sábado, 22 de junho de 2013

"Porque os brasileiros estão furiosos?" - Perguntou o New York Times


Sociedade
Por Austri Junior
 
Os brasileiros continuam nas ruas do Brasil, protestando principalmente contra as Copas (das Confederações e do Mundo). Entretanto, os baderneiros, e os bandidos também continuam a destruir tudo o que encontram pela frente. Hoje, sábado 22/06/2013 foi um dia de passeatas pacíficas e de manifestações violentas. Se alguém me perguntar o que penso dessas manifestações,  responderei sem hesitar que estou cheio de orgulho do povo do meu país, e que abomino e repudio veementemente os atos de violência, tanto da parte dos bandidos e vândalos, quanto da  parte da polícia militar. Os governantes estão ameaçando o povo com o exército brasileiro. Não precisamos de exército, precisamos de polícias eficientes e bem preparadas. Uma polícia que saiba identificar o joio e o trigo, e que saiba agir, respeitando as pessoas, e não agredi-las em sua condição de sem chance de defesa,  quando estão nos pontos de ônibus ou se  manifestando pacificamente.

No texto anterior fiz um comentário desinformado sobre a "Marcha das Vadias" e quero me redimir e dizer  que a "Marcha das Vadias" que foi às ruas hoje tinha famílias e pessoas decentes em seu bojo, embora, algumas moças fazem questão de deixarem  os seios à mostra - diga-se de passagem, desnecessariamente. Penso que se deveria mudar o nome dessa marcha, que surgiu em defesa das mulheres que são atacadas e desrespeitadas por causa das roupas que usam. Não precisamos concordar (e nem discordar) das roupas que as pessoas usam, mas não devemos julgá-las, ou atacá-las por causa disso, e nem por causa de nada. Também hoje, Sábado, os principais jornais da Europa e dos EUA, anunciaram em suas manchetes o pronunciamento da presidente Dilma Roussef  à nação brasileira, porém apenas o New York Times fez uma pergunte inteligente e sábia: "Porque os brasileiros estão furiosos?"

Sei que o New York Times não vai ler o meu post, 
mas vou tentar responder aqui, o porque de os brasileiros estarem tão furiosos,
(embora eu não concordo com essa fúria. Os protestos devem se pacíficos): 

"- O país está mergulhado em corrupção e miséria enquanto os políticos e os governantes estão vivendo muito bem às custas do povo, e mentem, escondendo a realidade que vivemos em nossa sociedade. Queremos investimentos na educação e não escolas caindo aos pedaços. Queremos investimentos na saúde, e não hospitais precários. Queremos o fim da violência, pois sempre que saímos de casa, não sabemos se voltaremos. Queremos a redução da idade penal, queremos os corruptos na prisão e a devolução do dinheiro roubado dos cofres públicos, queremos o fim da PEC 37 que reduz o poder do MP e consolida a corrupção, queremos empregos e investimentos sociais, queremos o Marco (in)Feliciano fora da comissão dos Direitos Humanos e o fim da vergonhosa "cura gay". Queremos governantes que governem com o povo, pelo povo e para o povo, governantes que defendam e olhem para os excluídos sem paternalismo barato e "bolsas esmolas", queremos justiça social e distribuição das riquezas... Não queremos a Copa do Mundo. Não não queríamos estádio, nós queremos escolas e hospitais. Queremos dignidade!"

Vou disponibilizar um link no Portal UOU, onde você encontrará os vídeos da  Carla Dauden, uma brasileira que explica muito melhor que eu, o porque os  brasileiros não querem a Copa do Mundo.

O vídeo da Carla está  fazendo muito sucesso no exterior e no Brasil. 
Acesse o link abaixo, assista o vídeo e compartilhe:

"Vem pra rua" precisa chegar às urnas...

 Política/Sociedade
Por Austri Junior

Nessas duas últimas semanas assistimos no Brasil grandes e lindos episódios políticos (cidadania). O povo se manifestando está fazendo política, mesmo que sem partido. Política e cidadania são a mesma coisa.


Vimos momentos vibrantes de manifestações populares que abalaram as estruturas da política partidária brasileira. As mobilizações que convidaram todo o povo brasileiro "vem pra rua", começaram nas redes sociais e revelou que o povo brasileiro - ao contrário do que se pensa e do que se diz - não é um povo alienado e despolitizado. Apesar do fato de não aceitarem bandeiras de partidos políticos e de sindicatos em seu protestos, não quer dizer que os manifestantes do movimento #vemprarua não se manifestaram politicamente.

