico é prático. O interessante é que depois do técnico, o trabalhador que faz uma faculdade ganha chances de ser promovido e até de conquistar um cargo gerencial”, destaca.

O profissional especializado em nível técnico é mais valorizado nos setores industriais em função das capacidades desenvolvidas em dois âmbitos fundamentais: o teórico e o prático.
De acordo com Márcio Guerra, gerente-executivo da Unidade de Estudos e Prospectiva da CNI (Confederação Nacional da Indústria), existe carreiras em que a educação técnica é aporta de entrada para o mercado de trabalho.

“Em algumas áreas existe a demanda, mas as empresas não encontram profissionais qualificados. Por exemplo, no segmento da construção civil, edificações ou estrutural, os jovens não têm interesse porque imaginam que o trabalho é braçal e muito duro. No entanto, muitos técnicos atuam na supervisão de equipes”, explica.

A empregabilidade do profissional com formação técnica seguida da graduação, se comparada com aquele que tem somente o ensino superior, é muito maior, já que ele adquire uma compreensão mais apurada dos processos em função da experiência prática e da capacidade de execução.
Os jovens, com 17 ou 18 anos, assim que concluem o curso técnico, também podem conquistar um salário inicial alto, variando de acordo com a área e o estado de atuação. Por exemplo,o valore de R$1.400,00 para telecomunicações, no Distrito Federal, e R$2.100,00 para técnico em controle de produção, em Pernambuco. Com 10 anos de carreira em telecomunicações, por exemplo, o trabalhador pode chegar a um salário de R$5.300,00.

Ainda segundo o gerente-executivo da CNI, o estudante do ensino técnico é constantemente observado pelas empresas.
Hoje há um batalhão de bacharéis nas filas de emprego, esperando por uma oportunidade,ou mesmo tentando passar em concursos públicos, muitas vezes fora da sua área de atuação. O diploma superior tão apreciado antes pelas empresas, já não tem o mesmo peso de antigamente. Em contraponto, companhias afirmam que existem vagas, mas falta qualificação.

O que existe é um excedente de graduados e carência de pessoal com curso técnico.
A entrada rápida no mercado de trabalho é uma das maiores vantagens para quem faz cursos profissionalizantes. Enquanto no curso superior o aluno passa de quatro a seis anos para se formar, no técnico são apenas de três a quatro semestres. Segundo o Ministério da Educação, a educação profissional veio para preencher, em curto prazo, as lacunas criadas pelo advento das novas tecnologias no país.

“Essa necessidade de técnicos é uma das características de um país que está em desenvolvimento e onde a economia está crescendo.Países de primeiro mundo têm uma base técnica forte e são eles que colocam as empresas para funcionar”, analisa o professor Sérgio Vieira, do Instituto Federal de Educação,ciência e Tecnologia do RN (IFRN).

A imagem do técnico como “peão com diploma” está ultrapassada. Atualmente, esse profissional tem até cargos de supervisão nas empresas, como intermediário entre a chefia e o chão de fábrica. A prática é sua maior vantagem com quem tem cursos superiores.