sábado, 17 de novembro de 2012

Empregos de Futuro – Parte 2


Por Leonardo Stuepp

Cientistas querem agricultores e ambientalistas trabalhando juntos. Objetivo é promover produção de comida mais sustentável e impedir que expansão das lavouras acabe com ecossistemas

Marco Túlio Pires, do Rio de Janeiro
Agricultores e ambientalistas devem - ou deveriam - trabalhar juntos para impedir que a expansão das plantações "engula" ecossistemas e prejudique o equilíbrio entre a produção de comida e o desenvolvimento sustentável do planeta. A proposta, bem mais equilibrada que os extremos de parte a parte, como na discussão sobre o Código Florestal, foi lançada no Fórum de Ciência, Inovação e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável. O encontro reúne 990 cientistas de 75 países para produzir um documento com sugestões aos chefes de estado que participaram da reunião de cúpula da Rio+20 entre os dias 20 e 22 de janeiro. O painel também discutiu como o aquecimento global pode afetar a segurança alimentar e a distribuição de comida no globo.
De acordo com Tim Benton, ecologista da Universidade de Leeds, no Reino Unido, 25% dos gases que aceleram o efeito estufa são provenientes da agricultura. Ao todo, o planeta possui uma área plantada de 4,9 bilhões de hectares. Por isso melhorar as práticas agrícolas pode ter um impacto significativo no clima do planeta. “O problema é que não conseguimos medir a sustentabilidade na agricultura”, diz Benton. “As lavouras causam impacto que muitas vezes não são percebidos localmente, como a poluição de rios por meio de agrotóxicos, que podem contaminar peixes e causar doenças em seres humanos e outros animais.”
Lado a lado - Benton acredita que uma forma de transformar a agricultura em uma prática mais sustentável é colocar ambientalistas e agricultores trabalhando lado a lado. “Além de produzir comida, temos que ampliar os ‘serviços de ecossistema’”. O pesquisador se refere a práticas de tratamento de água, polinização e manutenção dos inimigos naturais das plantas, dentro e ao redor da lavoura. “São ações que gerenciam a fertilidade do solo, a reciclagem de lixo antes e depois da colheita e ao mesmo tempo cuidam do equilíbrio natural do ambiente”, diz.
Para Benton, isso pode significar dividir a área cultivada em duas. Uma para o plantio e outra para concentrar os serviços de ecossistema, com estações de tratamento de água, colônias de polinização e a manutenção dos inimigos naturais das plantas. Benton comparou a prática com a linha de produção de uma fábrica de carros. “Enquanto uma parte cuida da produção de comida, a outra mantém o equilíbrio do ambiente”, diz. “Pode ser a saída viável em muitos casos”, acredita.
Lavoura resistente – As mudanças climáticas também podem afetar o preço das commodities alimentares, como arroz e soja. Ram Badan Singh, da Academia Indiana de Ciências Agrícolas, afirma que a commodity mais afetada será o trigo. “O preço pode aumentar mais de 90% até 2050 por causa do aquecimento global”, diz. Isso porque o alimento pode ficar escasso ou encontrar dificuldades para crescer nas regiões apropriadas. Por isso, a ciência precisará desenvolver plantas mais preparadas para um clima mais agressivo. “Precisamos de sementes mais resistentes à falta de água, à salinidade, ao calor e que gerem plantas mais resistentes a pestes”, diz.
O pesquisador afirma que ainda há muito potencial para aumentar a produção de alimentos. Melhorando técnicas agrícolas, por exemplo, seria possível produzir 6.000 quilos de trigo por hectare, o dobro do que é produzido hoje. No caso do arroz, o impacto seria ainda maior. “Se aproveitássemos todo o potencial de produção, seria possível produzir 8.000 quilos de arroz por hectare”, diz. Atualmente, apenas 2.000 quilos são produzidos na mesma área.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Relações nas Redes Sociais


As redes sociais refletem os beneficios e também os malefícios da internet, mas não somente isso, elas refetem também o comportamento  da sociedade, e se analizarmos com atenção, as redes sociais são excelentes ferramentas que podemos usar como parâmetro para medir a cultura (de uma forma generalizada) de um indivíduo. 