Esses atos de cidadania (política) revelam as insatisfações que o povo brasileiro vem amargando a vida inteira, e especialmente nos últimos dez ou onze anos de governo petista - oito anos de governo Lula e dois anos e meio de governo Dilma - talvez eu devesse dizer: Desgoverno petista. Foram tantas corrupções e tolerância às corrupções e defesa dos corruptos, mentiras, enganações, tramoias, falcatruas... Dinheiro na cueca, dinheiro na meia, oração da propina, mensalão, tráfico de influência, maquiagem  no câmbio e na economia, "bolsas esmolas", apoio à Ahmadnejad e suas loucuras atômicas, apoio a Hugo Chaves e seus delírios ditatoriais, apoio aos irmãos Castro e às suas ditaduras em Cuba, perda do investimento bilionário da Petrobrás para o ditador Evo Morales que se apossou da nossa petroleira em seu país, acordo sombrio com o Vaticano a cerca do ensino religioso nas escolas públicas brasileiras atropelando a LDB, expulsão de jornalista americano por ter dito a verdade. Em fim, são tantas coisas que se for relatar a todas não darei conta...

O povo não aguenta mais tantos impostos e não quer a volta da inflação. O povo brasileiro quer o fim da corrupção, quer mais saúde e mais educação, mas ao invés disso, o que o povo recebeu? Recebeu tudo o que foi relacionado acima e muito mais - ou eu deveria dizer muito menos?  Recebemos uma copa do mundo com investimentos públicos da ordem de 28 bi aplicado em estádios luxuosos, enquanto  as escolas públicas padecem sem merenda, sem salas de aulas, sem material e ferramentas didáticas, sem o mínimo de estrutura para um ensino de qualidade e sem salários dignos para os professores. Enquanto os políticos ganham um absurdo e sempre têm aumento de salário, tem prefeito diminuindo o salário dos professores. Enquanto os médicos também enfrentam dificuldades nos hospitais, nas clínicas e nos postos de saúde a brava gente brasileira também sofre por conta dessa falta de estrutura, falta de leitos, falta de medicamentos, falta de vagas, falta de profissionais para trabalhar... Um cartaz segurado por um manifestante trazia a seguinte frase: "Quando o seu filho adoecer, leve-o à um estádio" -  Essa frase está circulando pela internet e reflete a verdade sobre as prioridades do governo brasileiro - "Pelo menos lá, os assentos são confortáveis", dizia um comentário que li em um post do Estadão.

Toda essa movimentação começou com a redução do preço do transporte público. O governo federal reduziu impostos, e os governantes estaduais e municipais ao invés de repassarem essa redução para a população, aumentaram as tarifas dos ônibus e dos metrôs. Resultado: O povo acordou! Ao despertarem começaram a despertar os que dormiam deitado(s) eternamente em berço esplêndido ao som do mar e à luz céu profundo. O movimento "vem pra rua" sacudiu o país dizendo: "Não é somente pelos R$ 0,20", aludindo ao fato de que não estavam nas ruas apenas por causa da redução de vinte centavos no preço das tarifas do transporte público, mas por todos esses problemas que relacionei acima e por muito mais. O povo brasileiro quer uma sociedade digna, justa, igualitária, sem violência, com saúde e educação e sem corrupção...

O Movimento Passe Livre - MPL, que começou tudo isso já se retirou das ruas alegando que já conseguiram alcançar o seu objetivo inicial, que era a redução do preço das passagens. Mas no fundo, sabemos que não foi somente isso, e sabemos que o MPL tem bandeira política, e os seus membros se irritaram com a intolerância dos pacifistas que se irritaram com a presença dos partidos políticos e dos sindicatos nas manifestações, e "saíram da linha" atacando os membros desses partidos, rasgando as suas bandeiras e queimando-as, bem como  expulsando os manifestantes partidários da manifestação apartidária. O MPL alegou que os partidos políticos que foram rejeitados na manifestação vêm apoiando o movimento que quer a redução das tarifas dos transportes públicos e o passe livre para os estudantes de todo o Brasil desde o inicio, e que que não foi justo o que os manifestantes apartidários fizeram com eles. O próximo passo do MPL, seria fazer uma avaliação das manifestações e voltar às ruas futuramente, se manifestado pela conquista do passe livre para todos os estudantes brasileiros. A presidente Dilma Roussef  (politicamente esperta se adiantou e) fez ontem, em rede nacional, um pronunciamento, prometendo as mudanças que foram reivindicadas  nas manifestações, com o objetivo nítido de esvaziar as ruas do Brasil e inibir novas manifestações. Apesar de esperta, ela está certa e está em seu papel de dirigente da nação, aliás, ela demorou muito em tomar uma atitude, assim como o prefeito de São Paulo, Fernando Hadad e o governador Geraldo Alkimin. Os políticos  brasileiro têm o péssimo hábito de subestimar o povo brasileiro e o poder de comunicação das redes sociais, e sempre acham que "isso não vai dar em nada", e com certeza, pensaram que o movimento se esvaziaria. Ledo engano! Agora eles aprenderam, e é melhor ficarem com a "pulga atrás da orelha" e colocarem a "barba de molho" (sorte do Lula que não usa mais a barba).

Penso que agora é hora de o manifestantes pacifistas deixarem as ruas também, pois os bandidos, os traficantes, os ladrões, e os vândalos se misturaram às manifestações pacíficas e legítimas para assaltar, destruir, roubar, saquear, colocar fogo... É preciso que esses sejam enfrentados pela polícia com o rigor da lei, e contra esses bandidos penso que a polícia deve sim atirar bombas de efeito moral, spray de pimenta, balas de borracha e "descer o cassetete" nesses indivíduos. Para os bandidos, a prisão! "Polícia para quem precisa! Polícia para quem precisa de polícia..." Não há como esses eventos sociais escapar ao meu Olhar Teológico (sempre digo isso aqui), e por isso quero registrar que toda vez que via os bandidos infiltrados às manifestações - Pacíficas e legitimas - lembrava-me de que o "inimigo vem para roubar, matar e destruir". Precisamos ficar alertas com a presença desse Joio se misturando ao trigo. Esses bandidos, estudantes ou traficantes são perigosos, e são inimigos da paz, da ordem, da democracia. O objetivo dessa ralé que destrói e depreda é gerar o caos, a insegurança, a depredação, a morte e a destruição. Eles não estão interessados em uma sociedade melhor, não importa o seu nível de educação escolar: Favelados sem estudo e classe média universitários se uniram em atos de vandalismo total, porque são iguais. Eles não possuem educação social e não são cidadãos politizados, são a escória. A escória precisa ser extirpada desses movimentos, pois só trazem a desordem, o caos, o prejuízo material, político e social. Vândalos, favelados ou da classe média, se igualaram entre si e se igualaram aos ladrões, aos bandido e aos traficantes que se infiltraram nas manifestações também. Penetras sempre estragam a festa!

Hoje tem a "Marcha das Vadias" - penso que essa marcha é desnecessária e evitarei comentários sobre as mulheres vadias para não escrever coisas que serão mal interpretadas - talvez as vadias tragam em suas marchas algumas reivindicações sociais de relevância, afinal, vadias também pensam e os comportamentos, sejam eles sociais ou sexuais não nos reduzem a capacidade do pensamento e não nos reduzem a  capacidade de interpretar os fatos. Por esse motivo, as vadias, os homossexuais, os trabalhadores, os estudantes..., todos têm o direito de protestar desde que hajam ordem, decência e respeito.

Esperemos para a próxima quarta feira dia 26 de Junho uma grande "Paralisação Nacional" com grande passeata que envolverá a toda a nação e os trabalhadores em geral: A educação, os rodoviários, a saúde... Os sindicatos, os partidos políticos... Todas as classes sociais. Manifestações pacíficas e ordeiras são legítimas, são sadias e necessárias, mas precisam chegar às urnas em 2014.

Austri Junior - Editor  

domingo, 2 de junho de 2013

O Amor de Deus

Religião
Por Austri Junior
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"Tudo passa nessa vida, eu bem sei..." É com essa frase que Ricardo Sá, cantor católico romano da canção nova, inicia uma bela canção, onde ele canta momentos de dificuldades e de superação em sua vida, e diz: "...descobri que a maior razão, de viver, é sentir o amor de Deus". - Amor de Deus... Muito se fala no Amor de Deus, porém pouco se sabe sobre esse amor, porque vivenciamos pouquíssimo o verdadeiro Amor de Deus. Mas o que é mesmo o Amor de Deus? Para mim o Amor de Deus é acima de tudo, AMOR! Amar é doar-se sem medida, sem troca e sem cobrança, porém, sem perder o senso de justiça, sem perder de vista os limites, até onde cada um pode e deve chegar. O Amor de Deus é Diálogo, compreensão, Perdão, Graça, Misericórdia, Koinonia (comunhão) e Diaconia (serviço).


Amar é doar-se sem perder as características próprias, sem perder a personalidade, sem anular-se, e saber dizer não. O verdadeiro amor conhece bem o conceito "SIM, SIM. NÃO, NÃO". Nós verdadeiramente ainda não conseguimos vivenciar - praticar - o verdadeiro amor, porque  evidentemente não somos Deus. E por mais  que nos esforcemos, não conseguimos alcançar a plenitude desse Amor. Por mais que falemos desse Amor, estaremos longe de "Amar como Jesus amou..." Tenho observado com tristeza profunda, o quanto as pessoas convivem com dois pesos e duas medidas. O quanto o discurso de uma pessoa diz uma coisa e os seus atos nos dizem outra, completamente diferente. Eu poderia falar de muitas situações aqui, entretanto quero focar esse texto apenas na questão da religião, com a certeza de que poderemos levar essas palavras para todos os ambientes por onde caminharmos, socializando-as e contextualizando-as no nosso cotidiano junto às nossas famílias, trabalhos, escolas, sociedade...