Uma leitora do Blog captou com maestria a essência do nosso pensamento, e fez um comentário em nosso perfil no facebook, que com sua autorização, descrevemos aqui: 

" - Vou tentar resumir o meu pensamento: Antes de ler o seu artigo, eu estava pensando seriamente em cometer o facebookcídio. Estava de saco cheio de tudo o que postavam por aqui e, principalmente, das atitudes da maioria das pessoas. Daí, li seu texto falando sobre comportamento nas redes sociais. Pensei comigo, caramba, nós somos aqui o que somos no dia-a-dia, isto é, não posso cobrar maturidade de quem é imaturo; não posso cobrar sinceridade de quem vive na mentira; não posso cobrar responsabilidade de quem é irresponsável. As pessoas são o que são e não importa se estão em uma rede social ou num encontro social. Agimos de acordo com nossa educação, de acordo com nosso caráter e isso não muda. Lógico que muita gente piora e faz coisas aqui que no tête à tête, no olho a olho, não fariam. Mas aí é que está o lado bom. Nas redes sociais a gente pode até conhecer o lado negro da força... O lado oculto das pessoas. Concluindo... Graças ao seu artigo, não vou mais cometer o facebookcídio porque prefiro valorizar os bons e antigos amigos que tenho aqui (e que saindo daqui seria muito difícil continuar mantendo um contato rotineiro com eles) do que abandoná-los por conta de uns cabeças de camarão. As redes sociais são ótimas, o que as estraga são às pessoas."

Não é raelmente um comentário dígno de ser reproduzido? Com toda certeza a Mônica captou não somente a essência do nosso pensamento, como também a essência da nossa alma (sentimento). Eis a nossa  resposta ao comentário dela, que também está no facebook:

" - Você foi a única que realmente captou a essência dos meus pensamentos, e fez a interpretação exata do que eu quiz dizer. Sinceramente, eu fiquei emocionado com o seu comentário. Já cometi "facebookcídio" pelos mesmos motivos que você citou, pelo menos umas cinco ou sei vezes, e cheguei à esse nível de compreenção e maturidade que você também alcançou, e aquele texto foi o reflexo disso. Algumas pessoas acharam que eu estava magoado ou decepcionado, mas não foi nada disso. Eu estava apenas analizando os fatos, à partir das minhas experiências, e visão sócio-cultural, mescladas ao conhecimento acadêmico. Por isso fui buscar uma analogia mais profunda, lá na sociedade do passado. Concordo contigo: As pessoas são nas redes sociais, o que elas são pessoalmente, e vivem e postam o que elas estão vivenciando e pensando, como por exemplo aquela coisa horrorosa de Rita, Carminha e "Avenida Brasil", entre tantas outras asneiras, infantilidades e vazio. Isso sem mencionar o tipo de caráter e cultura, como você mesma deixou claro em seu comentário...
 ***

Recentemente estava pensando em cometer mais um "facebookcídio", mas o mesmo sentimento e visão que a levou à ponderar esse fato, aconteceu conosco também. Além do fato de considerar as pessoas maduras, amigas e que merecem a nossa amizade, mesmo que virtual, temos na rede social facebook algumas ferramentas para divulgação do nosso trabalho e das nossas ideias, entre as quais, uma Fan Page. Além da fan page, temos um Grupo denominado Pensamento e Reflexões

Hoje, seleciono os meus amigos virtuais, e continuarei selecionando. Assim me mantenho fora de questões vazias e polêmicas, não me intrometo em comentários alheios (principalmente sem saber do que se trata, e sem ler todos os comentários anteriores),  Comentários provocativos, maldosos e agressivos se por ventura aparecerem, deleto. Assim sendo, evito discussões e confusões.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Empregos de futuro - Parte 1


Por Leonardo Stuepp
Estamos num momento em que as questões da sustentabilidade estão cada vez mais em evidência. As pessoas buscam melhores condições de vida, querem comodidade e, mesmo que nem sempre entendam a questão da preservação, acabam aderindo a campanhas de conscientização... Continuar lendo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A escolha da profissão - Parte 1


Por Leonardo Stuepp

A escolha da profissão é uma das decisões mais importantes que o jovem precisa tomar nesta fase da vida, o que acarreta diversas dúvidas e incertezas. 

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sábado, 3 de novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A Inclusão nas Relações Interpessoais

Em geral, quando falamos em inclusão, pensamos logo em Projetos, em Programas, ou em Políticas Sociais (públicas ou privadas). Estou trazendo aqui neste texto uma proposta diferente para refletirmos juntos sobre outro tipo de inclusão: A Inclusão nas Relações Interpessoais... Continuar lendo