Estamos falando sobre o "Amor de Deus", e nesse parágrafo, quero trocar a palavra discurso pela palavra pregação. Sou cristão protestante histórico, e consequentemente, sou um teólogo que caminha na estrada do ecumenismo, sem pré conceitos, e defensor do diálogo,  principalmente do Diálogo Intra Religioso, como defende o teólogo Pannenberg. Antes de prosseguir com a minha reflexão quero fazer um adendo sobre o Diálogo Intra Religioso: Se no Diálogo Religioso devemos conversar com as outras religiões, no Diálogo Intra Religioso devemos conversar dentro da religião. De qual religião falo agora? Falo da religião cristã! Dentro do Cristianismo temos muitas vertentes, tais como: Catolicismo, Protestantismo Histórico, Protestantismo Evangélico, A Igreja Copta (oriunda do Egito), A Igreja Grega Ortodoxa... Essas e tantas outras vertentes possuem as suas inúmeras denominações, e as denominações também possuem as suas vertentes, grupos e movimentos, e ambas, tanto as vertentes, quanto as denominações, são erroneamente confundidas com religião. É muito comum ouvirmos alguma pessoa (incluindo sacerdotes, teólogos e líderes) dizerem: "A religião católica...", ou então: "A religião evangélica..." - catolicismo e evangelicalismo não são religiões - por isso sempre faço questão de tocar nessa tecla, para pedagógica e didaticamente, orientar e esclarecer os leitores.

Continuando, quero me aprofundar um pouquinho mais: Dentro do catolicismo temos a igreja romana (com as suas muitas vertentes), a igreja maronita, a igreja brasileira, a  igreja mexicana... 
Dentro do  protestantismo histórico temos a igreja anglicana (com as suas vertentes), a igreja presbiteriana (também com algumas vertentes), a igreja luterana (e as suas vertentes), a igreja congregacional, a igreja metodista do Brasil (que se dividiu na década de 1960, gerando a igreja metodista wesleyana, que está na vertente das igrejas protestantes evangélicas. Na década do ano 2000 o  movimento evangelicalista chamado G12, que alcançou igrejas históricas como a igreja batista por exemplo, também está se infiltrando na igreja metodista do Brasil, causando rachas e rupturas - que aliás é a característica marcante desse movimento - criando também, dentro do metodismo brasileiro, pelo menos duas vertentes: Os tradicionais e os "avivados").

Dentro do protestantismo evangélico encontramos: A igreja assembleia de Deus (e as suas muitas  vertentes),  a já mencionada igreja metodista wesleyana, a igreja Deus é amor, e tantas outras... Também, dentro do protestantismo evangélico encontramos os movimentos pentecostal e neo pentecostal. É muita coisa, não é mesmo? Isso e muito mais - que não mencionei aqui - tudo em um só bojo:   O CRISTIANISMO!

O interessante é que nenhuma dessas vertentes e denominações não se entendem. É catolicismo contra catolicismo, protestantismo contra protestantismo, protestantismo contra catolicismo e catolicismo contra protestantismo. Resumindo: Cristianismo x Cristianismo! Percebem a importância do DIÁLOGO INTRA RELIGIOSO? E ainda tem a guerra do cristianismo contra as outras religiões, como por exemplo: O espiritismo e as suas vertentes: A umbanda, o candomblé e o kardecismo. E também, contra o budismo, o xintoísmo, o islamismo, o judaísmo,  o santo d'aime... Conseguem perceber também a importância do DIÁLOGO RELIGIOSO? Se conseguirmos compreender as importâncias dos diálogos nesses dois casos, conseguiremos compreender então O AMOR DE DEUS, e compreenderemos que os cristãos estão muito longe desse Amor.

DEUS É DIÁLOGO! Só conseguiremos dialogar se houver amor. em uma relação onde impera a intolerância, o ódio, o escárnio, o deboche, a ironia, o descaso..., jamais o amor conseguirá vencer. Amor é aprendizagem, processo, construção... Por isso insisto em levar adiante a teologia (na minha opinião) verdadeiramente cristocêntrica: A Teologia do Amor! Onde está essa teologia? Estude com atenção o Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo segundo nos relata São Mateus, em seus escritos, entre os capítulos 5 e 9, e acharás a "Teologia do Amor". Esse é o cerne da pregação de Jesus (segundo a minha compreensão teológica). Em meio a toda essa guerra "diabolicamente santa", não estamos deixando espaço suficiente para que o Amor de Deus possa fluir em nossos corações.
"Agora eu sei Jesus, sei que é tempo de recomeçar. Descobri que a maior razão, de viver, é sentir o Amor de Deus..." Nós sentimos o Amor de Deus, mas não conseguimos transmiti-lo!

domingo, 28 de abril de 2013

"Esse mundo não vale uma bagana"

Por Austri Junior
A vezes me pego pensando sobre muitas coisas nesse mundo, e me sinto deslocado entre as minhas convicções teológicas e as lógicas da vida cristã (ou da bíblia). Quem está certo - eu ou aqueles que defendem a "palavra de Deus"? Quem está está certo - eu ou aqueles que defendem os "direitos da família"? Quais são mesmo os "direitos da família"? Muito se fala dos direitos da família dentro das instituições eclesiásticas, mas nada se fala sobre os deveres dessa mesma família. Todos, e todas as intituições têm direitos, mas também têm deveres, inclusive a instituição familiar. 


Em uma instituição eclesiástica sempre que se fala em instituição familiar, vem à tona a "palavra de Deus". O que ou quem é mesmo a palavra de Deus? Para mim, a palavra de Deus é Jesus Cristo com todos os seus ensinamentos de amor e perdão, misericórdia e compaixão. Mas em geral as instituições eclesiásticas evangélicas semprem trazem à tona o "poder de Deus", e por poder de Deus, fica subentendido o castigo e a ira, retratado no Antigo Testamento.

Amor, bondade, misericórdia, perdão... Os frutos do Espírito, seriam esses atos má interpretação de minha parte ou Jesus é um sujeito hipócrita e contraditório? O que ou quem vale mais para o cristianismo? O Antigo ou o Novo Testamento? Os dois podem subsistir entre si?

Teológicamente defedemos que um complementa o outro e que o Novo não pode se sustentar sem o Antigo. Mas até onde conseguimos controlar a nossa vontade de sobrepor um sobre o outro, ou de valorizarmos um em detrimento do outro, para justificarmos os nossos interesses e as nossas  atitudes exclusivistas, intolerantes, manipuladoras...

"Deus está (mesmo) nesse negócio", ou os seus "pastores" estão "negociando" em nome de Deus? E porque esse que vos escreve, e que se diz teólogo escreve tantas palavras entre aspas, principalmente quando fala de "evangélicos", "cristãos" e "pastores"? Será que é porque não crê nesse movimento evangelicalista que anda à solta por aí, ou porque aprendeu a colocar enormes interrogações nas atitudes suspeitas e negativas, das instituições eclesiásticas ou das pessoas que se dizem piedosas mas que no fundo são tão perversas quantos as pessoas que elas mesmas condenam, ou serão as duas ou mais coisas?

No fim dos anos 1970, tive a honra de conhecer e conviver amplamente com um poeta  pacifista popular (Jordelino Pimentel Filho), do qual tive a honra de ser amigo, e continuo sendo até os dias de hoje, e que assinava as suas obras com a alcunha de "Preta". Ele cantava ainda naquela época uma música linda, que tinha como título e refrão o seguinte apêlo : "Esse mundo não vale uma bagana". Para quem não sabe, uma "bagana" é uma "guimba" de cigarro de maconha. Naquela época eu acreditava que ele tinha razão, e hoje contino pensando que o Preta continua tendo razão. Quando ele falava que "esse mundo não vale uma bagana", ele queria dizer que as atitudes negativas das pessoas eram perniciosas e maléficas, e se a maconha é maléfica, assim também são as pessoas e as instituições que pregam e difundem o mal, mesmo que veladamente, ou sob uma pseudo aura de bondade ou uma pseudo mensagem de verdade.

As atitudes perniciosas e maléficas das pessoas , sejam nas igrejas ou em qualquer outra parte da sociedade, realmente não valem uma guimba ou bitoca de cigarro, seja esse cigarro da "Souza Cruz" ou de maconha. Ambos são nocívos e fazem muito mal.

domingo, 21 de abril de 2013

Eu, um rato de biblioteca!


Conto 
Por Austri Junior
(Homenagem à minha Professora da 5ª série, Maria de Lourdes)

Sempre fui fascinado pela leitura! Desde que aprendi a ler, não me afastava dos gibis: Super Homem, Homem Aranha, Batman, O Demolidor, Tex, Top Secret, foto novelas da revista Capricho, Almanaque Disney, Turma da Mônica... Bons tempos!

Aos onze anos de idade tive uma professora de português, maravilhosa, professora Maria de Lourdes, nunca a esqueci, e jamais poderei esquecê-la. A professora De Lourdes era uma senhora de fala mansa, gestos brandos, atitudes super calmas. O seu olhar era um olhar de ternura e compreensão. Jamais levantara a voz para nenhum de nós e nunca mandou nenhum aluno para a coordenação ou para a sala da diretora, a Dona Amália, da qual todos nós morríamos de medo. Só de ouvir falar: "Dona Amália vem aí", nós todos ficávamos paralizados.

A "Dona de Lourdes" - era assim que a chamávamos - usava para conosco uma dinâmica fantástica de leitura e escrita. Estávamos na 5ª série (hoje sexto ano), e algumas semanas após ter se iniciado as aulas, a Dona de Lourdes após ter feito a chamada, perguntou-nos (como se não já soubesse a resposta):

- Quem aqui, gosta de ler histórias em quadrinhos, levante a mão?

Todos na sala, evidentemente levantaram as mãos. Então ela disse-nos:

- Turma, eu tenho uma proposta para fazer para vocês: Que tal vocês criarem os seus próprios personagens e escreverem as suas próprias  estórias, não em forma de quadrinhos, mas em forma de narrativa, uma redação. Niguém é obrigado a fazer, mas os que fizerem ganharão um ponto, e os que lerem as suas estórias para a classe, ganharão dois pontos, e uma vez por semana, toda terça-feira, nós faremos as apresentações. O que vocês acham?

A maioria dos alunos que estavam na  sala vibraram com a ideia da Dona de Lourdes. Passada a euforia, um medo enorme se apoderou de nós. Não sabiamos o que fazer nem como fazer e levamos as nossas angústia até a professora, que nos acalmou e disse:

- Não se preocupem! Eu ajudarei vocês. Façam a primeira estória e tragam-na para mim na próxima terça-feira, e a partir daí nós vamos aprendendo juntos...

Aquilo  que a professora De Lourdes estava fazendo conosco não tinha prêço, e não tem até hoje. Foi a partir daí que desembrestei a escrever e aumentar ainda mais o meu gosto pela leitura, e comecei a madurecer, pois além das redações que agora escrevíamos como quem brincava na praça (e antes disso, morríamos de medo de escrever redações), líamos os livros "obrigatórios" com muito gosto. Essas "leituras obrigatórias", eram angustiantes pois tínhamos que ler o livro e fazer prova, era um livro por mês. A  professora mudou a didática, e nós não fazíamos mais a prova, agora nós falávamos sobre o livro: A estória, os personagens, os locais, as emoções, tudo o que vivenciávamos na estória, no livro durante a leitura... Lembro-me como se fosse ainda hoje, e jamais esqueci os livros que li. A maioria deles era da Editora Ática e da Coleção Vagalume. Entre eles: "A Ilha Perdida", "Éramos Seis", "O Cachorrinho Samba"... Nunca mais, nós os alunos da professora Lourdes, fomos os mesmos. No fim do ano, todos estavam escrevendo e lendo em sala de aula as nossas próprias estórias e construindo os nossos próprios personagens.

Além dos livros obrigatórios, eu lia por minha própria conta (correndo por fora), outros livros que tomava emprestado na Biblioteca Estadual e na Biblioteca Municipal. Tornei-me um "rato de biblioteca", amava e amo até hoje aquela atimosfera silenciosa que reinava dentro das bibliotecas - as pessoas respeitavam o ambiente de leitura - hoje as bibliotecas são muito barulhentas. Amava e ainda amo o cheiro de papel velho, e a combinação do cheiro de tinta em papel novo. Não troco o livro por nada, mesmo sabendo que se derrubam algumas árvores para construir alguns livros - a solução é plantar árvores com o objetivo de usá-las somente na fabricação dos livros - Amo o velho e bom livro. Amo a boa e maravilhosa leitura!

Ao começar a frenquentar as bibliotecas para ler por amor à leitura e pela paixão pelos livros, e não somente para fazer  pesquisas para trabalhos e para os deveres de casa - naquela época não havia a internet e eu era uma criança muito pobre, e a minha mãe não tinha dinheiro para comprar a Coleção Barsa e nem a Coleção Delta la Rousse - eu pude contemplar leituras clássicas maravilhosas da literatura internacional tais como: "A Ilha do  Tesouro", "Robinson Cruzoé", "Peter Pan", "David Copperfield", "A Família Robinson", "O Pequeno  Principe", "O Menino do Dedo Verde", "O Maior Presente do  Mundo", "Fernão Capelo Gaivota", "Longe é Um Lugar Que Não Existe"... E mais tarde: "Um Brasileiro no Exército de Napoleão" , "Horiizonte Perdido", "Ladrão na Noite", e todos os livros de T. Lobsang Rampa, entre muitos outros...

Tudo o que leio hoje, todas as pesquisas científicas e acadêmicas que faço, e tudo o que escrevo (até mesmo as besteiras), só faço por que um anjo me iluminou. Seu nome? Repito: Professora Maria de Lourdes! Muito do que sou hoje, devo a esse anjo. Quantas Marias de Lourdes existem ainda hoje? Professores assim ressignificam as vidas dos seus alunos, e podem ajudá-los a construir um futuro muito melhor e mais promissor. Foi por causa da "Dona de Loudes" que eu hoje sou um "rato de biblioteca". Ela me deu isso, e hoje eu passo a diante. Me esforço para ser a "Dona de Lourdes" na vida dos alunos cuja vida cruzam com a minha vida. Ler é tudo de bom!

domingo, 14 de abril de 2013

Maria ficheira e a fila do SUS

Conto 
Por Austri Junior

Eram quatro horas da manhã, ouvi vozes altas como se estivessem dentro da minha casa. Eram vozes femininas e vozes masculinas misturadas, atrapalhando o meu sono. Pensei: "De onde estão vindo essas vozes"? Entre as vozes femininas reconheci logo de cara, uma certa voz que sempre chama a atenção pelo seu tom altíssimo e exagerado, pelas besteiras que fala, e principalmente pelas altíssimas gargalhadas. Era a voz da  "Maria ficheira". Maria ficheira é uma senhora muito indiscreta, que toda terça-feira está na fila do SUS, pegando fichas "profissionalmente". Essa senhora possui quatro fortes características: Contar "estórias", fazer fofocas, furar a fila e meter o bedelho na vida das outras pessoas com uma dose muito grande de indiscrição.

Eu mora em frente ao posto de saúde e por isso acabo vendo ouvindo toda a movimentação que emana da da fila do SUS. Muitas pessoas, pensam que morar em frente ao posto de saúde é uma "benção". Eu, tanbém já pensei assim (antes de  receber essa "bênção"). A verdade é que residir em frente ao posto de saúde acaba com a saúde da gente... É muito barulho atrapalhando o nosso sono durante a madrugada. Nos dias de marcação de consulta e nos dias de recolhimento de materiais para exames a fila começa a se formar cedo e as pessoas vão chegando, uma de cada vez e logo temos uma multidão formada, ávidas por conversar, "colocar papo em dia", como se diz por aí... Nos dias de vacinação das crianças, choros e berros se ouvem ao longe, alguns chegam assustar, quando distraídos estamos. Alguns berros e choros incomodam bastante, parece que estão praticando um holocausto com crianças, tamanho é o desespero delas, e das mães também, que gritam com as crianças e brigam com os maridos.

Quem já esteve na fila do SUS, seja em um posto de saúde, em uma policlínica, ou em algum pronto atendimento, sabe bem como é. Ali temos uma grande miscelânea de gentes. Pessoas de todos os tipos: Gentes emburradas e mau-humuradas, gentes desconfiadas, pessoas "comédias", pessoas caladas, pessoas falantes (essas são a maioria). Tem as pessoas que fazem disso um meio de vida, como a Maria ficheira, por exemplo. Tem as velinhas fofoqueiras que em duas ou três horas de espera nos põem a par e nos "atualizam" sobre tudo o que acontecce na comunidade, e sobre tudo o que acontece na vida dos vizinhos, inclusive citando os nomes mesmo que não saibamos nem de quem se trata, muito menos o nome dessas pessoas. Quando dizemos: "Não sei que é esse fulano, ou essa fulana", elas fazem questão de apontar a direção da casa. As velinhas fofoqueiras têm uma necessidade enorme de falar (da vida dos outros), e falam tanto, que nem as suas famílias escapam. Mas há também as "novinhas" fofoqueiras. Aliás, a prática da fofoca na fila do SUS não tem idade nem sexo. A fofoca na fila do SUS é generalizada e vemos ali também, muitos homens muito fofoqueiros, e quanto mais idosos, mais fofocas praticam.

Na fila do SUS os assuntos variam de acordo com a idade, com a escolaridade, com a experiência de vida de cada pessoa: As mães falam muito sobre filhos e crianças, as esposas conversam sobre sobre os seus maridos e conversam muito sobre os desafetos vividos dentro do lar. As pessoas hipocondríacas conversam sobre remédios e doenças e "sabem tudo" sobre o assunto. Conhecem todas as doenças, todos os nomes dos remédios e sabem o nome e os horários de atendimentos de todos os médicos. Tem também os evangelizadores de plantão que se comunicam nos idiomas "crentês" ou "evangeliquês", tentando converter a fila, dando testemunho de si mesmos e sempre com muito convencimento, ao mesmo tempo que dão contra-testemunho jogando lixo no chão, fazendo fofocas, furando a fila, entre outras coisa abomináveis. A Maria ficheira é uma dessas pessoas que se comunicam em "crentês" e "evangeliquês", e está sempre disposta a dar testemunhos ao mesmo tempo em que apresenta um forte contra-testemunho de vida na fila do SUS.

Sempre que vou ao posto de saúde eu quero ficar na minha, ouvindo notícias pelo rádio do celular, com um fone de ouvido, mas a fila do SUS tem as suas particularidades e características próprias e imutáveis, e uma delas é que a privacidade é uma palavra desconhecida, e nada do que façamos, vai mudar isso... As pessoas falantes sempre dão um jeitinho de puxar conversa com as outras pessoas ao seu redor, ou de inserí-laas em suas conversas dirigindo-lhes o olhar, ou balançado a cabeça, fazendo sempre algum sinal como que a perguntar para o outro: "Não é mesmo?"

Acho que as pessoas têm necessidade de falar por vários motivos: Algumas porque não conseguem calar-se, outras porque não têm ninguém para conversar ou ninguém lhes dá atenção, outras porque querem chamar a atenção de todos para sí, outras por falta de sabedoria e discernimento... Em fim, são apenas gentes. Gentes com muitos e variados problemas e frustrações, gentes esquecidas, abandonadas, pobres em várias situações: Pobres de dinheiro, pobres de cultura, pobres  em conhecimento, pobres... São pessoas em sua maioria sofredoras em busca de alento para as suas mazelas, atendimento para as suas doenças, compreenção para os seus problemas. Muitas vezes essas pessoas são mal atendidas e não encontram a solução para os seu problemas, e muitas acabam explodindo o seu mau-humor. Todas essa pessoas são gentes carentes que precisam de atenção e carinho.

Mas que a "Maria ficheira" do meu bairro, aquela que me acorda toda terça-feira de madrugada e me pertuba com as suas falácias quando estou na fila do SUS me irrita, ah, isso sim... Como essa mulher me irrita!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Habemus Papam - Francisco I

Religião
Argentino é anunciado Papa Francisco I.
Esta é a primeira vez em dois milênios que o Santo Padre é nascido na América
 
Publicação: 13/03/2013 16:18  - Atualização: 13/03/2013 16:48
 

Francisco I, o 266º papa da Igreja Católica, foi eleito depois de cinco votações (AFP PHOTO/DANIEL GARCIA)
Francisco I, o 266º papa da Igreja Católica, foi eleito depois de cinco votações

"Habemus Papam". E o Sumo Pontífice é argentino. A notícia, há poucos dias impensada pelos fiéis latino-americanos, veio às 16h18 horas desta quarta-feira, pouco mais de uma hora após a fumaça branca subir no Vaticano. Seguindo a tradição de dizer o primeiro nome do novo papa em latim e o sobrenome no idioma de origem, o cardeal-diácono Jean-Louis Tauran anunciou aos milhares de católicos presentes no Vaticano, da varanda central da Basílica de São Pedro, Dom Jorge Mario Bergoglio, agora Francisco I, como novo sucessor de Pedro no comando da Igreja Católica. Esta é a primeira vez em dois milênios que é escolhido um Santo Padre nascido na América. Há mais de 1300 anos, o eleito pelo conclave sequer era de fora da Europa.
Francisco I, o 266º papa da Igreja Católica, foi eleito depois de cinco votações. O jesuíta de 76 anos não era um dos nomes mais cotados, mesmo assim a  decisão foi rápida, foram apenas cinco reuniões do conclave para que o novo líder da igreja fosse escolhido. O que mostra que uma rápida unidade foi construída em volta do novo papa.

Os desafios do novo pontificado apresentam caminhos árduos, já que muitos analistas indicam que a renuncia de Bento XVI foi motivada pela falta de saúde de Joseph Ratzinger para resolver os problemas enfrentados pela Santa Sé.

Papa Francisco I beija João Paulo II, em 2001 (REUTERS/Paolo Cocco)
Papa Francisco I beija João Paulo II, em 2001
Trajetória Jorge Mario Bergoglio nasceu em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires. Foi ordenado para os jesuítas em 13 de dezembro de 1969 durante os estudos teológicos na Faculdade de Teologia de San Miguel, onde foi reitor de 1980 a 1986.  Depois de completar sua tese de doutorado na Alemanha, serviu como confessor e diretor espiritual em Córdoba.

Foi nomeado bispo titular de Auca e Auxiliar de Buenos Aires em 20 de maio de 1992 e recebeu a consagração episcopal em 27 de junho do mesmo ano. Em 3 de junho de 1997, foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Buenos Aires e Cardeal Antonio Quarracino em 28 de fevereiro de 1998. Bergoglio atuou como presidente da Conferência Episcopal da Argentina de 8 de novembro de 2005 até 8 de novembro de 2011. Em fevereiro de 2001, foi proclamado cardeal pelo beato João Paulo II.


 (Arte/Soraia Piva)

Desafios Francisco I começa o papado com grandes desafios. A Igreja Católica enfrenta uma estagnação no número de fiéis, bem como a queda no número de padres. Além disso, leis liberais votadas em diversos países ocidentais têm incomodado a igreja. Outro problema que deve ser superado pelo argentino é o escândalo envolvendo denúncias sexuais contra religiosos.

Visita ao Brasil
O novo papa deve visitar ao Brasil em julho, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento internacional organizado pela Igreja Católica que reúne jovens de todo o mundo. Antes disso, não existe nenhuma agenda confirmada na América.
 
Fonte: Arautos do Evangelho
http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2013/03/13/interna_internacional,356743/argentino-e-anunciado-papa-francisco-i.shtml